CRÔNICAS DE UMA ESCRITORA – PARTE 12

Novamente A vilã da história está no top 100!

Sem título.jpg

Isso significa que tem muitos downloads. Todos os dias tem pelo menos uma venda, geralmente mais que isso. E todas as vezes que chega a esse top, significa mais downloads!

É verdade que para vender, você tem antes que vender. Sempre eu vejo o meu gráfico de vendas no formato de ondas. Vende muito de uma vez, depois vai diminuindo gradativamente, depois faz mais um pico alto, e nos próximos dias começa de novo a diminuir e assim vai. E todas as vezes que um pico aparece, eu sempre me pergunto o que aconteceu!

E aproveitando o espaço, estou revoltada com a Smashwords! Para poder vender nos sites associados (itunes e livraria cultura, por exemplo), um livro precisa estar classificado como premium. O que significa que deve estar editado divinamente. Para que A vilã da história fosse classificada assim na época, tive que colocar um índice feito manualmente (e quis quebrar o computador enquanto isso). Agora eles implicaram com a capa de A fada desencantada.

O que tem de errado na formatação de A fada desencantada? Simples: eles pedem que na capa tenha o TÍTULO e o NOME DO AUTOR.

Aqui está a capa que enviei:

Valetina Linz

Dou uma bala de hortelã para quem me mostrar onde está o problema…

Anúncios

CRÔNICAS DE UMA ESCRITORA – PARTE 11

ÊÊÊÊÊ!

A certidão de registro do meu livro A fada desencantada finalmente chegou! Eu chamo essa certidão de “direitos autorais” porque é o que é na prática!

Agora vocês podem me plagiar a vontade, já que isso significa uma grana extra para mim vindo diretamente de um processinho!

Pelo menos veio antes do fim do ano, e foi assinado no dia 30 do mês passado. Para quem esperava receber em agosto, foi uma espera longa. Acho que a Biblioteca Nacional está mesmo passando por dificuldades, já que a pessoa que assinou a certidão tem a palavra “substituto” no cargo… Ou então o registro teve um problema por se tratar de uma continuação, ou algo assim…

Minha experiência com a Guarda Municipal (ou patrulha do silêncio) e a lei do silêncio & dicas

Há algum tempo reclamei nesse blog sobre o barulho dos meus vizinhos e o quanto isso me incomodava. Ainda, falei que não queria chegar ao ponto de precisar chamar a polícia, já que eu não me imagino ser o tipo de pessoa que faz isso. Foi algo que fiz com a intenção de desabafar, logo após o incidente.

Se leu o titulo, já sabe o spoiler do que virá para frente. Cheguei sim a esse ponto. Chamei a Guarda Municipal da minha cidade.

Senta que o texto é grande!

O que me levou a fazer esse post foi querer compartilhar minha experiência com pessoas como eu. Pessoas que estão convivendo com vizinhos barulhentos e que não querem ser aquelas pessoas chatas que acabam com a alegria alheia. Aqueles que não querem prejudicar os outros chamando a polícia para a casa deles, que no final acabam fazendo pesquisas e mais pesquisas na internet para saber qual o modo mais amigável para resolver essa situação. E que só encontram pessoas falando que não adianta fazer nada, que ninguém faz nada e que no final tudo o que tem que fazer é aturar ou se mudar.

O que me levou a fazer esse post foi querer colocar na rede uma única e singela experiência que fosse positiva.

Vou começar do começo.

Vivo em uma casa com um quintal na frente longo (tão longo que quando a Guarda Municipal chegou no meu portão, eles acharam que tinham errado o endereço por não ouvir barulho nenhum) e a casa no fundo. A acasa vizinha é enorme e com um quintal no fundo. Por ser grande e ficar perto da universidade da minha cidade, já faz algum tempo em que se tornou uma pensionato para estudantes. Foram duas pessoas que alugaram a casa para esse fim. O problema é que essa área livre é perfeita para reuniões sociais, e os quartos da minha casa ficam do lado desse local. Literalmente, qualquer barulho que faça nesse local chega nos quartos.

E vamos agora falar sobre a natureza dos inquilinos: jovens universitários que acabaram de sair na casa dos pais. Cheios de vida, aproveitando a nova e descoberta liberdade. Vários jovens juntos. Geralmente nos primeiros semestres, os mais tranquilos. Muitos saíram de suas casas esperando viver uma vida universitária à la filme americano. É esperado que conversem, ouçam música, cantem. E é tudo muito alto, nada de murmurinhos e sussurros.

Por incrível que pareça, um pensionato não é barulhento o dia todo. Não há conversas diurnas, de vez em quando há música. A vida social acontece à noite, madrugada àdentro.

Os inquilinos do primeiro locatário de vez enquanto conversaram e ouviram música nessa área livre, nós escutávamos tudo durante a madrugada. Nesses dias, só era possível dormir quando tudo terminava. Já tentou dormir com várias pessoas conversando alto do seu lado? É impossível. Nessa ocasião conversamos com a dona e ela entendeu que havia problema. Não teve mais reuniões de madrugada nessa área durante os anos em que ela alugou.

Por que eu coloquei essa frase em negrito? Fiz isso porque essa é a chave do problema com vizinhos barulhentos. Ninguém sabe se o barulho que está produzindo incomoda o vizinho. Se os seus vizinhos estão te incomodando e você nunca foi se queixa com eles, eles provavelmente não fazem a menor ideia que estão ultrapassando o limite. Por mais que você ache que eles estão fazendo de propósito só para acabar com o seu sono, eles nem estão pensando em você. Então, essa deve ser a primeira coisa que deve fazer quando se tem vizinhos barulhentos: falar com eles para que eles tomem consciência do que está acontecendo. Fazendo isso, tem duas alternativas:

  • Eles vão entender que estão sendo excessivos e serão empáticos com você. Se esse for o seu vizinho, ele vai começar a vigiar o próprio barulho.
  • Se ele estiver generoso no dia, ele vai parar de fazer barulho na ocasião, se não tiver tão generoso assim, vai parar por um momento, mais logo vai recomeçar. Se tiver de saco cheio, vão continuar e ainda vai te xingar. Ele acha que ele tem o direito de fazer o que quer na casa dele e não é empático com você.

Isso é algo que você precisa entender, querida pessoa que achou esse post do nada em uma busca durante a madrugada barulhenta. Você tem que um dia bater na campainha do vizinho, reclamar civilizadamente com ele e ver o que acontece não só no dia, mas nos dias seguintes também. Se isso não resolver, nenhuma atitude amigável vai resolver o seu problema. Ele sabe que o barulho que está produzindo está te incomodando, mas escolheu continuar.

Ele não tem a menor empatia com você. Ele só quer pensar nele mesmo.

Desse modo, não adianta querer ser amigável, já que ele não está nem aí com você. É uma nova versão daquele ditado “se um não quer, dois não brigam”. Se um quer brigar, vai ter briga para os dois.

Minha primeira vizinha entendeu que estavam se excedendo e pararam, e houve uma convivência pacífica por anos. Até a casa ser alugada por uma nova locatária… Minha antiga vizinha era uma graça, por isso acho que avisaram para a nova sobre a situação do barulho. Como já mencionei, as conversas que ocorrem na área da casa vizinha chega na minha casa, e isso significa que escutamos sim as conversas. Escutar no sentido que é nítido. Mais uma vez um ditado, “as paredes tem ouvidos”.

É… eu sei um bocado de coisas. Principalmente sobre esquemas de cola…

Logo fizeram uma festa e alguém disse que os vizinhos estavam ouvindo. E alguém gritou que a casa era deles e eles podiam fazer o que quiserem. Isso é algo que dá um clarão sobre a situação. Agora entendeu, cara pessoa que lê esse post? Para esses novos vizinhos, a ciência que se fizerem barulho durante a madrugada vai necessariamente incomodar os vizinhos não significa nada. Se eu reclamar sobre barulho, eles não vão entender que existem pessoas que vivem ao lado deles que são gente como eles, que está de madrugada e que estão incomodando. O que vão pensar é que apareceu alguém do nada, esse alguém que é uma pessoa amargurada cuja único objetivo na vida é acabar com a felicidade dos outros, e que essa pessoa quer acabar com a alegria de quem está fazendo nada de errado.

Uma lição para aqueles que porventura chegaram a esse post depois que um vizinho reclamou do barulho que você produziu: você é aquele que está errado nessa história. Isso se não houver uma rixa prévia a essa reclamação para justificar uma mentira para te prejudicar. A única maneira de um barulho irritar o seu vizinho é se ele chegar na casa alheia. Se você é realmente inocente, como teve motivos para queixa?

Então, voltando para a minha vida. Minha família não é daquela que reclama por qualquer coisa, tem que deixar raiva acumular. E depois disso, tiveram conversas nessa área á noite, mas nunca se estendiam durante a madrugada.

Já deve ter percebido que fala muito sobre conversas, conversas e conversas. Esse era um dos motivos pelo qual demorei tanto para acionar a Guarda Municipal. Por já termos “fama”, o som sempre foi baixo. Entenda esse baixo como não escandaloso, mas o suficiente para que chegue a minha casa com clareza num volume acima do que eu costumo usar nos meus eletrônicos. Às veze aumentavam o som para o volume por alguns segundos, mas logo abaixavam e de vez em quando falavam sobre os vizinhos (percebam que eles sabem que estão me incomodando). Como tudo o que pesquisei e ouvi sobre a lei do silêncio era aplicado a música alta, de vez em quando via algo sobre instrumentos musicais, fiquei sem saber o que fazer, ainda mais quando de vez enquanto nem tinha . Depois falarei sobre a lei.

Só que o problema eram as conversas. Essas sim eram altas. Pessoas falando alto, gritando, gargalhando altíssimo. Entenda isso como uma algazarra. Talvez você já tenha chegado a esse ponto de baixar aplicativos de medição de som. As conversas costumavam ultrapassar os 60 decibéis, chegando a várias vezes a ter picos de 80 decibéis. Claramente acima do permitido… no horário diurno! Sabia que há regulamentação também para o dia? Mas depois vamos falar sobre leis…

… Até que em uma ocasião, conversaram e ouviram música até um horário e depois saíram para uma festa (as paredes tem ouvidos, lembre-se disso). E quando chegaram às 4:00 da madrugada e continuaram com a festa. Som alto e algazarra. Nessa ocasião, fizemos uma ligação e reclamamos e fomos ouvidos. Foram alguns meses de paz…

Então recomeçaram com uma festa. Uma festa de vez enquanto não incomoda ninguém. Só que a partir desse momento, começaram festas diárias. Não eram grandes festas, mas por quase uma semana teve música baixa e algazarra que só terminava 2:00, 3:00 da manhã. Só nesse momento era possível dormir, e isso não era feito. Você já deve ter sentido esse tipo de raiva, esse que não te permite dormir.

Fizeram então uma grande festa, e às 3:00 da madrugada decidimos interromper a festa. Batemos na campainha e explicamos para a dona e todos os convidados que foram ver o que estava acontecendo que estavam fazendo muito barulho, sobre a localização dos quartos e que ouvíamos tudo. Falei que queria resolver a situação da maneira mais amigável e que não queria recorrer a polícia. Já tinha lido a lei do silêncio e expliquei eles sobre ela. Sem xingamentos e ameaças, tentando ser educada.

Mais uma interrupção na história para apresentar a lei. Existe sim uma lei federal a respeito da perturbação do sossego alheio. Aqui está ela:

Art. 42. Perturbar alguém o trabalho ou o sossego alheios:

I – com gritaria ou algazarra;

II – exercendo profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais;

III – abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos;

IV – provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem a guarda:

Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa.

Está falando algo sobre decibéis? Você precisa baixar aplicativos para ver se chega ou não há um ponto que pode reclamar, ainda mais quando não são tão bem calibrados assim? Não, ainda mais com essa tabela que tirei desse blog:

Em boa parte das cidades a legislação permite até 50 decibéis no período noturno, algumas com apenas 40 decibéis. Esses medidos na vizinhança. Por isso falei que se te incomodar já pode aplicar a lei e que não precisa se incomodar com a medição, já que é muito pouco.

Está falando de período do dia? Você também tem o direito de reclamar sobre barulhos que ocorrem durante a manhã e a tarde. Em geral, a legislação das cidades para o período diurno não costuma ultrapassar os 70 decibéis, com várias sendo só de 60 decibéis. Mas lembre-se que a legislação federal nem especifica um limite de volume, então vale aquela regra de que se chega na sua casa e incomoda, você tem certos direitos. Seu vizinho costuma fazer churrascos todos os finais de semana com som alto e algazarra, mas nunca à noite? Ainda tem o direito de reclamar.

Voltando a minha história, foi nessa ocasião em que escrevi aquela crônica de uma escritora. A festa acabou, mas não sem reclamarem audivelmente. E tive paz por mais 2 dias, até que começou de novo as mini-festas até a madrugada, que eram diárias.

Um parênteses. Por algum motivo que você já deve saber o qual, tenho um protetor auricular, o tapão de ouvido. Quando colocado bem, você realmente ouve só sons muito altos. E nem isso adiantava. 

Vou falar como fiquei. Compreendi a legitimidade das indenizações por danos morais. Fiquei dias com sonos de no máximo 3 horas, o que é menos da metade do que eu costumo dormir, de 8 a 9 horas (sim, eu costumo dormir muito mesmo e sei disso!). Algo com o que o meu corpo não estava acostumado de maneira nenhuma. Estava muito irritada e brigada com todos por qualquer coisa. Ficava cansada o dia inteiro e alerta à noite. Engordei 2 quilos, o que é muito para quem costuma ter o peso estável sem nenhum esforço. Minha atenção estava horrível e quase foi atropelada 2 vezes (sou extremamente cuidadosa ao atravessar a rua, daquele tipo que só atravessa se não tiver carro nenhum vindo e não acha que é um problema esperar alguns minutos para atravessar). Sem falar em continuar a escrever. Quem não sabe, sou uma escritora amadora (e juro que a qualidade da minha narrativa é um pouquinho melhor do que a desse texto). Começamos a dormir nos sofás, já que o barulho na sala era mais baixo, e me sentia humilhada por ter de passar por isso quando tenho uma casa e uma cama usável… Basicamente, eu estava sofrendo de verdade com isso.

Mesmo sem saber se iria em frente com um processo jurídico, comecei a fazer filmagens. Isso é algo que se você ainda não fez, tem que fazer. São as provas do que estavam acontecendo. Filmei uma janela e o céu noturno, que dava para ouvir a música e a algazarra. Fiquei surpresa  com o volume do som registrado, comprovando o quão altas eram os “barulhos humanos”. Mas por favor, não vá invadir a casa deles e filmar os seus vizinhos, o que você quer registrar é o barulho ouvido da sua propriedade. O que vai contra a lei não é o som que é produzido na casa alheia, e sim o que chega na sua. A janela é algo interessante de se filmar, já que mostra que está mesmo na sua casa e comprova o período no qual está sendo feito o barulho.

Até que chegou o dia H. O dia em que decidimos que iriamos dormir não importa o quê, que chamaríamos a Guarda Municipal.

Em cidades maiores, há departamentos (não sei como chama) para regulamentar sobre queixas de som alto, procure informar qual é o da sua. Na minha, é a Guarda Municipal. Por isso, não se chama a polícia. Caso more em uma cidade pequena, é só a polícia a qual você deve recorrer.

Coincidência ou não, foi esse o dia em que deram uma festa de verdade. Para ser sincera, o barulho era só um pouco mais alto do que o usual. Devido a nossa resolução, ligamos para a Guarda Municipal logo quando começaram a fazer barulho, às 10:00 da noite. Devido a várias reclamações que vi na internet, pensava que nem chegariam a ir, e se fossem, demorariam para chegar.

Dois guardas municipais chegaram em menos de 30 minutos. Foram extremamente prestativos. Não exigiram no telefone para  que ficássemos esperando no portão como alguém me contou, disseram que iriam bater a campainha e foi isso o que fizeram. Um deles entrou em nossa casa, já até que isso era necessário nesse caso para comprovar o barulho (casa no fundo), não usou nenhum instrumento medidor, mas disse que estavam sim descumprindo a lei. Ele respondeu todas as minhas perguntas e disse que poderíamos ou não fazer um boletim de ocorrência, para o que eu fiz. Foi muito educado e prestativo. Depois, ele foi para a casa dos vizinhos e os advertiu. Em questão de 10 minutos, a festa parou.

Aqui o que eu aprendi com o guarda municipal nesse dia:

  • Sim, essas conversas altas, gritarias e gargalhadas são o suficiente para que se acione a guarda municipal em relação a perturbação do sossego.
  • Se o som produzido pelo vizinho chegar na minha casa e me incomodar, isso é o suficiente para chamá-los.
  • Você pode ou não fazer um boletim de ocorrência (que na verdade agora tem outro nome). Caso não queira, ele pode só advertir os vizinhos sem nem mencionar o seu nome, o que é interessante para aqueles que tem medo de alguma vingança. Só que se fizer o boletim, o seu nome é informado. Caso queira entrar com um processo contra seus vizinhos, é interessante fazer o boletim.

Eu decidi fazer já que eles já sabiam que qualquer reclamação seria feita pela minha casa.

  • Não acontece nada com o vizinho advertido. Nada de multa ou prisão, só é advertido da lei e informado para parar de fazer barulho.
  • Caso não parem de fazer barulho no dia, basta você ligar de novo para a guarda municipal e eles serão presos por desacato a autoridade

Lembra que eu disse que se o seu vizinho sabe que incomoda e continua incomodando é porque ele não se importa nem um pouco com você e só se importa com ele mesmo? Tenha a certeza que ele se importa o suficiente consigo mesmo para não querer ser preso.

  • Caso você saiba que os seus vizinhos fazem uso de álcool nessas ocasiões, busque a Guarda Municipal quando o barulho está começando, assim quando eles ainda não estão bêbados. Caso estejam já embriagados, talvez eles não vão parar com o barulho por estarem alterados.
  • Está certíssimo fazer as filmagens dos sons. É a sua prova de que o barulho ocorreu. E você pode fazer um boletim de ocorrência no dia seguinte só com essa prova. Caso você ligue para a Guarda Municipal e ninguém vá para a sua casa, você ainda pode fazer o boletim de ocorrência.
  • E isso não é algo que ele me informou, mas que descobri. Caso ninguém vá a sua casa, você pode sim registrar que você acionou o serviço e ninguém foi para a sua casa. Saía da reclamação informal de que ninguém faz nada e vá para a juramentada! Aí sim alguém faz alguma coisa!

E isso não aconteceu ontem. Não gosto de fazer a avaliação de nada no dia seguinte. Resultado só se percebe com o tempo. Já fazem algumas semanas desde esse incidente. E por isso que eu digo que funcionou!

Pararam com as festas, literalmente. Nunca mais fizeram uma festa ou “mini festas” nessa área ao lado dos quartos da minha casa. Nunca mais conversaram durante a madrugada nesse lugar, nunca mais ligaram o som à noite (não sei se mencionei antes, mas música durante o dia era raro, mas sempre era ligado depois das 10:00 da noite, numa pontualidade impressionante – e eles só tem um CD…). Continuo ouvindo conversas durante o começo da noite, mas são poucas e rápidas.

Resolveu! Não sei se fiquei com fama de chata e implicante, de pessoa cujo objetivo de vida é acabar com a diversão alheia. Isso não importa mais para mim! Eu estava passando por um estresse desnecessário, privação de sono que estava acabando com tudo ao meu arredor, e agora isso terminou. Se eles não se importam comigo, porque vou me importar com eles?

Para finalizar, percebam que a lei não diz nada sobre instrumentos musicais. Caso seja o seu caso, procure antes conhecer a legislação sobre isso. Se não me engano, tem algo sobre a instalação de isolamento acústico no lugar em que é praticado.

 

Crônicas de uma escritora – parte 8

Domestiquei uma maritaca. Estou falando do passarinho.

Agora ela voa para minha casa várias vezes ao dia para comer sementes de girassol.

Então, um dia nasceram três girassóis de sementes que ela não comeu. Os três ficaram maiores que eu.

Nasceram flores, enormes. Foram desfrutadas por dois dias. Os pássaros da região decidiram comer as sementes que nem nasceram ainda.

Amarrei um papel nas flores, e fiquei esperando para que as sementes desenvolvessem por mais de um mês. Ficou horroroso.

Quando começou a secar, peguei uma semente. Não houve a polinização, assim não há castanha.

A maritaca não quer as sementes. Depois de um tempo, os pássaros já não querem comer essas sementes.

Agora fiquei com três girassóis deprimentes, quase mortos, com sementes mortas….

 

 

… E por algum motivo, achei toda essa situação inspiradora!

Crônicas de uma escritora – parte 7

Sou uma pessoa que precisa dormir, e que não tem nenhum problema de saúde que impede isso.

Só que quando não durmo… isso não é algo que eu (meu corpo talvez?) não consegue lidar. Não consigo escrever por pelo menos dois dias depois de uma noite em branco.

E agora que estou inspirada…

Festa de madrugada do vizinho! Festas, para ser precisa… Música na altura média, gritaria que compensa a música média…

Sim, acabei de arrumar a fama de mulher chata que reclama do barulho e acaba com a festa dos outros!

Não foi só pela minha atual pseudoprofissão. Sou uma pessoa quieta e nunca quero arrumar problemas para mim. Só que aquela expressão “a última gota d’água” virou a ilustração dessa madrugada.

Tomara que agora resolva, sem precisar de intervenção da polícia!

 

E se alguém perguntar do livvro novo… eu também queria saber!

Crônicas de uma escritora – parte 5

Contratar alguém do Fiverr para fazer a capa do seu livro.

NÃO-FAÇA-ISSO!

É de se esperar que alguém com um catálogo lindo tenha uma habilidade superiora de edição de imagens do que a sua, que é inexistente. Só que não é! É nível Paint!

E tive que perder dinheiro duas vezes antes de aprender a lição…