Sobre o título – e um desafio

Continuação de uma série de posts de preparação para o lançamento de A vilã da história, que ocorrerá no dia 20/03. Para a pré-venda, basta clicar aqui. Para aqueles que tem kindleulimited, podem pedir gratuitamente.

E não deixe de curtir curtir a nossa página no Facebook!

Trata-se de um material de divulgação contendo informações sobre o mundo, personagens e inspirações para a série. Pode ler sem medo de spoilers!

____________________________

Bom… uma pequena ideia (e desafio) a ser deixado um dia antes da publicação.

É sobre o título do livro. Na realidade, de cada livro da série. É uma espécie de easter egg. Easter egg significa “ovo de páscoa” em inglês, mas também significa uma surpresa a ser encontrada dentro de um jogo, filme, livro ou outros.

A vilã da história, obviamente, remete a um personagem na história. Esse personagem, ao fim, é evidente. Desse modo, nessa obra terá uma personagem que se encaixa com esse título, mas não é só isso. Na realidade, são dois personagens. Em todos os livros, o mesmo título se aplica a dois personagens!

Na verdade, foi algo que pensei há pouco tempo, quando refleti que outro personagem nesse livro em especial poderia ser tida como “a vilã da história” nesse universo. Percebi então que nos outros livros isso também se aplicava. Até por isso, fui obrigada a fazer uma modificação no título do segundo livro. Só posso adiantar que é devido a um problema típico da língua portuguesa…

Então, vou lançar um desafio!

Será que você consegue descobrir quem são “as vilãs da história” no livro?

O prêmio ser…. O prazer de ganhar! Ou então discutir porque o seu palpite seria melhor.

A resposta você tem selecionando o texto a seguir: Caetana e Oriza

Anúncios

O nome de Caetana Pimenta

Continuação de uma série de posts de preparação para o lançamento de A vilã da história, que ocorrerá no dia 20/03. Para a pré-venda, basta clicar aqui. Para aqueles que tem kindleulimited, podem pedir gratuitamente.

E não deixe de curtir curtir a nossa página no Facebook!

Trata-se de um material de divulgação contendo informações sobre o mundo, personagens e inspirações para a série. Pode ler sem medo de spoilers!

Caetana Pimenta, a protagonista maquiada (1)

Então vamos a outra inspiração, o nome dela. Se essa ideia de maquiagem deu sua aparência, o nome Caetana deu sua personalidade. Caso não saiba (e tenho certeza que não sabe), Caetana vem de “natural de Gaeta”, ao menos a sua versão masculina. Isso segundo o http://www.significado.origem.nom.br/ .

A princípio, queria que se chamasse Tarsila. Gosto desse tipo de nome, clássicos e com cara de antigo. Nesse caso em particular, queria um nome forte para uma protagonista forte. Tarsila tem esse significado, de “Corajosa”.

E a protagonista teve o nome de Tarsila até comecinho da história, quando o mudei. Creio que escrevi esse nome mais ou menos dez vezes antes de mudar. Como já mencionei no exto anterior, a criação dessa série foi rápida, de um dia para o outro, o que pode ser entendido como impulsivo. Quando comecei a escrever, muito estava incerto, ainda por definir. Me fiz a pergunta se eu queria esse tipo de personagem, uma garota brava, corajosa, destemida. Confesso que admiro esse tipo, e queria uma para dizer que é minha! Relembrei desse conceito de protagonista maquiada, com direito a imperfeições. Sendo assim, uma que fosse mais humanizada e palpável.

Também me afeiçoo com esse tipo de personagem: humano e com fraquezas, que nos identificamos com ele por vezes da pior maneira possível. Decidi que não queria uma protagonista que fosse o resumo de todas as virtudes que alguém poderia desejar ter, preferia uma que fosse dotada de vulnerabilidade. O que foi o pontapé de boa parte da personalidade de Caetana, esse que foi o nome que escolhi para ela. O motivo foi bem simples: na época que iniciei a história, me encontrava cansada de procurar um nome muito significativo para ela, então decidi aquele que, ao meu ver, era o mais vazio. Caetana é brasileira, então não é “natural de Gaeta”, nem sabe onde fica esse local…

Contudo, quando o livro estava já finalizado e revendo o seu significado, creio que o nome de Caetana remeta a outra noção. Como estrangeira, que não pertence aquele local. Não vou falar sobre isso, senão estragarei sua leitura!

E sim, essa é a única personagem de toda a história que me preocupei em escolher bem o nome. Em geral, só nomeio um personagem no momento que tenho de colocar o seu nome, no melhor “essa pessoa tem a cara desse nome…”

Assim foi criada Caetana, como uma protagonista que não deveria ser nomeada de Tarsila, porque não teria nada de corajosa. Trata-se de uma garota com defeitos.

E quanto ao sobrenome… não faço a menor ideia porque é Pimenta (autora sincera…). Deve haver um motivo, mas não saberia informar…

Semana que vem, postarei mais informações sobre os contos de fada que usei para o primeiro volume da série, A vilãda história. Só gostaria de adiantar que não se trata de um reconto, mas sim de vários contos que se juntaram em partes, sem o menor compromisso com a fidelidade. O que é legal, porque quando você começar a ler, não conseguirá antecipar o final.

Os contos são:

Rupertstiltskin

O patinho feio

A pequena sereia

Caetana Pimenta, a protagonista maquiada

Começarei hoje uma série de posts de preparação para o lançamento de A vilã da história, que ocorrerá no dia 20/03. Para a pré-venda, basta clicar aqui. Para aqueles que tem kindleulimited, podem de pedir gratuitamente.

E não deixe de curtir curtir a nossa página no Facebook!

Trata-se de um material de divulgação contendo informações sobre o mundo, personagens e inspirações para a série. Pode ler sem medo de spoilers!

Caetana Pimenta, a protagonista maquiada

Creio em que dois aspectos foram primordiais para a criação da protagonista, Caetana, e hoje falaremos em um deles.

Diria que Caetana nasceu como a irmã gêmea de Um conto de uma fada, juntos, e não só como uma protagonista. Para começar, porque a fada desse tal conto é ela… Porém há mais do que isso.

Caetana surgiu depois que li um certo livro de literatura juvenil, um bem popular por sinal. Não que eu tenha copiado um personagem de outro autor, muito pelo contrário! Tinha uma dessas protagonistas bem usuais hoje em dia, da mocinha linda, maravilhosa e natural, bondosa e dona da razão, que não gostava de roupas requintadas e nem de maquiagem, e sempre era a favorita daqueles que tinham algum caráter. E sempre que tem uma protagonista desse tipo, há uma outra garota, geralmente rica e toda produzida, e supostamente era antipática e ninguém gosta dela. Vaidosa. Na história aparece várias lições de moral, de uma sendo superiora a outra, colocando a sua superioridade ao afirmar que bonita de verdade, que não precisava de enfeites, e todos gostam dela por isso. Creio que esse tipo de personagem aparece para que os leitores se identifiquem de alguma maneira…

Depois de ler tal história, percebi que na capa estava uma modelo bem maquiada e com um vestido deslumbrante, uma que em resenhas, sempre foi elogiada por ser deslumbrante, um doce para os olhos, e comecei a refletir. Supostamente era um livro que contava a história de uma beleza natural, superiora a qualquer dondoca artificial, e se orgulhava disso, tal como as leitoras da obra. Chutem as patricinhas! Mas porque então na capa tinha uma garota que contrariava isso, e as leitoras gostavam da tal capa?

Somos rodeados de capas de revistas com modelos photoshopadas, assistimos filmes e novelas com atrizes maquiadas, e quando tiramos sefies, escolhemos a dedo aquela que divulgamos nas redes sociais, depois de passar por um filtro. É um verdadeiro deleite encontrar uma foto de uma celebridade sem maquiagem, e sempre que as acha na internet, são acompanhadas de comentários maldosos. A beleza delas é criada na base de tinta e pó e recursos digitais. Simplificando, nem mesmo as mulheres que estão sendo divulgadas são bonitas daquela maneira.  Cria assim uma ideia de que uma mulher tem que nascer bonita para ser boazinha e não vale trapacear, ou algo parecido… Como uma eterna alusão a Cinderela em contrapartida a suas meia-irmãs feias.

Onde quero chegar é simples:  não tem nada demais em andar por aí toda maquiada. Nenhuma garota é inferior a outra por sua beleza ser fruto de maquiagem. É errado julgar o caráter de alguém só porque não quer sair de casa da mesma maneira que nasceu. E quem usa maquiagem não deve ser tachado como fútil! E uma boa maquiagem pode ser trabalhosa…

Daí nasceu Caetana. Há anos tive algumas ideias para um enredo, mas nada muito consistente e que não eram suficientes para começar uma obra. Quando me pus a a pensar em como esses julgamentos de valores com as personagens maquiadas, e não dotadas de uma beleza natural, imaginei que sereia interessante ter uma protagonista maquiada. Pronto! Foi o pontapé inicial para a criação de Caetana e da série. Era como se tudo estivesse pronto, só faltava uma peça importante para a máquina funcionar. Foram aparecendo ideias, e ideias e mais um mundaréu de ideias, tanto que criei a base da trilogia em um dia.

Então, quem é Caetana? Uma protagonista que usa maquiagem? A princípio, o seu conceito foi esse, de uma garota que não se incomodaria em usar maquiagem. Ao mesmo tempo, uma que não se incomoda também em não usar maquiagem. Na realidade, alguém que não daria uma importância a princípio, e não se tornaria enjoativa.

Não se trata de uma história de uma fashionista e nem sobre moda. Como já disse, essa ideia é importante para o conceito inicial da personagem.

A base da personagem é a de uma adolescente normal, sem atrativos físicos, que é simpática e só. Nada extraordinária, nada disso, ela e simples e só isso. Alguém que você encontra em qualquer lugar. Porém, quando maquiada e bem vestida, pode se torna uma mulher lindíssima. E não dá muita bola para ambos. Seria como um desses super-heróis, com uma identidade secreta.

Só que não se trata de uma super-heroína, mas isso conversamos na segunda parte!