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Amazon e Wattpad

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Depois de muito tempo tentando, consegui fazer com que a Amazon disponibilizasse A vilã da História de forma gratuita permanente. Disseram que seria rápido, mas não é…

Para baixar, basta clicar no banner ao lado ou aqui!

Ainda, tomei a decisão de disponibilizar o livro no Wattpad. Tinha uma reserva com relação a isso antes, mas agora decidi colocá-lo nessa plataforma. Contudo, creio que esse será o único livro que disponibilizarei dessa forma. Está sendo atualizado aos poucos,  a cada 2 ou 3 dias. Por enquanto, o segundo livro da série não será publicado por lá, e ainda não tenho a intenção de rever essa ideia.

Para acessar A vilã da história no Wattpad, entre na sessão de livros ou clique aqui!

 

 

smashwords & decisões & capa nova

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Para quem me acompanha, sabe que tenho o desejo de disponibilizar o meu primeiro livro online de graça, e pensei que sabia como fazer isso quando o publiquei. Porém, não fiz o meu dever de casa e aquilo que pensava que poderia me possibilitar isso, acabou sendo um peso.

Vou fazer a minha avaliação raivosa do KDP select da Amazon: se você escrever em uma língua diferente da inglesa, não se afilie. Esse é um programa no qual quando você se cadastra, ganha algumas possibilidades. Pode como colocar o livro na biblioteca de empréstimos da Amazon e possibilitar o download de graça para aqueles que assinam o Amazon Unlimited. O porém disso é que quase ninguém opta por ter o Amazon Prime  e o Amazon Unlimited… E a opção de colocar anúncios e oferecer descontos só é possível para o Amazon americano. Como já mencionei antes, a possibilidade de oferecer o livro de graça é delimitado por 5 dias. E o grande problema, para ter esse serviço, você faz o compromisso de exclusividade de venda de 90 dias em qualquer formato digital.

Esperava ansiosamente pelo fim desses 90 dias.

No entanto, decidi não esperar esse tempo. Sei que foi um descuido meu, mas desde que publiquei, estou com raiva dessa plataforma, e chegou o dia que tomei a decisão de, em vez de esperar, quebrar o contrato. Disponibilizei A vilã da história ontem pelo Smashwords. De grátis! Devido a essa decisão, logo logo minha filiação com o KDP terminará e, quando isso acontecer, o livro também será disponibilizado de graça na Amazon.

O que é smashwords? É um site de publicação e distribuição de livros digitais que me permite disponibilizar o livro de graça em várias lojas virtuais. Aliás, no site da smashwords você pode ler livros online.

Essa é a página do livro no site: https://www.smashwords.com/books/view/634592

E também já estou na Kobo: https://store.kobobooks.com/en-ca/ebook/a-vila-da-historia

Apoveitando o espaço, o livro está de capa nova. Essa que já estava na versão impressa:

A vilã da

E sim, eu sei que Caetana é morena e a modelo é branca… Por isso optei por colocar uma outra imagem desfocada na frente, já que assim ficou mais misterioso que jogar uma cor por cima (e minhas habilidades de manipular imagens fizeram com que ela ficasse horrorosa bronzeada!). A capa era outra coisa com a qual estava insatisfeita. Sempre achei a antiga feia, e essa é bem mais bonita! Muquirana como sou, procurei só por imagens gratuitas para confeccionar a primeira, também já planejava as demais capas dos futuros volumes, e não encotrava nada que me agradasse. Agora, decidi que se não gastar dinheiro, não teria nunca yma capa ao menos apresentável.

A foto mais nítida faz parte de um ensaio fotográfico, usarei ele para todos os outros volumes. Adorei a modelo, ela é extremamente expressiva! Pena que não consegui o nome dela, só do fotógrafo, que é muito talentoso. Queria ver mais do trabalho dela…

Música tema de A vilã da história – e o que ouço enquanto escrevo

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Caetana Pimenta, a protagonista maquiada.jpg

De vez em quando gosto de ouvir música enquanto escrevo. Não rádios, uma seleção de músicas favoritas e famosas, mas sim músicas que ficam em segundo plano. Basicamente, sons que não despertarão a minha atenção, o que excluí qualquer música cantada em português. A função dela para o momento é a criação de uma atmosférica pacífica e inspiradora, ou ainda bloquear barulho do cotidiano. Como sou diurna, não conheço a tranquilidade que muitos escritores têm de madrugada. É sério, não funciono à noite!

Devido a esses probleminhas, é uma verdadeira chateação encontrar uma seleção de músicas para ouvir enquanto trabalho. Enquanto escrevia A vilã da história, encontrei um site maravilhoso, chamado Stereomood. Infelizmente, hoje não dá para acessá-lo da mesma forma que na época que escrevi a obra, em 2012-2013. Ele saiu do ar e voltou há pouco tempo, em um formato diferente e que não gostei. Tinha uma ideia legal, na qual você escolhia uma seleção de música de acordo com o humor que pedia. Writening era, obviamente, a minha favorita. Uma seleção de músicas instrumentais e um pop suave.

Foi nesse site que descobri o que chamei de “música tema” para o livro. De repente, comecei a dar atenção a música que tocava e achei que combinava com a história. É Just a ride, da cantora Jem. Talvez você não conheça, mas eu também não conhecia :)!

Gostei dela por seu jeito alegrinho, suave, que combinava com esse momento da história. E só adiantando (e dando spoilers… gosto de dar spoilers), a música que elegi como tema para o próximo livro da série já tem um toque mais sombrio. A letra diz sobre a transformação  da nossa vida e como devemos aceita-la.

Para quem quiser ouvir e conhecer, aqui está ela.

E para quem não sabe inglês, aqui está a tradução feito pelo site Vagalume.

Porém, hoje em dia eu já não ouço músicas desse tipo enquanto escrevo. Tive a infelicidade de aperfeiçoar o meu inglês, de modo que presto atenção no que o cantor diz… Uma distração indesejada quando faço tudo para me concentrar no que escrevo. Agora, escrevo ouvindo instrumentais. Gosto de ouvir sondtracks para yoga no youtube, mas o meu favorito é a seleção de músicas instrumentais do Sondclound. Sei que pode parecer estranho para alguns, mas vale a pena trabalhar/estudar ouvindo música clássica. Experimente!

Sobre o título – e um desafio

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Continuação de uma série de posts de preparação para o lançamento de A vilã da história, que ocorrerá no dia 20/03. Para a pré-venda, basta clicar aqui. Para aqueles que tem kindleulimited, podem pedir gratuitamente.

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Trata-se de um material de divulgação contendo informações sobre o mundo, personagens e inspirações para a série. Pode ler sem medo de spoilers!

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Bom… uma pequena ideia (e desafio) a ser deixado um dia antes da publicação.

É sobre o título do livro. Na realidade, de cada livro da série. É uma espécie de easter egg. Easter egg significa “ovo de páscoa” em inglês, mas também significa uma surpresa a ser encontrada dentro de um jogo, filme, livro ou outros.

A vilã da história, obviamente, remete a um personagem na história. Esse personagem, ao fim, é evidente. Desse modo, nessa obra terá uma personagem que se encaixa com esse título, mas não é só isso. Na realidade, são dois personagens. Em todos os livros, o mesmo título se aplica a dois personagens!

Na verdade, foi algo que pensei há pouco tempo, quando refleti que outro personagem nesse livro em especial poderia ser tida como “a vilã da história” nesse universo. Percebi então que nos outros livros isso também se aplicava. Até por isso, fui obrigada a fazer uma modificação no título do segundo livro. Só posso adiantar que é devido a um problema típico da língua portuguesa…

Então, vou lançar um desafio!

Será que você consegue descobrir quem são “as vilãs da história” no livro?

O prêmio ser…. O prazer de ganhar! Ou então discutir porque o seu palpite seria melhor.

A resposta você tem selecionando o texto a seguir: Caetana e Oriza

Mapas!

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Você provavelmente identificou a imagem acima como um mapa com três lugares marcados, mas não sabe necessariamente o que significa hoje. Isso é o que podemos chamar de meias informações. Apresento-vos o mapa da parte do universo de Um conto de uma fada presente no livro A vilã da história!

Os lugares mencionados no livro estão dentro desses círculos, em algum lugar nessa região demarcada. E qual o nome desses lugares? Descubra lendo A vilã da história, que vai ser lançado dia 20 desses mês!

Brincadeiras a parte, colocarei esse mapa na sessão de extras desse site logo depois do livro ser lançado, junto com as legendas. Só quis atiçar a sua curiosidade!

Contos que serviram de inspiração

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Caetana Pimenta, a protagonista maquiada (1)

Devo logo avisar que essa parte é pequena, e por um motivo simples: se eu me alongar, com certeza você, que ainda não leu A vilã da história, vai saber de informações que vão estragar a sua leitura.

Você deve estar pensando que se essa é uma história baseada em contos de fadas, só de saber quais são não iria ter o mesmo efeito? Não exatamente…

Não há qualquer compromisso de fidelidade à história aqui, o que não se diferencia de um reconto. Para quem não sabe, um reconto de um conto de fadas que pega a estrutura, as fatos e personagens e cria uma história parecida, nova. Podemos exemplificar com um reconto que está bem popular hoje em dia é a série Crônicas Lunares, da Marissa Meyer, que pega a história da Cinderela no seu primeiro volume e coloca em um universo alternativo com eventos novos, mas continua tendo um baile e um sapatinho. É igual, mas diferente…

Não é isso que você vai encontrar aqui. Pense mais em um mosaico de contos. Pega uma coisa aqui, coloca lá, depois outra, e encaixa em outro lugar, e então faz algo de original, para então pegar outra parte e continuar mais um pouco com uma coisa original. Enfim, uma bagunça! Que é o que se tem quando se junto os contos de “O patinho feio”, “Rupertstiltskin”, “A pequena sereia” e “A bela adormecida”. Se for fiel, não vai ficar exatamente legível… Ainda faço algumas menções de “A Branca de Neve”, que só estou colocando aqui porque alguém pode fazer a associação. Sim, vou usar “A Branca de Neve” mais a fundo em outra obra, ou pelo menos há a intenção.

Mas falemos agora melhor sobre cada um deles:

O patinho feito: acredito que seja aquele que está mais em voga durante toda a história. Creio que esse conto traga a lição de moral que cada um tem seu lugar no mundo, e às vezes nós não estamos no nosso, por isso nos tornamos esse patinho desajeitado. E também é uma história sobre amadurecimentos e o sofrimento que isso causa. O patinho tem de ser um pato antes de se tornar cisne. Diria que se esse livro tem uma lição de moral, vai ser essa!

Rupertstiltskin: gostaria só de salientar que odeio esse nome, e depois de ser obrigada a escrever considerável vezes, odeio ainda mais! E sobre esse conto não posso dizer muito, só que esse jogo de adivinhação da história é interessante…

A pequena sereia: creio que a minha inspiração nas primeiras versões dos contos fica clara com essa parte. Caso você só conheça certas versões, creio que você vai me achar criativa (e trágica) quando aparecer essa parte. Também acho que é o mais evidente de todos.

A bela adormecida: é o conto menos aparente nesse livro, e aquele que sou menos fiel. Só posso adiantar que você não deve pensar em algo romântico, e sim filial.

E sobre “A Branca de Neve”, o que usei foi a descrição de sua aparência para uma personagem.

 

Depois do lançamento, vou aprimorar os meus comentários de cada conto, e estará disponibilizado no meu site, na parte de extras do livro!

O nome de Caetana Pimenta

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Continuação de uma série de posts de preparação para o lançamento de A vilã da história, que ocorrerá no dia 20/03. Para a pré-venda, basta clicar aqui. Para aqueles que tem kindleulimited, podem pedir gratuitamente.

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Caetana Pimenta, a protagonista maquiada (1)

Então vamos a outra inspiração, o nome dela. Se essa ideia de maquiagem deu sua aparência, o nome Caetana deu sua personalidade. Caso não saiba (e tenho certeza que não sabe), Caetana vem de “natural de Gaeta”, ao menos a sua versão masculina. Isso segundo o http://www.significado.origem.nom.br/ .

A princípio, queria que se chamasse Tarsila. Gosto desse tipo de nome, clássicos e com cara de antigo. Nesse caso em particular, queria um nome forte para uma protagonista forte. Tarsila tem esse significado, de “Corajosa”.

E a protagonista teve o nome de Tarsila até comecinho da história, quando o mudei. Creio que escrevi esse nome mais ou menos dez vezes antes de mudar. Como já mencionei no exto anterior, a criação dessa série foi rápida, de um dia para o outro, o que pode ser entendido como impulsivo. Quando comecei a escrever, muito estava incerto, ainda por definir. Me fiz a pergunta se eu queria esse tipo de personagem, uma garota brava, corajosa, destemida. Confesso que admiro esse tipo, e queria uma para dizer que é minha! Relembrei desse conceito de protagonista maquiada, com direito a imperfeições. Sendo assim, uma que fosse mais humanizada e palpável.

Também me afeiçoo com esse tipo de personagem: humano e com fraquezas, que nos identificamos com ele por vezes da pior maneira possível. Decidi que não queria uma protagonista que fosse o resumo de todas as virtudes que alguém poderia desejar ter, preferia uma que fosse dotada de vulnerabilidade. O que foi o pontapé de boa parte da personalidade de Caetana, esse que foi o nome que escolhi para ela. O motivo foi bem simples: na época que iniciei a história, me encontrava cansada de procurar um nome muito significativo para ela, então decidi aquele que, ao meu ver, era o mais vazio. Caetana é brasileira, então não é “natural de Gaeta”, nem sabe onde fica esse local…

Contudo, quando o livro estava já finalizado e revendo o seu significado, creio que o nome de Caetana remeta a outra noção. Como estrangeira, que não pertence aquele local. Não vou falar sobre isso, senão estragarei sua leitura!

E sim, essa é a única personagem de toda a história que me preocupei em escolher bem o nome. Em geral, só nomeio um personagem no momento que tenho de colocar o seu nome, no melhor “essa pessoa tem a cara desse nome…”

Assim foi criada Caetana, como uma protagonista que não deveria ser nomeada de Tarsila, porque não teria nada de corajosa. Trata-se de uma garota com defeitos.

E quanto ao sobrenome… não faço a menor ideia porque é Pimenta (autora sincera…). Deve haver um motivo, mas não saberia informar…

Semana que vem, postarei mais informações sobre os contos de fada que usei para o primeiro volume da série, A vilãda história. Só gostaria de adiantar que não se trata de um reconto, mas sim de vários contos que se juntaram em partes, sem o menor compromisso com a fidelidade. O que é legal, porque quando você começar a ler, não conseguirá antecipar o final.

Os contos são:

Rupertstiltskin

O patinho feio

A pequena sereia

Caetana Pimenta, a protagonista maquiada

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Começarei hoje uma série de posts de preparação para o lançamento de A vilã da história, que ocorrerá no dia 20/03. Para a pré-venda, basta clicar aqui. Para aqueles que tem kindleulimited, podem de pedir gratuitamente.

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Caetana Pimenta, a protagonista maquiada

Creio em que dois aspectos foram primordiais para a criação da protagonista, Caetana, e hoje falaremos em um deles.

Diria que Caetana nasceu como a irmã gêmea de Um conto de uma fada, juntos, e não só como uma protagonista. Para começar, porque a fada desse tal conto é ela… Porém há mais do que isso.

Caetana surgiu depois que li um certo livro de literatura juvenil, um bem popular por sinal. Não que eu tenha copiado um personagem de outro autor, muito pelo contrário! Tinha uma dessas protagonistas bem usuais hoje em dia, da mocinha linda, maravilhosa e natural, bondosa e dona da razão, que não gostava de roupas requintadas e nem de maquiagem, e sempre era a favorita daqueles que tinham algum caráter. E sempre que tem uma protagonista desse tipo, há uma outra garota, geralmente rica e toda produzida, e supostamente era antipática e ninguém gosta dela. Vaidosa. Na história aparece várias lições de moral, de uma sendo superiora a outra, colocando a sua superioridade ao afirmar que bonita de verdade, que não precisava de enfeites, e todos gostam dela por isso. Creio que esse tipo de personagem aparece para que os leitores se identifiquem de alguma maneira…

Depois de ler tal história, percebi que na capa estava uma modelo bem maquiada e com um vestido deslumbrante, uma que em resenhas, sempre foi elogiada por ser deslumbrante, um doce para os olhos, e comecei a refletir. Supostamente era um livro que contava a história de uma beleza natural, superiora a qualquer dondoca artificial, e se orgulhava disso, tal como as leitoras da obra. Chutem as patricinhas! Mas porque então na capa tinha uma garota que contrariava isso, e as leitoras gostavam da tal capa?

Somos rodeados de capas de revistas com modelos photoshopadas, assistimos filmes e novelas com atrizes maquiadas, e quando tiramos sefies, escolhemos a dedo aquela que divulgamos nas redes sociais, depois de passar por um filtro. É um verdadeiro deleite encontrar uma foto de uma celebridade sem maquiagem, e sempre que as acha na internet, são acompanhadas de comentários maldosos. A beleza delas é criada na base de tinta e pó e recursos digitais. Simplificando, nem mesmo as mulheres que estão sendo divulgadas são bonitas daquela maneira.  Cria assim uma ideia de que uma mulher tem que nascer bonita para ser boazinha e não vale trapacear, ou algo parecido… Como uma eterna alusão a Cinderela em contrapartida a suas meia-irmãs feias.

Onde quero chegar é simples:  não tem nada demais em andar por aí toda maquiada. Nenhuma garota é inferior a outra por sua beleza ser fruto de maquiagem. É errado julgar o caráter de alguém só porque não quer sair de casa da mesma maneira que nasceu. E quem usa maquiagem não deve ser tachado como fútil! E uma boa maquiagem pode ser trabalhosa…

Daí nasceu Caetana. Há anos tive algumas ideias para um enredo, mas nada muito consistente e que não eram suficientes para começar uma obra. Quando me pus a a pensar em como esses julgamentos de valores com as personagens maquiadas, e não dotadas de uma beleza natural, imaginei que sereia interessante ter uma protagonista maquiada. Pronto! Foi o pontapé inicial para a criação de Caetana e da série. Era como se tudo estivesse pronto, só faltava uma peça importante para a máquina funcionar. Foram aparecendo ideias, e ideias e mais um mundaréu de ideias, tanto que criei a base da trilogia em um dia.

Então, quem é Caetana? Uma protagonista que usa maquiagem? A princípio, o seu conceito foi esse, de uma garota que não se incomodaria em usar maquiagem. Ao mesmo tempo, uma que não se incomoda também em não usar maquiagem. Na realidade, alguém que não daria uma importância a princípio, e não se tornaria enjoativa.

Não se trata de uma história de uma fashionista e nem sobre moda. Como já disse, essa ideia é importante para o conceito inicial da personagem.

A base da personagem é a de uma adolescente normal, sem atrativos físicos, que é simpática e só. Nada extraordinária, nada disso, ela e simples e só isso. Alguém que você encontra em qualquer lugar. Porém, quando maquiada e bem vestida, pode se torna uma mulher lindíssima. E não dá muita bola para ambos. Seria como um desses super-heróis, com uma identidade secreta.

Só que não se trata de uma super-heroína, mas isso conversamos na segunda parte!