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Resenha: O Renascimento da Imperatriz Maliciosa de Linhagem Militar (The Rebirth of the Malicious Empress of Military Lineage ), por Qian Shan Cha Ke

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Título: O Renascimento da Imperatriz Maliciosa de Linhagem Militar (重生之将门毒后 na língua original, The Rebirth of the Malicious Empress of Military Lineage em inglês)

Autor: Qian Shan Cha Ke (千山茶客)

Língua lida: Inglês. Esta sendo traduzida pelo ChubbyCheeks

Tem em português: não tem, se os livros chineses se popularizarem, provavelmente terá

Sinopse em português traduzido por mim:

A filha di da linhagem militar, pura, amável, quieta e dócil, tolamente apaixonada pelo príncipe Ding, se joga no papel de esposa.

Depois de apoiar seu marido por seis anos, ela finalmente se tornou mãe do mundo, a imperatriz.

Acompanhou-o para lutar pelo país, para expandir o território do país, assumiu o perigo para ser um refém em um país estrangeiro, depois de retornar cinco anos depois, não havia mais lugar para ela no Palácio Interior.

A beldade nos braços dele sorriu brilhantemente: “Irmã mais velha, o país está estabilizado e você deveria se aposentar”.

A filha tinha se sofrido uma morte violenta e o príncipe herdeiro foi disposto. A família Shen sacrificaram a si mesmos pelo país, nenhum deles teve sorte de escapar. Tudo na sua dinastia sofreu uma reviravolta , seu clã perecera e ela precisa lutar por seus filhos!

Shen Miao nunca pensou que, como um casal que passava por provações e tribulações e se ajudavam mutuamente, ela era apenas uma piada para ele!

Ele disse: “Vendo que você me acompanhou por vinte anos, irá conceder-lhe um cadáver intacto. Agradeça essa gentileza”.

Sob os três Chi (1 chi = 1/3 de metro) de seda branca, Shen Miao fez um voto malicioso: no tempo que virá, ela ela fará parte do final de cada um deles!

Após o renascimento, ela retornou ao momento em que tinha quatorze anos, onde a tragédia ainda não havia ocorrido, sua família ainda estava viva e ainda era a filha pura, amável, quieta e dócil da linhagem militar.

Parentes que escondem um coração sombrio, primos e primas são impiedosos ​​e maliciosos, a novo concubina é como um tigre assistindo sua presa e aquele homem desonrado querem repetir os mesmos eventos?

A família deve ser protegida, os inimigos devem sofrer vingança, o trono imperial do país também deve ser parte do troféu. Nesta vida, vamos ver quem pode vencer os outros!

Se você sente satisfação ao ver alguém que merece se ferrar, se ferrar, esse livro vai satisfazer todas as suas fantasias! E caso você não goste de romances, nesse livro tem isso sim (e bem trabalhado), mas é muito mais sobre punir quem merece ser punido do que sobre casaizinhos!

Estava pensando em fazer a resenha de A Princesa Wei Yang antes de fazer a desse livro, mas decidi adiantar depois da resenha de Princesa Consorte Chu. Para quem não leu essa resenha, tem algumas partes do começo desses dois livros que eu confundo um com o outro. E porque eu iria esperar? Porque O Renascimento da Imperatriz Maliciosa de Linhagem Militar e A Princesa Wei Yang (vários outros livros) tem a história quase idêntica, e o último está mais famoso por que fizeram um drama sobre ele (só que devido a censura, o enredo é diferente. Caso esteja interessado em assistir, clique aqui).

Uma coisa sobre livros chineses: se você acha que ter o mesmo enredo de outro livro é plágio, então não vai encontrar nada além de plágios.

Se tem algo que eu odeio nos livros chineses são as sinopses. Boa parte conta não sobre o começo da história, mas sim de um evento que demorará centenas de capítulos para acontecer algo. Isso não acontece com a sinopse que traduzi, mas se você procurar por mais, você ficará confuso com alguns eventos. Isso porque vai fazer uma confusão a respeito de maridos e imperadores.

Nossa protagonista, Shen Miao, morreu. É, ela faz isso logo no começo. Só que antes os seus primos e tios a mimam e estragam o seu caráter, então a convencem ela de se apaixonar pelo príncipe Ding, que parecia ser o mais bonzinho, com o qual ela consegue se casar devido a influência de seu pai, que é um general prestigiado. A partir daí tudo dá errado na vida dela e de todos que ela gosta, mesmo que o príncipe se tornasse imperador e ela, imperatriz. Seu irmão caiu em um golpe, perdeu sua reputação e então morreu. Sua mãe morre de forma misteriosa, seu pai morreu. Todas as suas criadas foram morrendo uma por uma. As outras famílias nobres foram morrendo devido a um plano da família real para que eles tivessem o poder absoluto. Perderam uma guerra e ela foi obrigada a se tornar refém em um outro país. Quando voltou, sua filha foi violentada, seu filho foi deposto e ela perdeu todo o seu poder para uma concubina. Descobriu que seus tios e primos não gostavam dela, e suas primas entraram no palácio como concubinas. No final, seu marido a obrigou a se suicidar.

Não, esse não é o spoiler da história inteira, são os primeiros capítulos.

Isso porque ela renasceu. Em outras palavras, Shen Miao depois de morrer, acordou no próprio corpo, mas quando era mais nova, aos 14 anos de idade, antes de tudo isso acontecer. E o que ela faz? Ela decide gastar sua vida para ferrar com todos aqueles que ferraram ela na sua outra vida.

Nessa idade, ela era uma grande idiota, mas porque fizeram ela ser desse jeito. Como era um general, seu pai passava quase o ano inteiro fora da casa da família, e sua mãe e irmão mais velho o acompanhava, deixando Shen Miao aos cuidados do resto da família, e eles achavam que todos gostavam dela. Aparentemente, era assim que agiam, já que a mimavam demais. Só que a verdade era o contrário, faziam de tudo para a prejudicar e ninguém percebia. Há uma diferença de linhagem nessa família, o pai dela é filho da falecida primeira esposa do seu avô, já os seus tios são filhos da segunda esposa, que é a mais velha da família e essa parte da família quer tirar o poder do filho mais velho. Só que nenhum membro da primeira família desconfia disso.

Assim, sua tia Ren Wan Yun, que é encarregada pela educação dela, não a mima porque gosta dela, mas sim para estragar o seu caráter. Shen Miao não se dedica aos estudos e é arrogante e mal educada, fazendo com que seja considerada como uma piada por todos. Suas primas também a sabotam, dando maus conselhos e fazendo com que seja vista como inferiora quando comparada com elas. E Shen Miao adora todos eles, chegando ao ponto de preferir eles do que seus pais e irmão. Só que quando renasceu, essa Shen Miao já tinha morrido há muito tempo. Depois que se casou com o príncipe Ding e o ajudar a se tornar imperador, e ainda mais depois que teve que lidar com as intrigas de diversas concubinas no harém, ela aprendeu a ser esperta e cruel na marra.

Então Shen Miao renasce, é uma vaca sanguinolenta e rancorosa, e sabe exatamente quem são seus inimigos e o que irão fazer. Começa então a sua saga de derrubar um por um. E isso é extremamente satisfatório. Vou pegar um exemplo que acontece no início da história: ela sabe que a família Su seria acusada injustamente de um crime, e seriam os primeiros nobres a serem exterminados pelo plano da realeza de centralizar o poder. Shem Miao encontra o filho mais novo deles, que chorava porque foi repreendido por uma resposta que deu para o seu professor e estava com medo do que o pai acharia disso. Era uma questão sobre um ditado que ele esqueceu. Ela dá para ele um outro ditado, maior e som significado parecido, e pede para que ele diga para o seu pai que apesar de não se lembrar do menor, conhecia um que era maior. Só que pede para que não mencione que foi ela quem disse isso. O menino fez isso, mas o pai disse que o significado de ambos é diferente, e quando ele dá a explicação para o filho, ele percebe que essa explicação era a solução dos seus problemas. No dia seguinte, o Su pai não vai na corte, e com isso conseguiu escapar do plano e todos vivem. Esse foi simples, mas muitas intrigas não são.

Shen Miao sabe o que acontecerá se os seus inimigos ganharem, e ela não tem nenhuma piedade ou ressalva para lidar com eles. Em momento nenhum. Se alguém em um momento traiu ou vá trair ela, ela tem que acabar com essa pessoa. E se for um personagem importante, isso significa morrer. Chega até mesmo a arriscar o próprio corpo e a própria vida.

Como você leu no exemplo de abordagem dela, a garota não é uma guerreira, não sabe lutar e nem vai aprender. Na verdade, ela tem uma única “habilidade de luta”, mas ela vai usar isso para matar seus inimigos. Sua arma é a intriga, e seu status de filha di (filha di: filha legítima de uma família, nascida de uma esposa. Um filho de concubina, um filho shu, é considerado como inferior a um irmão di, mas não é um bastardo.). Ela arquiteta planos e os executa sendo uma filha nobre, uma mulher bem nascida e educada. E é bom!

É nesse momento que eu tenho que dar o aviso de que sim, nesse livro há uma sena de estupro. Só que não foi romantizado, foi desconfortável de ler, mostrando bem que não é uma coisa boa, e sim repulsiva. Praticada por alguém repulsivo, planejada por alguém igualmente repulsivo, mas que para eles resultou em algo mais repulsivo ainda. Se quiser saber o que aconteceu:

passe o mouse nesse trecho e leia a caixa de texto que aparecerá.

Só comparando com A Princesa Wei Yang, uma diferença entre as duas histórias são os aliados. Wei Yang luta muito mais por si mesma, pelo que fizeram com ela, do que por aqueles ao seu arredor, já que ela nunca teve aliados em sua primeira vida. Já Shen Miao não se vinga só por si mesma, mas por todos aqueles que foram prejudicados pela sua família e pelo seu marido na sua vida, mesmo que não tenha contato com eles (e nem eles gostem dela). Ela sabe que diversas famílias foram arruinadas por causa dos planos do príncipe Ding, e que eram inocentes. Ainda, ela tem uma família que a ama e que se lembra de como morreram, e de como suas próprias ações contribuíram pelo fim que cada um levou. Aliás, ela tem uma família para proteger.

Tirando o marido da sua primeira vida, até agora não mencionei um interesse amoroso. Tem, só não aparece no início. Aliás, o romance é lento e gradual, no qual o par se conhece e começa a admirar um ao outro antes da flecha do cupido acertar o coração deles. O par de Shen Miao é Xie Jingxing, um filho de marques que também é um general. Eles não se conheciam direito na primeira vida dela, na qual ele morreu na limpeza das famílias nobres e devido a traição dos seus irmãos shu. É um personagem que eu gosto bastante, e que realmente respeita Shen Miao. Quando ela corre algum risco, a salva, e quando ela está no meio de um plano, ele a apoia. O irmão dela também é um ótimo personagem.

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Resenha: Princesa Consorte Chu (Chu wangfei), por Ning Er

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Título: Princesa Consorte Chu ( 楚王妃na língua original, Chu Wangfei em inglês – eles usaram o termo em chinês mesmo…)

Autor: Ning Er (宁儿)

Língua lida: Inglês. Passou por vários tradutores, atualmente está sendo traduzida pela novelsreborn. No site deles, tem os links para todos os capítulos traduzidos por eles e pelos outros tradutores. Também pode se guiar pela novelupdate.

Tem em português: não tem, duvido que traduzam por um motivo que irei falar. É uma indicação para a turma do inglês

Sinopse em português traduzido por mim:

Ela, a filha do primeiro ministro, era tímida e covarde. Por causa do término do seu noivado, e da sua reputação ser arruinada, ela foi obrigada a derramar o seu próprio sangue no saguão do palácio! Mais uma vez abrindo os olhos dela, a covardia desapareceu, foi substituída pela frieza, fazendo que os outros se sintam intimidados a primeira vista. Ninguém ainda percebeu, ela não era mais ela.

A única coisa que você precisa saber desse livro: o melhor time travel com personagem principal feminino que já li! Ganha de Outlander por pouco, mas ganha!

Sabe aquela indicação de leitura perfeita para o final de semana?

Não é essa. Não mesmo. Você não vai chegar nem perto de terminar o começo dessa história lendo o final de semana inteiro, e estou incluindo sexta-feira à noite nessa conta. Princesa Consorte Chu não é um livro pequeno.

Tenho o costume de copiar os capítulos para um arquivo do word para ler no meu Kindle (para ler minha opinião sobre o aparelho, clique aqui). Sim, eu faço isso capítulo por capítulo, e não aconselho ninguém a pegar alguns .epub e .pdf que existem na internet, já que nenhum deles são oficiais. Caso não saibam, os tradutores são “voluntários”, e ganham sua comissão através de propaganda lida e de doação, por isso acessar os seus sites é importante. E também não vá para sites piratas… De qualquer maneira, esse foi o primeiro livro que fui obrigada a fazer um novo arquivo, já que demorava muito para abrir e converter. Nele só tinha 85 capítulos… e 1107 páginas! E fui obrigada a fazer a mesma coisa, mas dessa vez foi mais light, do capítulo 86 até o 108 tem só 584 páginas… No momento em que escrevo a tradução não chegou nem na metade, está no capítulo 120, mas o meu terceiro arquivo tem 302 páginas! Suponho que o livro passará de 3000 páginas com facilidade.

(Até por isso talvez algumas vezes nessa resenha eu posso me confundir com o enredo de outros livros, tenho certeza que escrevi algumas coisas de To Be A Virtuous Wife)

É por isso que esse livro jamais será traduzido para o português, e não é de se espantar que tantos tradutores abandonaram no meio do caminho. É muuuuito grande a história. Mas vale a pena ler.

Pro que? Porque é a melhor história de viagem ao tempo (time travel) do presente para o passado que eu já li.

Para quem não sabe, sou uma escritora (não uma das melhora, não uma das mais famosas, mas… nada!), e viagem ao tempo é uma grande questão para mim. Meu sonho é escrever um livro com esse tema, mas deve ser especial. Não importa o enredo que crio, nunca estou satisfeita, não importa o quanto eu me imagine boa, eu não creio que eu esteja pronta para escrever ainda. Eu vejo como uma pessoa no presente se encontra no passado, e as caracterizações desses dois tempos deve ser dominado pelo autor para conseguir fazer uma viagem ao tempo. Sendo assim, eu sou extremamente rigorosa na hora de ler um livro desse gênero.

Sem citar nomes, mas sendo óbvia, eu odiei o romance brasileiro mais popular da atualidade desse gênero por causa disso. Na realidade, meu sentimento está além do ódio…

Já Ning Er arrasou nesse quesito. Mesmo que a história se passe em um império fictício baseados na China antiga, você sente que a história se passa na China antiga. Os valores, os costumes, os lugares, as situações, os valores… é difícil ver a autora errar em um desses itens. Ainda mais que não temos elementos fantásticos (se bem que é uma viagem ao tempo…), o cenário é realista.

Por isso, se você é aquela pessoa que tem problemas com uma história no qual “o homem trabalha e a mulher fica em casa” é normal e não vai ser questionado, acha que as mulheres eram umas pobres coitadas, essa história não é para você. Agora, se você quiser ler sobre como era realmente o poder doméstico e a sua verdadeira proporção, é uma boa indicação. Essa é uma história de uma mulher na antiguidade que é fodona!

A história começa com capítulos pequenos e enganosos sobre Yun Qian Meng, a filha legítima do primeiro ministro, que teve o seu noivado rompido pelo príncipe Chen, que é irmão do atual imperador. Como um noivado rompido sigficava que ela não era boa o suficiente para se casar, sua reputação estava arruinada.

Agora uma aulinha sobre “coisas chinesas antigas”. Existiam as esposas e as concubinas. Só a esposa é considerada como a que teve o casamento com o seu marido, uma concubina é considerada como uma serva, mas com um status extremamente elevado. Os filhos que o homem tem com essas mulheres seguem essa mesma lógica: os filhos com a esposa esposa (que tem o título de di) são considerados como os filhos legítimos, já os com as concubinas (que tem o título de shu) não são tidos como legítimos, mas também não são bastardos, ficando num meio termo.

Yun Qian Meng é a única filha di de um homem importante, então ela deveria ter um statos muito elevado, o suficiente para que mesmo que não queira o casamento, um príncipe não possa recusar. Só que a vida dela é uma merda! Sua mãe morreu no parto e o seu pai não se interessava por ela. A concubina favorita, Su Quing, possuía o poder de administrar a casa e a negligenciava a favor de sua própria filha, Yun Ruo Xue. Mesmo morando em uma mansão, morava em um aposento caindo aos pedados e faltava coisas básicas, como comida. Foi impedida de ter uma educação para aprender a ser uma esposa. Assim, ela era uma filha di só de nome, não é à toa que o príncipe Chen queria romper o seu noivado com ela, não seria uma princesa consorte que ele desejaria ter. E por causa desse término, Yun Qian Meng se suicida.

Só que ela revive logo em seguida, mas não é a Yun Qian Meng. Seu corpo é habitado pela alma de uma mulher dos tempos modernos, que até o momento não temos muitas informações sobre sua identidade, só que trabalhava como detetive/investigadora/alguma coisa assim na polícia. E suas atitudes são diferentes daquelas do passado. Já não era uma pobre coitada, agora ela sabia se defender. Não, Yun Qian Meng não luta, e sim é inteligente e perspicaz. Aceita o término do noivado e volta para casa de cabeça erguida.

A história desse livro é sobre como Yun Qian Meng permanece viva e bem, e também faz o mesmo para aqueles que ela gosta. Após o término do noivado, a primeira coisa que fez foi apontar que ela é uma filha di. Yun Ruo Xue, mesmo sendo uma filha shu, sempre foi a favorita e mimada, vista nos meios sociais como “a filha do primeiro ministro” pela sua irmã não poder sair de casa. Para ridicularizar Yun Qian Meng, fez um comentário maldoso, porém ao invés de se reprimir, a heroína a repreende usando sua identidade de filha di. Segundo a hierarquia, uma filha di é aquela que é legítima, com virtudes superioras a uma filha shu, por isso nunca poderia a repreender. Como um eunuco do palácio estava presente, o pai foi obrigado a castigar sua filha favorita.

Por isso mesmo eu não ligo esse livro com um enredo sobre vingança, já que nenhuma ação dela foi feita intencionalmente para machucar alguém, e sim rebater ameaças. Entenda, o bem estar dela significa a queda de um bocado de pessoas. Yun Ruo Xue é shu, mas vive uma vida de filha di. Com Yun Qian Meng se estabelecendo como di, ela perderia toda a influência social que conquistou com anos, além de que seria repreendida por não agir de acordo com seus status. Para alguém tão mimada como ela, isso é horrível. O seu marido também não seria um homem tão importante quanto o que ela queria. Tendo só uma filha, Su Quing precisa que ela se case bem para garantir o próprio futuro, com ela não conseguindo se tornar a esposa mesmo que seu marido a ame. Elas tem que fazer com que Yun Qian Meng afunde, se não elas afundam. E já adiantando o enredo, Su Quing e o primeiro ministro tem motivos verdadeiros para que Yun Qian Meng não seja ouvida, coisas ligadas a crimes.

Isso é só um exemplo, a história é enorme e cheia de personagens e intrigas. Já tem mais de 1500 páginas…

Creio que um ponto alto dessa história é o tamanho. É muuuuito grande, mas não acontece muito, mas tudo é bem desenvolvido. O ritmo é lento, cheio de detalhes e sem nenhuma pressa para terminar algo. É uma leitura que não cansa, que você fica surpreso por ver a quantidade de páginas que leu e a pouca quantidade de coisas que aconteceram. Faz com que mesmo que tenha muitos personagens, você consiga saber quem é quem, conhecer cada um, gostar ou não deles. De novo, não se engane com o começo.

Em um todo, eu não classificaria esse livro como um romance, muito por uma questão de ritmo. A autora não apressou para que ocorresse um amor a primeira vista, para que houvesse uma quantidade alta de interações entre eles. Yun Qian Meng é uma mulher do futuro, mas que tem que viver como no passado e seguir as regras da sociedade,e há uma separação física dos sexos. Só que ela e seu interesse amoroso são à frente de seus tempos, e quebram muitas regras, mas nada revolucionário, ou que alguém saiba. E Chu Fei Yang é um dos melhores personagens da história. E ele não tem ligação com a família imperial, é que homens fora dessa família podem ter o título de príncipe (wang) na China antiga.

Tenho um problema com o título. Yun Qian Meng e Chu Fei Yang só se envolvem depois de muitos capítulos (e muitas páginas), no início dá a impressão que o par dela é o príncipe Chen. Para ser princesa consorte Chu, a heroína tem de estar casada com o príncipe Chu. E no momento em que estou lendo a tradução, o príncipe Chu ainda é o avó de Chu Fei Yang (e esse é um outro personagem legal da história).

Agora um aviso para os mais sensíveis. Como mencionei, estamos falando de uma história de uma nobre na antiguidade, e muitas intrigas que acontecem ao seu redor. E também que a autora segue o momento histórico. E o que uma mulher tem de mais precioso no passado? A sua reputação! O que significa a sua virgindade quando solteira e sua fidelidade quando casada. Estamos falando de uma época na qual as mulheres que saíam muito de suas casas não eram bem vistas. E dai o aviso, nessa tem estupro. Mais precisamente, estupros causados por intrigas para acabar com a reputação de uma mulher (mas não sejamos machistas, e não vamos achar que os antigos eram sem coração. O estuprador também é manchado pela sua ação, só que a situação da mulher é pior). Vão tentar sim estrupar a Yun Qian Meng. Logo farei uma resenha de outra obra (O renascimando da imperatriz maliciosa de linhagem miltar, e o título é mesmo dessa tamanho) que também terá isso.

Resenha: Condenada a ser Cannon Fodder, por Whistling Night Rain (Doomed to be Cannon Fodder)

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Título: Condenada a ser Cannon Fodder (放开那个女巫 na língua original, Doomed to be Cannon Fodder em inglês)

Autor: Whistling Night Rain (潇潇夜雨)

Língua lida: Inglês, está sendo traduzido pela Volarenovels nesse link

Tem em português: não tem, adoraria que traduzissem

Sinopse em português traduzido por mim:

Ela de alguma forma acabou transmigrando para dentro de um livro como a personagem feminina de apoio, que foi espancada até a morte! Apaixonada pelo protagonista, ela estaria destinada a ser espancada em uma massa sanguinolenta antes mesmo de se dormir com ele?!

Parte por parte, ela precisa sobreviver e conseguir se agarrar em alguém que a proteja. Mas o protagonista secundário é um verdadeiro cavalheiro e não sente nada por seu corpo deslumbrante e sedutor. Tudo bem! Ela vai se prender na sogra ou no protagonista então!

Mas por que o protagonista secundário a olha com olhos cada vez mais estranhos? E o que é aquele Chefe da Aliança Wulin com o transtorno da personalidade? Você é apenas uma espectadora aleatória, para o que você está se envolvendo?

Finalmente, o protagonista não aguentou mais e a arrastou para a mansão do Príncipe Li …

Finalmente, o protagonista não aguentou mais e a arrastou para a mansão do Príncipe Li …

Se lê em inglês e quer algo fofo é diferente, você tem que ler esse livro! É o meu favorito na atualidade.

Para começar, o que é um Cannon Fodder? Você já deve ter assistido algum filme de super herói, então deve saber que sempre tem uma luta do herói contra umas 100 pessoas ao mesmo tempo. Todas essas 100 pessoas são facilmente derrotadas com um peteleco do herói, para mostrar o quão forte ele é. Um Cannon Fodder é um desses personagens que nasceram para levarem um peteleco do protagonista e serem derrotados. Um personagem descartável que serve para enaltecer os protagonistas.

A protagonista, Bai Xiangxiu, é uma Cannon Fodder!

Mas como isso aconteceu?

É uma história dentro de uma história. Ela, um dia lia um romance de época sobre uma garota que foge do casamento com um general que ganhou o título de príncipe. Ao longo da história, vários homens se apaixonam por ela, mas ela se apaixona pelo príncipe, que tem várias mulheres apaixonadas por ele. Os apaixonados por ela a protegem, as apaixonadas por ele fazem várias intrigas para acabar com a vida dela. A leitora tinha acabado de ler sobre o que aconteceu com a concubina Bai Xiangxiu, que foi espancada até a morte a mando do príncipe depois de tetar prejudicar a protagonista. Foi uma cena bem gráfica.

Então  a leitora espeta o dedo em um cacto e vai parar no corpo de Bai Xiangxiu antes da história do livro começar.

A história é basicamente Bai Xiangxiu tentando não ter um fim tão trágico. Se ir contra a protagonista significa ser espancada e morta, então ela vai ser o mais a favor dela possível. Se o príncipe foi feito para a protagonista e não vai querer se sujar com nenhuma outra mulher antes de ficar com ela, Bai Xiangxiu não vai querer nem ficar perto dele. Se tem vários personagens masculinos secundários boa gente que não vão terminar com a protagonista, então ela vai tentar ficar com um deles. Se nada der certo, ela vai tentar viver a vida dela em paz e longe de qualquer coisa que seja um risco de vida.

A lembrança de como sua personagem morreu gerou um verdadeiro pavor em Bai Xiangxiu. Ela passa mal só de estar perto de qualquer coisa que lembre violência e, é claro, de ficar perto do príncipe.

Então para evitar esse destino, ela se passa pela mulher mais generosa, trabalhadora, comportada, obediente e recatada do mundo. Tenta ficar o mais longe do príncipe e ser o menos sedutora possível. Faz o impossível para vangloriar a protagonista e tenta ficar sempre do lado de sua sogra (para quem não entendeu, Bai Xiangxiu é a concubina do príncipe, então a mãe dele é considerada como sogra dela). E só para garantir, dá de cima do melhor amigo dele, que é um daqueles personagens que se apaixonaram pela protagonista. Isso com descrição, é claro, para não ser pega e assassinada por trair o seu marido.

Claro que o plano de Bai Xiangxiu tem o efeito contrário. Se ela queria ser discreta e ficar invisível para a violência dos outros, ela sempre se torna o centro das atenções. Todos acabam gostando dela, vira quase que uma deusa na opinião deles. A protagonista também não ajuda em nada, você vai odiar ela. É uma típica personagem mimada, mas que todos acham bonitinho. Ao longo da história, Bai Xiangxiu vai apresentando um pouco do enredo do livro original, e você percebe que ela atrapalhou a vida de todos que encontrava. O príncipe perdeu quase tudo o que conquistou (fama, dinheiro, amigos) por causa das atitudes dela. Sabe aquela pessoa que arrasta os outros para o fundo do poço e aqueles que são arrastados aceitam isso porque amam ela incondicionalmente? Não é à toa que sempre perde quando é comparada com a Bai Xiangxiu.

Só que Bai Xiangxiu não é a protagonista, ela é uma Cannon Fodder! Sua natureza é ser descartável, ser derrotada por um simples peteleco!

O príncipe se apaixona por ela, mas ela não é a protagonista. A narrativa impõe que ele deve se manter puro e virginal para a sua amada destinada, que não é a Bai Xiangxiu. Ela também morre de medo dele. Assim, o universo conspira para que eles não permaneçam juntos, nem para que ele encoste um dedo nela. O nível da separação é esse: se ambos estão no mesmo comodo, está destinado para que alguém bata na porta. Se tenta dar um beijo nela, uma briga por perto começará. Se tentar consumar o casamento, Bai Xiangxiu vai tropeçar, bater a cabeça e ficar em coma.

Sabe aquela vulnerabilidade a petelecos? Ela se machuca só de respirar, e esse é um dos pontos altos da história, as maneiras criativas dela conseguir se ferir. Não há capítulo que Bai Xiangxiu não seja machucada ou esteja se recuperando de um. O príncipe sempre fica impressionado com essa capacidade dela

Apesar do enredo “mulher moderna transmigra para a antiguidade” ser comum nos livros chineses, eu gostei em como foi feito nesse. Geralmente é uma personagem incrível, mas Bai Xiangxiu é alguém normal, que trabalha numa floricultura e só entende disso. A autora conseguiu fazer com que mesmo que fosse normal, Bai Xiangxiu conseguisse ser uma personagem incrível só com sua sensibilidade moderna. Ela considera todos como iguais, é moderada, alfabetizada e entende das nuances do seu comércio, e é isso o que a faz se destacar.

Essa defesa de Bai Xiangxiu às vezes me incomoda, já que ela sempre age não como deseja, mas como seria melhor para sobreviver, e esse ser o charme dela para todos. Quero ver num futuro ela mais sincera, e ver como aqueles ao seu redor vão reagir ao ver como ela realmente é. Não quero que ela termine com o príncipe (a tradução está em andamento no momento que escrevo essa resenha, está na metade da história) sendo quem ela não é. Ela já mostrou a personalidade uma vez, quando estava com sono, e ele reagiu bem, então tenho esperanças.

Resenha: The 100, por Kass Morgan

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Título: The 100 – os escolhidos
Série: The 100

Autor: Kass Morgan

Língua lida: Inglês, há algum tempo

Tem em português: sim

Link para compra: The 100 (se é que vai querer comprar depois dessa resenha…)

Já li esse livro há algum tempo, mas vi que alguém estava lendo ele no meu feed da Goodreads hoje e decidi fazer essa resenha. Uma resenha de uma das minhas maiores decepções literárias.

Li o livro depois depois de terminar de assistir a primeira temporada da série que foi baseada nele (se não sabe, há uma série de televisão feita baseada nesse livro, que tem o mesmo título). Claro que estava repleta de expectativas! Por experiência própria, sei que isso não é bom, já que por mais bom que seja a história, quando espero muito de um livro, não costumo encontrar algo que vá além do que espero. Esse livro faz isso, só que com um baque maior.

Não é que a história não estava muito acima das minhas expectativas. Estava muito, muito abaixo delas.

Em outras palavras, é ruim.

O enredo é incrível. Num mundo distópico no qual os últimos humanos vivem em uma nave, é decidido que 100 infratores adolescentes devem ir para uma expedição para a terra. Sozinhos em um planeta e abandonados da civilização, temos uma premissa de um Senhor das Moscas adolescente e futurista com múltiplos narradores.

O tom é monótono. Sim, conseguiram fazer isso. A narrativa é curta, sem emoção, entediante e você chega no fim sem ter um clímax. É o clássico caso de bom enredo nas mãos erradas. Por isso mesmo a série não segue à risca a história do livro, no qual abrange cerca de quatro episódios. Há mais uma personagem na história que não é presente no seriado, de uma garota que vive na nave e é bem fútil.

Resumindo, se você gostou da premissa desse livro, assista a série!

Resenha: Liberte Aquela Bruxa, por Er Mu

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Título: Liberte Aquela Bruxa (放开那个女巫 na língua original, Release that Witch
em inglês)

Autor:

Er Mu

Língua lida: Inglês. Primeiramente traduzida pela Volarenovels nesse link , depois continuada pela Qidian Internacional nesse link

Tem em português: sim, está sendo traduzido por 3Lobos nesse link

Sinopse do site do tradutor:

Cheng Yan viajou através do tempo para acabar em um período histórico como a Europa medieval, tornando-se Roland, um Príncipe Real. Mas este mundo não parece ser o mesmo que ele conhecera.

Bruxas são reais e elas podem lançar magias?

Acompanhe a batalha de Roland pelo trono contra seus próprios irmãos! Será que ele ascenderá ao trono, mesmo que seu próprio pai, o rei, tenha dito que ele era um caso perdido e o fez começar na pior situação possível? Somente com sua experiência com a tecnologia moderna e com a ajuda das bruxas, as quais propositalmente são conhecidas como servas do diabo e caçadas pela inquisição da Santa Igreja, é que ele poderá suceder!

Que a jornada de Roland comece!

Não sei porque decidi começar as minhas resenhas de livros chineses (nesse caso uma webnovel) com esse… Principalmente quando a primeira coisa que tenho a falar é que esse livro está com um problema sério de atualização. Para quem não sabe, é comum que livros chineses tenham mais de mil capítulos que são lançados um a um, e esse título faz parte da regra. Deste modo, a tradução para o inglês/português também ocorre desse modo, capítulo a capítulo. Conduto, já faz algum tempo que a tradução empacou no trezentos e poucos capítulos. Isso por causa do drama da Qidian.
O drama da Qidian, pelo que entendi: Qidian é uma editora, uma das muitas que autoriza a tradução amadora das suas obras, desde que não sejam vendidas. Só que tradutores costumam receber incentivos financeiros de leitores para liberarem novos capítulos mais cedo, além de faturarem com publicidade nos seus sites. Assim, o livro é de graça para quem quer ler, mas o leitor também pode pagar se quiser. A Qidian decidiu um dia entrar no mercado da língua inglesa e para pegar suas títulos de sucesso de volta, decidiu abrir um processo contra um tradutor por causa dessas doações, que não faziam parte do contrato. O resultado foi que quase todos aqueles que traduziam os livros dessa editora abandonaram os seus projetos. Algum tempo depois, a Qidian criou um site em inglês e comprou algumas traduções de fans e começou a traduzir novas obras.

(Retificação em 20/08/2017: o drama já foi resolvido. Colocaram o restante dos capítulos patrocinados no site da Volarenovels, e logo em seguida a Qidian começou a traduzir a partir de onde parou. Estou também colocando o link do site da Qidian Internacional na descrição. E ainda, um tradutor decidiu continuar a tradução não oficialmente, mas boa parte dos leitores consideram que a tradução dele é melhor do que a da Qidian Internacional. Não vou colocar o link para essa tradução por não a considerar oficial, mas você acha os links com facilidade na Novelupdate)
Liberte Aquela Bruxa não está ainda nesse site em inglês, mas a tradução está quase parada, com poucas atualizações. O site da atual tradução fez um anúncio sobre o destino de todas as obras da Qidian que estavam com eles, mas dessa não fez. Só que há rumores de que estão negociando a obra.
Mas vale a pena ler Liberte Aquela Bruxa mesmo com esse problema.

Veja a capa do livro, veja o título, veja a sinopse. Você deve imaginar que é uma história cheia de batalhas, de lutas e de sangue para todos os lados. Que o protagonista, Roland vai virar um guerreiro sanguinário. Tem lutas, tem sangue, mas Roland não consegue dar nem um soco. Aliás, aqueles que decidirem ler vão perceber que as lutas duram dois capítulos. E não são dois capítulos de uma luta, depois dois capítulos de outra, e mais dois de mais uma… São dois capítulos de luta, então trinta capítulos de preparação para a próxima luta.

Liberte Aquela Bruxa é sobre revolução tecnológica, e é isso o que faz essa obra se destacar!

Um engenheiro nerd acorda no corpo do príncipe Roland, que foi enviado por seu pai para governar a Vila Fronteiriça e era um imbecil inútil. Cada um dos seus irmãos foram enviados para um local para que provassem quem merecia ser o futuro rei, mas como ninguém esperava nada dele, ele foi enviado para uma cidade pequena. O mundo que ele vive era como a Idade Média, inclusive com caça às bruxas, que para as pessoas eram como as servas do demônio. E existem sim demônios na história, bestas demoníacas que matam pessoas, uma igreja que quer matar as bruxas para expulsar o demônio do mundo matando bruxas, mas que tem uma motivação oculta.

Caso você seja um cristão fanático religioso que não conseguiria ver a igreja católica na Idade Média como inspiração para vilões, não aconselho você a ler essa obra. Não aparece nada sobre Jesus Cristo em Liberte Aquela Bruxa, mas fanáticos religiosos são fanáticos religiosos, fazer o que?

Então ele decide usar sua percepção como homem da ciência e melhorar a vida das pessoas. Roland não acredita que o demônio toma o corpo de mulheres para que elas se tornem suas servas, então decide estudar como funciona uma bruxa. Vê que há matéria prima e demanda, então cria tecnologia para o seu povo. Percebe como é feita a divisão de classes e decide adotar formas modernas de administração (China, comunismo, eu seu no que você está pensando… Pelo menos até o momento da história que foi traduzida, eu não vejo como uma propaganda socialista, e sim  antimonárquica, mas antimonárquica. Algo como todos são iguais perante as leis, mas vamos ganhar mais dinheiro e fazer as pessoas gastarem mais).

Quando acorda no seu novo corpo, Roland logo descobre que uma bruxa iria ser executada, a Anna. Claro que ele impede sua execução, e vai interrogar o que aconteceu. História triste: Anna matou um homem que tentou matar o seu pai e ela quando a mina na qual ele trabalhava desaba, mas o pai decidiu vender a identidade dela para a igreja por ter ficado com sequelas do acidente. E é até para ajudar seu pai que ela “aceita” a execução. Vendo que ela não era uma psicopata e a utilidade da magia do fogo de Anna, ele decide liberar ela e a colocar para fazer cimento. É, cimento.

Não gosto da Anna como personagem. Espero uma evolução dela nesse quesito, mas até agora ela se apresentou como uma Mary Sue. Foi feita para ser boazinha demais, forte demais, devotada demais, ela existe para ser o par adequado para todas as criações de Roland (sim, tem um dedo dela em quase todas as tecnologias que ele cria). E é por isso que não gosto da parte romântica dessa história.

Usando seus conhecimentos modernos, Roland vai criando bens que atendem as necessidades dos moradores. Como no inverno a cidade é atacada por bestas demoníacas, ele cria o cimento para a construção de muros e casas resistentes, pólvora e armas de fogo para matar os animais. Como trabalhar na mina é perigoso, ele cria um motor. Como as pessoas comem com a mão, ele pede para cortarem a comida pequena e inventa os palitinhos.

O protagonista faz tudo isso com o que sabe, tem disponível e também com a ajuda das bruxas. Com os poderes que cada uma tem, ele as emprega em etapas da sua produção, o que é outra particularidade da história. Sabe aquela sua ideia sobre a história, que as bruxas vão lutar com ele pelo trono? As bruxas vão estar é na linha de produção por boa parte dessa história, só uma ou outra vez num confronto direto. Isso devido a duas coisas:

  1. Nem todas as bruxas tem poderes que servem para lutar. Boa parte das bruxas que vão se aliar com Roland na história são até discriminadas nos seus grupos por serem consideradas inúteis.
  2. Na história existe uma kriptonita contra as bruxas, uma pedra que faz com que elas não consigam usar seus poderes, e que quase todos tem.

Uma das lutas dele é para fazer com que as bruxas sejam aceitas pela sociedade. Porém, isso também é uma forma de ganhar força para lutar pelo trono. Lembre-se: lutas de dois capítulos sempre!

Apesar de não conhecer nada da engenharia, acho que as vezes o autor exagera nos conhecimentos dele. Roland em um momento da história vai apresentar conhecimentos sobre didática, administração, táticas de guerras. Isso não é tão errado assim numa ficção, mas tem seus pontos negativos é colocar um engenheiro de forma realista num mundo análogo a idade média, que é o que a história propõe.

Falando em romance, tenho outra queixa com relação a rival de Anna, Rouxinol. Para mim isso não é um spoiler já que os lugares das duas está claro desde o início, mas senti que a personagem dela que eu gostava a princípio vem sendo diminuída para aumentar Anna. Mas como e uma obra chinesa e haréns são comuns por lá… só espero que não!

Ainda a bajulação com todos fazem com Roland e suas invenções são repetitivas e cansativas. Sei que é para atrair um público, de homens nerds com complexo de inferioridade. Mas por eu não ser um homem, isso não me atraí.

Resenha: Filha das Trevas, de Kiersten White

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Título: Filha das Trevas (And I Darken na língua original)

Série: The Conquerors Saga (A saga dos conquistadores, em tradução literal)

Autor: Kiersten White

Língua lida: Inglês

Tem em português: sim

Link para compra: Filha das Trevas
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Talvez esse livro tenha algumas situações que alguns ocidentais podem achar perturbadores, que é um harém. E dramas chineses em haréns é algo que gosto, e com grande vergonha, por isso não me incomoda tanto. O que significa que o par romântico tem um harém, e como eu disse que pode ser perturbador, isso significa que ele usa o harém, você sabe como!

Se você acredita 100% na monogania ou se importa com romances, esse livro não é para você. Caso não, vá fundo! Esse não é um romance.

Já faz algum tempo em que li esse livro e deixei para fazer a resenha depois, já que estava sem tempo (preguiça na verdade), por isso só vou colocar algumas impressões que tive. Minha memória não é das melhores… E como estou com preguiça de pegar o arquivo do livro e abrir, vou chamar a protagonista de protagonista, o irmão dela de irmão, o príncipe de príncipe e o pai da protagonista de senhor Dracul.

Vemos o desenvolvimento da protagonista na história, e isso num sentido literal. Temos seu nascimento no primeiro capítulo, ela com poucos anos nos próximos, e vai ganhando números, até o final, no qual já é uma adolescente. E tudo é muito proporcional, não é uma infância de 2 capítulos, uma pré-adolescencia de 1 e já crescida por 50. Não sou particularmente fã disso, mas tem aqueles que gostam.

Por falar em números e coisas que não gosto, os capítulos são ridiculamente pequenos.

Na época em que fui apresentada a esse livro, há cerca de um ano atrás, devo admitir que não me empolgou. Porém, alguns dias antes do lançamento, fiquei extremamente empolgada. A premissa de uma moça Drácula (não o vampiro, mas a figura histórica) cria expectativas mesmo! E logo na capa prometem empalhamentos… que não tem na história desse livro! E conhecendo a história de Drácula, a narrativa desse livro não chegou no momento em que ele ficou conhecido como o Empalador.

É interessante ler essa adaptação sabendo de como se desenrolou os fatos na realidade, sabendo que o fato de ser mulher vai mudar os fatos.

Só estou falando mal dele, mas o livro é bom, 4 estrelas! Extremamente bem feito, mas tem essas coisas que me irritaram.

A imagem da protagonista foi exagerada há história inteira, o que não a tornou acessível. É uma bruta cabeça dura que vai sempre para o caminho errado, e seria a versão humana do Demônio da Tasmânia. Ao fim, deu a impressão que todos ao seu redor amadureceram, só ela que permanece estacionada no tempo. Ela era uma criança brigona e sádica, e permanece na infantilidade.

A protagonista é filha do meio de Dracul, o “governador” da Valáquia. Ela tem dois irmãos, o mais velho que aparece poucas vezes, filho de um relacionamento dele fora do casamento, e o mais novo, aquele que é o “irmão”. E o livro é sobre os dois, a protagonista e o irmão, com narrativas voltadas para eles. Enquanto já disse como endiabrada ela é, o irmão já é mais calmo, racional e adaptável. Se não fosse as desavenças que eu tive com ele, seria meu personagem favorito. Eles são enviados ao Império Otomano como reféns pelo seu pai. A protagonista não gosta, o irmão gosta.

Logo eles esbarram com o príncipe, e começam uma amizade com ele. E aí cria o triângulo amoroso. Isso mesmo, um triângulo amoroso que não é bem um triângulo amoroso. O irmão se apaixona pelo príncipe, o príncipe se apaixona pela protagonista, e a protagonista só gosta da Valáquia. E harém, harém, harééém! Pronto, terminei de escrever sobre o romance no livro.

Então boa parte da história se passa na vida deles no Império Otomano, cuja política é a peça chave. Diria que essa é uma história de intrigas políticas e militares, além dos jogos de poder. Os dois irmãos passam de reféns para peças principais na política, mesmo que sempre tenham a fragilidade da origem de seus laços. Também tem o desenvolvimento e os desentendimentos constante entre os irmãos.

Como

Resenha: Air Awakens, por Elise Kova

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Título: Air Awakens (despertar do ar, em tradução livre)

Série: Air Awakens

Autor: Elise Kova

Língua em que li: inglês

Tem em português: Não, e duvido que não terá

Link para compra: Air Awakens (Air Awakens Series Book 1) (English Edition)

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Essa é uma autora para quem gosta de Sarah J. Mass acompanhar. Obviamente temos diferenças de enredo e estilo, mas creio que quem gosta de uma, vai gostar da outra. E o mais importante para mim, estou conseguindo ler o segundo livro! Tenho esse problema em acompanhar a Sarah… Estou lendo o segundo livro e ainda não estou entediada.

É uma história de alta fantasia, e rumores dizem que é baseado em Avatar the Last Airbender, o que não posso confirmar por não conhecer essa obra. Também me deu muito a impressão de que é definitivamente uma história contada em série, mesmo que o pequeno enredo foi desenvolvido até se resolver no final da história. Sensação de que esse livro é um prólogo.

Se passa no reino de Solaris, que está em uma guerra, a qual nem é vista nesse volume. Nesse local, os habitantes são ensinados a temer aqueles que conseguem fazer mágica e os feiticeiros são discriminados por isso. Um spoiler: eles têm mesmo motivo para ter medo.

A protagonista Vhalla Yarl é bem indecisa, o que não posso reclamar já que é essas indecisões que fazem a narrativa correr. Um comentário: o sobrenome eu arriscaria dizer, mas o nome dela é infalável! Ela tem um cargo baixo na biblioteca, e por falarmos em baixo, Solaris tem uma sociedade bem hierárquica. Então um dia ela salva um homem que caiu da escada ao tentar pegar um livro em uma prateleira alta, e depois ela descobre que se trata do príncipe herdeiro, Aldrik, que é um feiticeiro. E digamos que para uma mocinha pequena salvar a queda de um rapaz fortão, ela tem de ter certas habilidades. Ela é uma feiticeira.

E como toda protagonista preciosa, é claro que ela nasceu com uma habilidade única (uma observação: olha só quem está falando)! Ela é a única capaz de manipular o ar que nasceu nos últimos 150 anos! Só que Vhalla não gosta muito do que é. E salvar o príncipe fez com que uma espécie de elo fosse criado entre eles.

Então, basicamente a partir daí a história é a decisão de Vhalla sobre ela querer ser ou não uma feiticeira. Tem romance e um talvez futuro triângulo não desenvolvido. Acho que é uma série que vale a pena conferir. Estou difícil de agradar esses dias, e me entreti com esse livro.

Resenha: Broken Prince, de Erin Watt

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Título:Broken Prince (príncipe quebrado, em tradução livre)

Série:The royals

Autor: Erin Watt

Língua em que li: inglês

Link para compra: Broken Prince: A Novel (The Royals Book 2) (English Edition)

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Tem em português: Creio que terá, percebo que essa é a série do momento e uma editora provavelmente traduzirá

Esse livro é para todos que acharam a relação entre Elle e Reed perturbadora e abusiva em Paper princess.

Demorei meio dia para ler esse livro, e metade do tempo, eu me perguntava se queria ou não continuar com a leitura. É uma dessas histórias masoquistas, sabe… Cheias de autossofrimentos.

Sou a campeã mundial de começar a ler uma série e parar, assim deixar esse livro pela metade seria uma possibilidade para mim. Fui até o final e penso em ler o próximo, o que já deve dizer o que achei da história.

Fiquei impressionada com a popularidade de Paper princess, e imagino que sei o motivo disso. Essa série é sobre um daqueles pares românticos dominadores que algumas moças acham atrativos de alguma maneira, daquelas que cheiram a violência doméstica. Porém, nesse caso temos uma protagonista maravilhendosa, Elle, que é forte e decidida e que ninguém conseguirá dobrar.

Ela não foi dobrada nesse, e acho que nem vai ser no próximo.

Um dos diferenciais desse volume é a mudança de narrador, algo que não me lembro de acontecer no anterior, ao menos pelo que me lembro. Começa com a voz de Reed e dura alguns capítulos, depois começam a intercalar. Também temos um Reed mais meloso do que antes, mais depressivo e sem ação, mudança que foi até bem justificada pelo contexto. É como se a autora mostrasse um novo lado dele nesse livro. Relendo o que escrevi na minha resenha anterior, estou feliz. EU ACREDITEI NA MUDANÇA!

Estou realmente feliz com esse novo enfoque, e aliviada em saber que há autores dispostos a transformar relações abusivas em funcionais.

A dúvida iniciada no final do volume anterior é solucionada já no primeiro capítulo, e para mim não foi imprevisível. Eu tinha dois palites sobre o que aconteceu, e meio que acertei, só não totalmente. Gosto de mistérios em que o leitor consegue acertar. Como eu disse que eram duas coisas, para fins de entendimento, vou contar de modo vago um deles, o que dará o seguimento na história: Broock chantageia Reed com algo em troca de ela voltar para aquela família e ele aceita a chantagem. Preciso dizer que não deu certo no final?

Começa então a busca por Elle, que demora alguns capítulos, e o abatimento de Reed e do resto de sua família. Nesse momento, eles mesmos sabem que ela não voltaria voluntariamente para lá, e é verdade. Elle é firme para aquilo que é importante para ela, e eles magoaram ela demais para voltar atrás. Por isso eu gosto dela. Só que ao chegar, ela vai tomar certas decisões e posições que ter de rever no fim, e que trarão consequências.

Certas partes da história são angustiantes de ler, como disse no começo. Creio que causadas por um não conhecer bem o outro o tomar decisões baseadas em ideias falsas. No fim terá uma conversa entre Elle e Callum que é exatamente isso. Simplificando, toda história seria menos angustiante que eles sentassem juntos e fossem honestos um com o outro.

Só que o que eu senti falta em Broken prince foi a noção de começo-meio-fim. Não posso falar que não tem, já que o drama apresentado no primeiro capítulo foi finalizado no último, só que não senti o desenrolar, foi tudo muito de repente. Foi um começo, começando o meio e então o fim.

Falando em fim, nesse livro não tem um cliffhanger como no primeiro. Tem dois, ao mesmo tempo. Ao menos esse imagino que vai ser o enredo do último livro.

Resenha: Beleza Cruel, de Rosamund Hodge

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Título: Beleza Curel

Série: Não é propriamente uma série, mas há uma novella no universo desse livro

Autor: Rosamund Hodge

Língua em que li: inglês e depois em português

link para compra:Beleza Cruel

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Cá está uma resenha que prometi e demorei a cumprir.

Gostei  desse livro, gostei mesmo desse livro. é uma história que te deixa prezo até o final. Poucas falhas e com uma escrita linda, teria com não gostar? Só tenho algo a discordar: esse livro não é um reconto de A Bela e a Fera, e sim de Barba Azul. Você pode colocar quantas rosas quiser na história, ainda é Barba Azul! Com um pouco de Rumpeltstiltskin… (Só uma observação:  escrever A vilã da história me deu a habilidade de escrever esse nome sem errar nada!)

Nyx é uma garota que foi criada para ser sacrificada, e ela sabe disso. Por um trato com Ignifex para salvar a sua esposa, o pai dela teria de dar uma de suas filhas gêmeas que iriam nascer para se casar com ele. Contudo, todos sabiam que aconteceria uma reviravolta com todos os tratos que não feitos com Ignifex, que é uma espécie de senhor sombrio, e sua esposa morre no parto. Começa aí a razão de Nyx teria para se revoltar, é a oferenda por umt rato que já não daria certo desde o começo. E como sua irmã era mais parecida com a mãe, o pai nem teve dúvidas sobre quem seria a enviada.

Após ter uma vida de rejeitada por ser marcada desde sempre como uma oferenda, Nyx casa-se com Ignifex, sem vê-lo uma única vez, e vai morar com ele. Como interesse amoroso de uma YA, é claro que o moço é bonito e tal! E trata a sua esposa relativamente bem, ao menos melhor do que ela foi tratada sua vida inteira. Contudo, Nyx foi criada desde seu nascimento para matar seu futuro marido, e assim passará seus dias buscando por possíveis fraquezas dele. Também tem uma sombra charmosa na história. E portas trancadas, muitas portas trancadas.

Aos poucos, percebe-se que Ignifex não é de todo mau, e o que faz não é exatamente mau. Se você olhar mesmo que com pouco atenção, perceberá que as pessoas que pedem que o pior aconteça, e se acham superioras a isso. Deve ser uma crítica a humanidade, ou algo parecido.

A minha única reclamação é do que chamo de “síndrome da família unida”, o que muitas famílias desfuncionas na literatura juvenil sofrem. Se continuar lendo, terá um lindo spoiler! Nesse conceito, criam uma situação familiar insustentável, no qual o protagonista sofre e a única solução viável para que haja uma luz no fim do túnel é uma separação, só que não é isso o que acontece. Simplesmente fazem as pazes do nada, literalmente do nada, e fingem que nada aconteceu, porque são uma família! Caso você viva em uma família feliz e acredita não importa o que aconteça, a família sempre supera, saiba que você é um sortudo e deveria se vangloriar mesmo por isso. Nem todas as relações familiares são assim. Temos pais que batem seus filhos só porque estão nervosos, casais que se traem inúmeras vezes, pais de vários que não tem condições emocionais de serem pais e colocam os mais velhos para cuidar dos mais novos, álcool e drogas, pedo-o-que? E nesse livro, temos um lindo exemplo de tráfico humano, que é o nome que dou para vender a filha em troca de um bem. Tráfico sexual, se considerarmos que houve um casamento. Então temos no final disso, a Nyx perdoando a sua família que a maltratou e vendeu… É sem palavras! Não é possível que depois do tempo em que viveu com Ignifex, não descobriu

Não entendi a necessidade de uma nova arte da capa na edição brasileira. É bonita, mas a original é marcante demais para não ser usada.

E, é claro, um spoiler! Portas trancadas e esposas mortas preservadas não é A Bela e a Fera, é Barba Azul

Resenha: Paper Princess, de Erin Watt

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Título: Paper Princess (princesa de papel, em tradução livre)

Série:The royals

Autor: Erin Watt

Língua em que li: inglês

Tem em português: Nenhuma editora ainda publicou uma tradução. Então, sem uma tradução “oficial”. Pessoas espertas entenderam…

Link para compra: Paper Princess: A Novel (The Royals Book 1) (English Edition)

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Sim, esse é o livro que todo mundo que lê em inglês mesmo está falando e você, se não souber essa língua, deve estar morrendo de vontade de conferir. E não é exatamente porque adoraram. Existem dois grande grupos: aqueles que chamam esse de livro do ano, e os que consideram como o pior livro do ano. Qual é o seu lado?

Em primeiro lugar, eu não me importo com o nível de baixeza que um bad boy pode ter em um livro, ele deve ter o mínimo de respeito a dignidade humana do seu par romântico. Em suma, tratar todos como lixo é OK, mas a mocinha é exceção! Porém, como sou compreensiva, acredito que pessoas podem mudar. O mocinho até que pode maltratar a mocinha, mas no final, quando os dois ficam juntos, é porque ele vai criar uma relação decente com ela.

É por isso que vou continuar a ler essa série. Eu tenho fé na mudança!

Hana Yoria Dango e mangás de harém masculinos são a minha referência de comparação para Paper Princess (e graças a uma pesquisadinha, descobri que esse mangá tem continução, fiz até uma resenha sobre ela). Quando comecei a ler, pensei que esse é exatamente o enredo de um mangá desse tipo pensado por alguém que não gosta de toda a fofura kawaii japonesa. A mocinha não é uma colegial inocente e atrapalhada, e sim trabalha como stripper. Ella nunca deu um beijo na vida, mas ainda assim é uma stripper, o que nunca veremos em um mangá desse tipo.

Ella trabalha mesmo como uma stripper, mesmo que tenha só dezessete anos. Começou com quinze, para pagar as contas do hospital da mãe, mas agora que ela morreu, continuou para pagar as próprias contas. Já li uma resenha dizendo que essa parte é fantasiosa demais, uma garota de dezessete trabalhando como uma stripper, mas em um mundo onde prostituição infantil e pedofilia existem, quem pensa assim necessita urgentemente sair de sua zona de conforto!

A garota também falsifica a sua documentação para ir para a escola, e é nesse lugar que é apresentada a Callum, homem que nunca viu na vida e que se apresenta como seu guardião legal. É claro que ela não acredita a princípio, até mesmo foge da escola. Só o que ele a segue em  seu emprego e lá conseguiu convencê-la de ir com ele . Fazem um acordo: Ella ganha dinheiro em troca de ficar na casa dele e ser sua filha. Decidiu procurar ela porque era o melhor amigo do pai da garota, esse que ela nunca conheceu. Assim ela entra numa família rica e na mansão enormemente grande dos Royal. E aparecem os seus novos irmãos.

Começa a parte do harém, o que significa que são cinco rapazes de idade parecida com a dela e lindo e maravilhosos. E que a odeiam. São eles os bad boys, ou como mais convém, rebeldes sem causa. Todos os irmãos tem uma raiva inexplicada vinda de lugar nenhum. E acreditam que Ella está dormindo com o seu pai e que é uma prostituta. Caso são saiba, prostitutas e strippers são profissões diferentes. A prostituta era a namorada do pai, e não estou tentando xingar ela, porque para começar não é um xingamento. Voltemos aos irmãos, eles fazem de tudo para que sua vida seja um inferno, sempre frizando questões relacionadas a sua sexualidade. O segundo mais velho é aquele de maior destaque, e é o interesse amoroso.  Como já mencionei, acredito na mudança, já que ele realmente trata ela mal. Como é um conceito amplo, foi sim abusada sexualmente por ele. ACREDITO NA MUDANÇA, repita comigo!

Ella permanece então naquela casa, com Callum a tratando melhor do que todos da casa, a namorada do pai tendo uma relação que por vezes é de uma irmandade, outras de rivalidade e com os irmãos a odiando. Eles também são os reis da escola numa relação que lembra bem Hana Yori Dango. Ella é uma personagem durona e ao mesmo tempo dotada de sentimentos, o que a torna fácil de se identificar. Tiveram cenas que eu considerei excessivas, mas a autora é boa na arte de manter o leitor vidrado na história, que é o motivo pelo qual continuarei lendo.

E sobre o final que todos comentam, foi mesmo de certo modo inesperado, mas num sentido de “qual é a lógica disso”. Terá que tem uma boa explicação para isso, porque EU ACREDITO NA MUDANÇA!

Edição no dia 25/07/16: para ver a resenha de Broken prince, clique aqui.

Adianto que a mudança aconteceu!