Novidades: livro novo, grupo de traduções novo, tradutora nova!

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Digamos que são novidades acumuladas, já que só agora tenho tempo para falar. Usemos uma cor de texto para cada uma!

A primeira, e para o nome Valentina Valentina Linz, a mais importante, é sim um livro novo, numa plataforma que já usei por algum tempo, mas abandonei. Tive meus tempos de https://www.fanfiction.net/ há vários anos atrás, foi lá que comecei a escrever, a ter leitores… com um outro nome que NÃO VOU REVELAR qual é (para mim, essa é uma época obscura na minha vida). E quando decidi publicar livros, decidi escrever tudo de uma vez e publicar na Amazon e na Smashwords. Por isso, nunca passei pela fase Wattpad que muitos escritores que compartilham o mesmo público que eu usam, começam…

Já tentei uma vez entrar na Wattpad, mas confesso que foi sim uma idiotice. Decidi disponibilizar A vilã da história nele, mas depois de cerca de um ano de publicação em outros meios. Sim, não fazia o menor sentido. Porém, sempre senti que tinha que fazer algo no Wattpad.

Como falo em várias “cônicas de uma tradutora”, tenho mais de um livro sendo escrito no momento, e tenho esse histórico de abandona-um-livro-e-pegue-outro-depois-volta-para-o-último-livro. Aquele que realmente estou usando toda a minha dedicação é um livro que terá que passar por uma revisão séria depois que eu terminar. E como é o dia das novidades, não vejo problema algum em compartilhar o título provisório dele:

… e bonita também

(sim, o título é “… e bonita também”, com os três pontinhos!)

Mas… eu tinha esse desejo de publicar algo no wattpad. E não poderá ser … e linda também. Já fazia algum tempo em que não tinha esses ideias repentinas, e se tem algo que sei de mim mesma, é que minhas ideias que surgem do nada geralmente me levam para algum lugar. E do nada, lembrei-me de um livro que estava abandonado há alguns meses. Parei de escrever … e bonita também para me dedicar a esse livro, mas logo voltei ao livro antigo. Mas… pensei que sim, esse livro é perfeito para o wattpad.

O nome do livro é As estrelas mostram o caminho e o link para ele é esse aqui, e a capa é essa aqui:
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Sim, quando falei que os livros chineses estavam sendo uma inspiração para mim, essa inspiração está sendo colocada na prática com esse livro! Mais comentários sobre As estrelas mostram o caminho em um próximo post!

E já anunciei que as minhas traduções migraram para a Otaku Nya Scan, elas já migraram. Os dois livros que estou traduzindo, A encantadora cortesã: Mei Gongquing & A princesa WeiYang, já estão no ar lá. Basta acessar para lerem. Mas não é sobre isso que queria falar aqui.

Como já disse, foi criado um grupo de traduções lá de livros (ou novels… odeio esse nome, acho que tem um sentido degradante, como se não fossem livros de verdade!), e esse grupo está começando com força total! Já temos autorização para traduzir diversos livros populares, alguns que acompanho e posso afirmar que são bons. O grupo está aberto para novos tradutores e revisores voluntários.

Caso você se interesse, basta entrar em contato com eles.

(caso me perguntem como tenho tempo de escrever livros & traduzir livros, a resposta é simples: é isso o que faço no meu momento livro. Não assisto TV, não fico conversando em grupos, nada de youtube, 0 de vida social. Cada um se diverte do seu jeito!)

Agora, o último recado:

The story’s villain – part 1 já está disponível em pelo menos 3 plataformas digitais. E finalmente temos um provável tradutor para o restante do livro. Talvez esse anúncio seja rápido demais, considerando que nem sempre um acordo de tradução vai para frente, mas ele foi feito! Logo teremos a part 2!

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Crônicas de uma escritora: tirando o amadora e indo para o internacional

Creio que esse “Crônicas de uma escritora” seja o mais íntimo que farei na vida. O mais pessoal.

Hoje foi o dia em que enviei a primeira parte da tradução de “A vilã da história”, “The story’s villain”, para a publicação. Estará disponível para venda na versão e-book por $1,50 em até 3 meses, segundo a regulação do BabelCube, a editora que estou usando.

babelcube

E também foi hoje que a ficha caiu…

Eu sou uma escritora. Uma p**** de uma escritora que daqui há menos de 3 meses terá sua primeira obra publicada internacionalmente. Uma escritora.

Não uma amadora.

Acho que devo ter sido a única escritora do mundo que publicou uma história em um lugar e ainda usou um “amador” depois de “escritor”. Não importa se é alguém que escreve poemas em um blog que ninguém nem acessa, o nome que vai usar para si mesmo é “escritor”. Mesmo quando escrevia fanfics, há anos atrás (e sim, eu fiz isso – dá uma olhada na minha biografia…), eu não fiz isso.

Coloquei um escritora amadora quando lancei A vilã da história.

Há alguns dias publiquei o texto Porque decidi NÃO publicar em uma editora , o que pode deixar alguns achando que lido bem com não ter uma editora, que decidir publicar livros por mim mesma foi uma decisão fácil… Não foi…

Escrevi esse post para que algumas pessoas NÃO passem pelo que vivi, pelo que senti. Quando envia várias originais para editoras que você conhece e é rejeitado, quando envia para editoras que você não conhece e também é rejeitado. Quando é aceito por editoras indies… Quando descobre por si mesma que o livro que você enviou não é realmente bom (não, o livro que enviei para essas editoras não foi nenhum de Um conto de uma fada, e sim um livro que ainda não publiquei nem por mim mesma: O mundo sob a ótica de uma míope. Que não publiquei porque devo fazer várias modificações, e já dá para perceber que tenho 0 de ânimo para isso. Ainda não sou idiota o suficiente para acreditar que uma editora brasileira vá patrocinar uma escritora desconhecida que faz séries do gênero fantasia, no qual cada livro tem mais de 500 páginas!)… Você duvida de si mesma. Duvida muito!

Sim, eu sei que gramaticamente não sou nem de longe uma das melhores escritoras. E que não estou disposta a pagar por um revisor no momento. E sei que há um motivo pelo qual minha original foi rejeitada, e que provavelmente não receberam, nem leram e tacaram fogo nela como já imaginei diversas veze. Ou pelo menos espero que essa parte do tacar fogo seja verdade, como foi prometido por todas as editoras, já que vai que seja usada de inspiração para outro autor da casa…

Mas você se sente muito mal consigo mesmo. Me senti muito mal no momento que cheguei a conclusão de que iria me publicar, também um bocado de euforia, mas acho que me senti mais mal do que bem… Talvez seja por isso que tomei a decisão de colocar A vilã da história de graça, não totalmente pela minha visão de democratização da leitura…

Ser uma escritora no Brasil de livros digitais não é fácil. Ainda não é algo popular. As pessoas por aqui ainda precisam de sentir o papel, cheirar as folhas… e-books é uma novidade que só está sendo aceita completamente por leitores hardcore que não importam mais tanto assim com prateleiras cheias, e sim na quantidade de livros. E ainda não passei pela fase Watpad para conseguir fans antes de publicar. E ainda por cima, do gênero fantasia, que em geral não é exatamente um gênero que é muito popular.

E tudo isso são só desculpas que necessito.

Por isso, coloquei esse amadora. Não sentia que era uma escritora e pronto, mas uma escritora que precisava dessa designação para publicar. Um “olha, não esperem muito porque não sou profissional ainda!”

Só que coloquei meu livro na editora BabelCube, uma tradutora aceitou traduzir o livro para o inglês. A Diana Brandao. Ela teve problemas pessoais no meio do caminho e assim não pôde completar a tradução, por isso o livro será dividido em duas partes. E agora a primeira parte está pronta, entregue e esperando para ser aprovada para a publicação…

Foi depois de algumas horas depois de receber a mensagem da imagem acima que lembrei que coloco em todos os lugares possíveis que sou uma escritora amadora. Não! Não sou, não posso mais me esconder nesse rótulo de amadora. Não sei como será a vendagem da tradução, não sei se será um fracasso ou sucesso, mas sei que uma escritora com um livro traduzido para outra língua não pode ter a covardia, a pouco valia de se autodenominar de amadora.

Pronto, agora em vez de amadora, tenho outro nome: writer.

Não sou uma tradutora profissional, já que não tenho nenhuma certificação, mesmo que eu faça alguns trabalhos freelancers. Mas escritora profissional… não tenho certeza ainda. Mas escritora sim, isso eu agora tenho certeza que sou.

Se para ser uma escritora eu devo ter uma editora, eu agora tenho, a BabelCube, o apoio da Diana Brandao. Eu sempre tive, a Amazon, a Smashwords e a Clube de Autores (que ninguém nunca comprou um livro – e eu não recomendo, só está lá por estar…).

Desconheço o futuro. Não sei se pararei por aqui. Não sei se esse vai ser só o começo de um lindo caminho… de uma escritora!

Porque decidi NÃO publicar em uma editora

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Em primeiro lugar, vamos fazer um exercício!

Pense nos autores nacionais que trabalham com o mesmo “material”, ou “público” que eu, livros direcionados para adolescente e jovens adultos com uma protagonista feminina. Vamos pensar…

Thalita Rebouças…

Renata Ventura…

Paula Pimenta…

Carina Rissi…

FML Pepper (uau, menina, você conseguiu entrar na lista!)

Um youtuber talvez…

E… talvez se você for realmente um amante da produção de literatura para esse público conheça mais do que esses nomes, acompanhe mais do que esses nomes, mas provavelmente não faz a menor ideia de quem seja uma ou outra dessas autoras. Ou todas elas!

Mas isso não significa que temos uma FALTA de autores nacionais? Que existe um mercado imenso, cheio de oportunidades… e só está esperando para que eu escreva meu livro e entre no hall da fama!

Não é bem assim.

Há muitos, mais muito autores nacionais em ativa na atualidade, ainda mais na era do Wattpad. Autores bons, autores ruins, alguns com um nível de escrita, criatividade, enredo, qualidade melhores do que de algumas desses nomes citados. E boa parte é sim inferior… porque é!

Claro que sim! Não vou negar em momento algum que muitos dos escritores nacionais para um público mais jovem costumem ser piores do que os gringos. Se nós nem temos uma popularização de clubes de leituras, se as aulas de escritas criativas são quase inexistentes, como é que esperam que haja um aperfeiçoamento daqueles que desejam se tornar escritores? Com as aulas de redação, na qual somos preparados durante anos a escrever 30 linhas de dissertação em uma hora?

Mas também tem muitos brasileirinhos que escrevem muito bem! Só que esse não é um post de divulgação da literatura nacional, é de informação para escritores nacionais.

Para desanimá-los de vez… E fazer com que não caiam em uma furada que eu, ainda bem, não caí. Ou talvez não seja uma furada…

Certa vez, conversando sobre o tema com uma blogueira de resenhas, que tem uma parceira com algumas editoras. Ela disse que se não fosse essa parceira, ela nunca conheceria alguns autores, e que eram bom, e que sim, tinha a impressão de que autores nacionais eram ruins.

E essa é a grande praga da literatura nacional: de que somos ruins. Não vou negar em momento algum que não é merecida, já que se esse rótulo existe, é porque algo o motivou a existir. No passado bem passado, todas as vezes que me aventurava em um autor nacional eu me decepcionava, já que encontrava algo ruim, muito ruim mesmo. Sabe-se lá como conseguiu ser publicado, e considerando que boa partes deles eram jornalistas, acho que sei como… E o que vinha de fora era sim muito melhor!

Então, queridos autores nacionais que ainda não publicaram nada, essa é a sua eterna praga!

Mas com certeza você deve acompanhar os influenciadores do instagram, do twitter, os blogueiros, os youtubers, e viram eles falando de vários autores nacionais, várias estreias, vários livros, e deve ter se animado a publicar.

E agora sim vou desanimar vocês: sabem quantos desses livros foram vendidos? Sabe qual a média de vendas de um autor nacional que ainda não tenha alcançado o “grande nome”? Ser um desses que mencionei acima?

Sabe?

Essa não é uma informação que editora alguma vai te passar, mas é de no máximo, no máximo, 100 exemplares.

É. Se ultrapassar os 100, se conseguir os 100, pode se considerar como um campeão! Excedeu todas as expectativas!

Todas essas parceiras, todo esse trabalho de marketing, tudo isso foi resumido a muito trabalho em troca de uma micharia de vendas. O motivo: os leitores sabem que toda essa divulgação é patrocinada, e também livros nacionais de novatos costumam ser mais caros. Contudo, o motivo maior é a tal da síndrome de vira-lata: nem precisa olhar para saber que se é brasileiro, é ruim. Então para o que ler um autor nacional, ainda mais um desconhecido se tem tantos gringos por aí?

Tem algo que nunca, mas nunca vou me esquecer: no dia que comecei a pesquisar os endereços das editoras para mandar minhas originais (para quem não sabe, é o nome que se dá ao manuscrito de um livro que não foi lançado ainda), vi o anúncio da tradução de um livro que ainda nem tinha sido lançado na sua língua nativa ainda, de uma novata que nunca publicou nada antes. Vinda de uma das maiores editoras do Brasil. Era um livro extremamente lido, com ótimas criticas, de uma autora que pelo menos era reconhecida? Não, era um livro estrangeiro. E essa para mim vai ser para sempre o melhor retrato da literatura juvenil, para jovens adultos, do meu país.

Vou contar algo agora que talvez o(a) surpreenda. Esse não é um post de despeito de uma fracassada que não conseguiu ter a publicação aprovada em nenhuma editora. Muito pelo contrário, fui aprovada por mais do que uma editora. Só que no final, decidi que não queria isso para mim, ao menos no momento. Demorei um ano para tomar essa decisão, um péssimo ano aliás. Ser lançada (ainda mais na forma física, que ainda é o modo que os brasileiros mais leem) com um selo editorial.

(Na verdade eu tenho uma editora sim, mas é por demanda. Tenho o cadastro no Clube dos Autores – com o link para comprar do lado – no qual você pode comprar a forma física de A vilã da história. É caro, não recomendo para ninguém e nem eu mesma tenho uma cópia nem para falar se a qualidade é boa… Fiz só por ter. E também caso viva nos EUA, você pode comprar pela Amazon, já que é algo que eles fazem por lá para quem vende e-books. Também caro!)

Na época, enviei “O mundo sob a ótica de uma míope” para várias editoras, e também “A vilã da história” para algumas. “O mundo sob a ótica de uma míope” é aquele livro que falo que vou lançar logo, mas nunca faço isso. É porque quero dar uma boa revisada nele antes de fazer isso, além de mudar o título, mas como tenho 3 livros em andamento, agora traduzindo, uma vida normal e falta de vontade… vai demorar sim alguns anos para sair para vocês!

Claro que fui rejeitada pelas grandes, por aquelas que não publicam quase nada de nacionais, mas mesmo assim dão informações para quem quiser enviar originais para análise. E era até engraçado… a resposta de boa parte delas vinham pontualmente depois de 3 meses. Nem sei se leram a original…

Mas tiveram aquelas editoras, as chamadas indies, e aquelas editoras grandes com um certo selo, que aceitaram a publicação. E um detalhe: eu sei que boa parte desses novos autores nacionais que estão sendo publicados são por esses mesmo selos que me aceitaram… E outra parte por selos que eu nem sabia que existiam.

Só que a “coisa” não funciona como você deve imaginar. De você ser descoberto como um talento e estão dispostos a investir em você. Você foi sim descoberto como um talento, já que nenhuma editora que se preze suja seu próprio nome com algo de péssima qualidade. Só não estão dispostos a investir em você. Muito pelo contrário: elas vivem do seu sonho.

Como funciona a publicação com elas? Antigamente, você iria pagar parte dos gastos e eles publicariam, hoje é diferente. Você compraria parte da produção, 100, 200, já vi a de 500 exemplares, eles enviariam menos que isso para as lojas e lojas virtuais, e você vai recuperar o dinheiro investido só na revenda desses livros que você comprou. E ainda teria o dinheiro dos direitos autorais dos livros vendidos por eles. Tem essas parceiras para divulgar, até mesmo fazem uma sessão de autógrafos no lançamento!

Não parece uma boa ideia?

Bom… eu já tinha visto o que chamo de A Caixa antes.

É como chamo esses livros que o autor compra, de A Caixa. Eu mencionei que sendo um iniciante, sem um grande nome e ainda com esses selos não tão reconhecidos assim pelos leitores, se vender 100 exemplares já está vendendo muito. A Caixa é uma caixa que enviam para o autor desses livros que ele comprou. Mas que não consegue revender, porque ninguém quer. Desculpem-me por usar essas palavras, mas quem passou por essa experiência, deve saber que é isso: ninguém quer esses livros.

Já vi sim um autor com uma caixa enorme do lado, cheia de livros, tentando vender. É por isso que tem tantos giveaways, tantas promoções vindas diretamente desses autores nacionais. Eles estão com A Caixa em casa.

Claro que diversos autores começaram assim e agora estão lá, no alto. A minoria. A maioria termina com A Caixa. E sabem quanto que A Caixa custa? Quando consultei, foi antes da inflação, a mais barata custava R$7.000, a mais cara custava R$10.000. Para poucos, esse vai ser o melhor investimento da sua vida, para outros, muito dinheiro jogado no lixo.

Eu sempre fui pé no chão em relação a minha carreira de escritora. Sempre escrevi por prazer, no meu tempo livre, e nunca imaginei ser exclusivamente escritora. Não aconselho ninguém a planejar uma carreira exclusiva como escritor, isso talvez seja algo que vá acontecer na sua vida. Muito menos imaginava que seria uma grande fonte de renda para mim. E com esse pensamento, não peguei meu dinheirinho ralado da poupança, não fiz um empréstimo, simplesmente desisti de publicar em uma editora.

Tive esse pensamento: o que quero não é ganhar pelo meu trabalho, e sim que as pessoas leiam o que eu escrevo. Talvez um dia eu faça um nome para mim mesma e consiga publicar numa dessas editoras, serei comprada, mas é só uma possibilidade. Foi assim que decidi lançar A vilã da história de graça e colocar depois o preço de A fada desencantada no valor mínimo.

O resultado? Nessa semana fiz as contas. Dentre os livros baixados de graça e os comprados, já distribuí mais de 2.500 exemplares. Algo que nunca, nunca mesmo conseguiria realizar se eu entrasse em uma dessas editoras que me aceitaram. Não ganhei quase nada com isso, mas realizei o meu sonho de ser escritora. Eu publiquei um livro, mesmo que no formato digital, fiz todas as edições, a editoração, as capas, tudo amador. Eu me considero uma amadora.

E tenho mais de 2.500 leitores. No gênero fantasia, que não é tão popular quanto um romance. Logo a primeira parte da tradução em inglês será publicada. Na Amazon, antigamente eu sempre estava entre os 500 mais baixados, agora costumo ficar entre os 1000 mais baixados. Quase nunca saio dos 100 mais baixados da sessão de literatura infanto-juvenil.

Mas nunca tive um grande retorno do meu trabalho. Nunca pedi por resenhas, e também nunca as recebi. Tenho as informações de que meus livros são lidos, mas ninguém fala o que achou.

Missão cumprida. Nenhum arrependimento.

Talvez se eu tivesse publicado em uma editora eu estaria em um lugar diferente. Estaria naquele topo. Mas acho que para mim, ainda não é hora para isso. Talvez nunca seja a hora.

Não tenho nada contra essas editoras, mas só queria que existisse um texto assim para que eu lesse quando decidi que tinha que publicar um livro. Teria evitado o desperdício de dinheiro de imprimir originais o de enviá-las para o correio. A ansiedade de receber uma resposta. De ter de fazer certas reflexões. Queria que tivesse alguém que me falasse que seguir esse caminho sozinho, sem pretensão nenhuma, também era uma possibilidade. Que me alertasse dos riscos.

Para aqueles que querem publicar um livro, o que deixo é um “pare e pense no que está fazendo”. Você escreveu um livro porque tem um sonho de ser um escritor, um sonho. Você deve estar com medo do fracasso, ao mesmo tempo em que está esperançoso pelo sucesso. Pare e pense o que você quer fazer com esse livro. Se o seu desejo é ter ele impresso em suas mãos, se é ser uma grande estrela da literatura, se é como eu, que algumas pessoas leiam o que você escreveu.

Você está lindando com um sonho. O seu próprio sonho. Um sonho que depois de colocado no mundo, depende de outras pessoas para que se concretize.

Só pare e pense no que você quer. Talvez você perceba que quer é um Wattpad. Ou então a Amazon e a Smashwords, como eu. Não uma editora.

Esse não é um post dedicado denunciando editoras, falando para que você não publique seu livro em uma, muito menos contra as editoras. É só uma reflexão sobre a decisão de usar ou não o serviço de uma em um momento. As editoras estão aí para isso: publicar livros e auxiliar escritores!

E como esse é um post dedicado aos escritores novatos, você já cadastrou seu livro na Biblioteca Nacional? Não precisa de advogados (se bem que alguns ganham a vida fazendo isso), basta entrar no site, baixar um formulário de cadastro, emitir uma GRU e pagá-la, imprimir seu livro, rubricar todas as páginas e enviar para a Biblioteca Nacional. Com isso, os seus direitos autorais estão garantidos!

CRÔNICAS DE UMA ESCRITORA – PARTE 15

Acho que foi no GOODREADS que eu disse que teria novidades em breve.

Teremos novidades em breve.

Mas não a novidade que eu estava pensando na hora que falei que teria novidades em breve. São outras novidades, que são mais em breve do que a novidade que seria em breve, mas não vai ser tão breve assim.

Novidades em breve.

Só para dar uma dica, RESENHA em breve.

Se você acompanha as minhas resenhas e lê TUDO o que escrevo nelas, dá para adivinhar o que virá!

CRÔNICAS DE UMA ESCRITORA – PARTE 13

Teclado novo.

A tecla “c” do meu notebook estragou e não vou mandar de novo para a manutenção, para que além de ficar dias sem o aparelho, voltar com ele detonado.

Um pesadelo!

Como posso reacostumar a ter uma tecla especial de ponto de interrogação?

Como acostumar a teclar apertando as telas fundo?

Como fazer para parar de tentar usar o teclado do note?

Como ter certeza se usei força o suficiente para apertar uma tecla, sendo que não digito olhando para a tela?

(Uh… eu sei que eu deveria digitar olhando para a tela, eu dou conta de fazer isso, mas é um hábito difícil de mudar!)

Um horror!

Gosto muito da marca Samsung, mas depois de ter enviado meu note para a manutenção uma vez, vi um defeito grave nos notebooks deles. O teclado é fundido com a carcaça e acaba com o note para tirar. Basicamente, um aparelho feito para ser descartável.

CRÔNICAS DE UMA ESCRITORA – PARTE 12

Novamente A vilã da história está no top 100!

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Isso significa que tem muitos downloads. Todos os dias tem pelo menos uma venda, geralmente mais que isso. E todas as vezes que chega a esse top, significa mais downloads!

É verdade que para vender, você tem antes que vender. Sempre eu vejo o meu gráfico de vendas no formato de ondas. Vende muito de uma vez, depois vai diminuindo gradativamente, depois faz mais um pico alto, e nos próximos dias começa de novo a diminuir e assim vai. E todas as vezes que um pico aparece, eu sempre me pergunto o que aconteceu!

E aproveitando o espaço, estou revoltada com a Smashwords! Para poder vender nos sites associados (itunes e livraria cultura, por exemplo), um livro precisa estar classificado como premium. O que significa que deve estar editado divinamente. Para que A vilã da história fosse classificada assim na época, tive que colocar um índice feito manualmente (e quis quebrar o computador enquanto isso). Agora eles implicaram com a capa de A fada desencantada.

O que tem de errado na formatação de A fada desencantada? Simples: eles pedem que na capa tenha o TÍTULO e o NOME DO AUTOR.

Aqui está a capa que enviei:

Valetina Linz

Dou uma bala de hortelã para quem me mostrar onde está o problema…