Novidades: livro novo, grupo de traduções novo, tradutora nova!

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Digamos que são novidades acumuladas, já que só agora tenho tempo para falar. Usemos uma cor de texto para cada uma!

A primeira, e para o nome Valentina Valentina Linz, a mais importante, é sim um livro novo, numa plataforma que já usei por algum tempo, mas abandonei. Tive meus tempos de https://www.fanfiction.net/ há vários anos atrás, foi lá que comecei a escrever, a ter leitores… com um outro nome que NÃO VOU REVELAR qual é (para mim, essa é uma época obscura na minha vida). E quando decidi publicar livros, decidi escrever tudo de uma vez e publicar na Amazon e na Smashwords. Por isso, nunca passei pela fase Wattpad que muitos escritores que compartilham o mesmo público que eu usam, começam…

Já tentei uma vez entrar na Wattpad, mas confesso que foi sim uma idiotice. Decidi disponibilizar A vilã da história nele, mas depois de cerca de um ano de publicação em outros meios. Sim, não fazia o menor sentido. Porém, sempre senti que tinha que fazer algo no Wattpad.

Como falo em várias “cônicas de uma tradutora”, tenho mais de um livro sendo escrito no momento, e tenho esse histórico de abandona-um-livro-e-pegue-outro-depois-volta-para-o-último-livro. Aquele que realmente estou usando toda a minha dedicação é um livro que terá que passar por uma revisão séria depois que eu terminar. E como é o dia das novidades, não vejo problema algum em compartilhar o título provisório dele:

… e bonita também

(sim, o título é “… e bonita também”, com os três pontinhos!)

Mas… eu tinha esse desejo de publicar algo no wattpad. E não poderá ser … e linda também. Já fazia algum tempo em que não tinha esses ideias repentinas, e se tem algo que sei de mim mesma, é que minhas ideias que surgem do nada geralmente me levam para algum lugar. E do nada, lembrei-me de um livro que estava abandonado há alguns meses. Parei de escrever … e bonita também para me dedicar a esse livro, mas logo voltei ao livro antigo. Mas… pensei que sim, esse livro é perfeito para o wattpad.

O nome do livro é As estrelas mostram o caminho e o link para ele é esse aqui, e a capa é essa aqui:
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Sim, quando falei que os livros chineses estavam sendo uma inspiração para mim, essa inspiração está sendo colocada na prática com esse livro! Mais comentários sobre As estrelas mostram o caminho em um próximo post!

E já anunciei que as minhas traduções migraram para a Otaku Nya Scan, elas já migraram. Os dois livros que estou traduzindo, A encantadora cortesã: Mei Gongquing & A princesa WeiYang, já estão no ar lá. Basta acessar para lerem. Mas não é sobre isso que queria falar aqui.

Como já disse, foi criado um grupo de traduções lá de livros (ou novels… odeio esse nome, acho que tem um sentido degradante, como se não fossem livros de verdade!), e esse grupo está começando com força total! Já temos autorização para traduzir diversos livros populares, alguns que acompanho e posso afirmar que são bons. O grupo está aberto para novos tradutores e revisores voluntários.

Caso você se interesse, basta entrar em contato com eles.

(caso me perguntem como tenho tempo de escrever livros & traduzir livros, a resposta é simples: é isso o que faço no meu momento livro. Não assisto TV, não fico conversando em grupos, nada de youtube, 0 de vida social. Cada um se diverte do seu jeito!)

Agora, o último recado:

The story’s villain – part 1 já está disponível em pelo menos 3 plataformas digitais. E finalmente temos um provável tradutor para o restante do livro. Talvez esse anúncio seja rápido demais, considerando que nem sempre um acordo de tradução vai para frente, mas ele foi feito! Logo teremos a part 2!

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Classificação etária para livros & conteúdos impróprios para crianças

Desde que lancei A vilã da história, essa sempre foi uma preocupação minha: não escrevo para crianças. Não acho que os meus livros sejam apropriados para crianças. E olhem que nem escrevo nada erótico, mas acho que os temas e enredos que escrevo não deveriam ser lidos por crianças. E agora que traduzo voluntariamente… o que traduzo definitivamente não é para crianças.

Aconteceu uma coincidência estranha. No mesmo dia que traduzi um capítulo extremamente pesado de A Princesa WeiYang (que coloquei um aviso no começo avisando que é pesado, e que foi desconfortável traduzir), tomei conhecimento de que uma menina lia algo meu. Não sei se são meus livros ou traduções, mas uma menina leu algo que passou pelas minhas mãos.

E nada que tenha meu nome deveria ser lido por uma criança.

Esse é um problema na literatura brasileira: a inexistência de uma indicação etária. Acho que na minha concepção, naquelas ideias perfeitinhas, isso é algo que deveria existir para todos os tipos de publicações escritas. Por mais que não sejam visuais, por mais que várias vezes tenham um vocabulários rebuscado que uma criança não entenderia, mas existem materiais que não são para todas as idades, e isso deve ser avisado. Um responsável deveria saber que aquilo que a criança consome em livros, quadrinhos, não são apropriadas para a sua idade, e a criança deveria saber antes de ler se terá algo que seja forte demais para ela.

Acho que já falei sobre uma reportagem de anos atrás que assisti e me deixou indignada: acho que todos que conhecem um pouco sobre mangás, sabe que Gantz é uma obra famosa pela sua violência exagerada e nudez feminina, nada que uma criança deva ler. E a tal matéria era sobre um festival de mangás e animes, falando dos quadrinhos para a criançada, que era importante ler, para que os pais levem as crianças… E enquanto ela falava isso, passou a filmagem de vários volumes de Gantz, e depois de um menino que parecia ter 8 anos lendo Gantz na frente de uma estande de Gantz…

O quê?

Mas talvez essa preocupação seja hipócrita e nada prática. Temos crianças assistindo novelas das 9, jogando games como GTA, produzindo e ouvindo funks proibidões, vendo vídeos no youtube com conteúdo impróprio, tendo como ídolos pessoas como Anitta, Pabllo Vitar, uma dúzia de ícones pops internacionais. Só conteúdos que apelam para o sexo, sensualidade e violência para vender. Nada que nenhuma criança deva ter acesso. Mas quantos pais e responsáveis se importam em fiscalizar o que seus filhos tem acesso? Pouquíssimos. E o que acho mais importante: como é vista pelos coleguinhas a criança que tem pais com tal discernimento? Definitivamente não tem muitos amigos.

Eu realmente não sou daquelas pessoas que acham errado e pecaminoso a prostituição, a homeafetividade, o sexo, sou sim a favor da liberdade de expressão, mas tem o fator onde. Ler algo pornográfico, ouvir uma música cheia de palavões e conotações sexuais, assistir vídeos de um youtuber ingerindo álcool e xingando, ver a diva pop do momento ser extremamente sexualizada (mas dando a desculpa de que está exercendo a sua liberdade sexual, é claro! mesmo que se comporte e se exponha da mesmíssima maneira que as antigas divas pops faziam, na época que tudo era para sexualizar o corpo feminino)… Tudo isso é sim extremamente excitante para uma criança, algo que ela vai ter interesse, por ser do mundo dos adultos. Mas que não deveria ser acessado por elas. Ou feito para elas!

Às vezes acho que textos como esse fazem com que eu pareça uma pessoa extremamente conservadora, para o que acho que não sou… Só faço algumas vezes perguntas que ninguém costuma fazer, e encontro respostas que ninguém quer admitir. Mas qual é a tamanha diferença entre o escândalo da galeria de artes no ano passado, no qual uma menina tonou um homem nu em uma exibição, e mostrar para uma criança a todo momento coisas sexualizadas?

E mais: é sobre minha birra com o cenário dos movimentos sociais, que me fizeram abandonar a luta há anos. Parece que boa parte dos adultos se esquecerem de como eram crianças, do que sentiam quando eram crianças, seus medos, suas angústias, sua aflição, do pensamento. E o pior é quando tem filhos… É como aqueles casos que aparecem vez ou outra na televisão, de pais veganos dando para seus recém-nascidos comida vegana que são inapropriadas para a idade e fazendo com que a criança seja hospitalizada. Tudo no mundo tem uma idade apropriada para se receber. Falo dos movimentos sociais já que é mais “a minha praia”, o conservadorismo está quase a mesma coisa!

Nova tradução: A Princesa WeiYang, e algumas conversas


Olá, querido leitores, e também potenciais leitores.
Queria começar compartilhando o começo do meu dia com vocês. Geralmente costumo natalmente acordar muito cedo, assim tem um tempo desocupada, o que geralmente gasto lendo alguns novos capítulos de livros asiáticos que acompanho. Assim, a primeira coisa que faço é entrar na internet, pegar esse capítulos, colocá-los num arquivo do word e então passá-los para o meu Kindle.
E a primeira coisa que percebi era que finalmente chegou um dia que estava aguardando ansiosamente: a Qidian finalmente liberou a sua tradução do livro no qual o drama Agentes da Princesa foi baseado.
Para quem não sabe, esse livro estava sendo traduzido, mas a sua tradução parou. Porém, a tradutora que fazia o trabalho fez isso por motivos pessoais, mas ao invés de liberar para que um outro tradutor continuar, ela agarrou o livro e não quis soltar. Falou por meses que estava quase terminando o próximo capítulo, que não tinha abandonado a tradução… e considerando que é um dos meus livros favoritos, não tive uma reação positiva a isso. Só que a Qidian Internacional decidiu fazer a tradução desse livro, e finalmente liberaram os primeiros capítulos! Aqui está a página: The Legend of Chu Qiao: Division 11’s Princess Agent . Considerando o ritmo de tradução deles, logo alcançará onde a primeira tradução parou.
Então, já nessa felicidade, recebi um popup de um novo e-mail.
É só a autorização para a tradução de um dos livros que eu tinha pedido.
A Princesa WeiYang. Aquela Princesa WeiYang. A mesmíssima princesa Wei Young que foi o drama do ano de 2016, que várias pessoas adoram.
E agora será traduzido em português!
E como eu sou eu, já tinha traduzido DOIS capítulos do livro logo depois de enviar esse convite, e fazer a página de um livro é rápido, já vou publicar um capítulo. Já vou mudar de assunto!
Há um motivo pelo qual eu traduzi esses dois capítulos antes de enviar o convite: treinar a tradução, é claro, e Mei Gonqging. Não sei se você me acompanha nas redes sociais, mas nesses dias estou desabafando sobre a frustração de decidir traduzir esse livro. Acho que o escolhi pelos motivos errados, e definitivamente sem pensar muito.
Mei Gongqing é sim um livro espetacular, lindo, bem escrito, e ainda falta muita tradução para você ver como ele é único. E é sério, pode se preparar para coisas que vão surpreender você, que você não imaginava que aconteceria nesse livro. Em questão de reviravolta, Mei Gongqing é quase um Game of Thrones! Contudo…
São pouquissimos os livros chineses com protagonistas femininas traduzidos para o português, e nenhum poderia ser chamado de do mesmo gênero que esse. Falando de livro do gênero de renascimento (fiz um post sobre isso, dá uma olhada no menu), que sempre tem a mesma premissa, ele é o diferente, mesmo que seja parecido. Até quando fiz uma leitura de leve dos primeiros capítulos de A Princesa WeiYang vi um comentário de alguém comparando esse livro com… Mei Gongqing! E só adiantando, não acho que os dois livros se desenvolvam de maneira semelhante, mas é inegável que o começo é parecido, já que todos os livros de renascimento com protagonista feminina são parecidos: a mocinha viveu uma vida miserável, então foi traída pelo marido e geralmente uma parente ou amiga, é assassinada ou obrigada a cometer suicídio, volta no tempo e decide concertar tudo.
Aquilo que sempre para mim se destacou em Mei Gongqing é algo que não mencionei acima. Geralmente a mocinha é alguém com status, nascença, relativamente altos, e era esperado que tivesse uma vida maravilhosa! Mas é usada e feita de boba por todos ao seu redor, confiando nas pessoas erradas, ela perde tudo o que supostamente seria dela e acaba miserável e morta no fim da sua primeira vida. O que não é o caso desse livro. Chen Rong (a protagonista) viveu a sua primeira vida da maneira que supostamente deveria viver, terminando como uma concubina amargurada e rejeitada. A história é a sua busca por uma vida que ela jamais poderia ter sendo quem ela era. Por isso mesmo para mim não há, pelo menos com uma tradução para o inglês, um livro que seja parecido com esse. Assim, tudo o que para mim seria grandes pontos positivos para Mei Gongqing, acabam se perdendo por estar sozinho no mundo do português.
Só para mencionar, tem sim um outro livro muito parecido com A Princesa WeiYang que está sendo traduzido nesse momento, The Rebirth of the Malicious Empress of Military Lineage.
Contudo, o que mais me frustra na tradução desse livro é a linguagem. Já falei o tanto que admiro a tradutora para o inglês por conseguir traduzir isso do mandarim, e uma salva de palmas para mim por também estar fazendo isso com o português. A linguagem do livro por vezes é sim poética, o que torna difícil de traduzir algumas passagens, o que me obriga a ficar algum tempo parada, planejando como traduzirei uma simples frase. Costumo traduzir (e sim, já traduzia como freelancer antes – e quem quiser me contratar, basta entrar em contato) sem pensar muito, olhando fixamente para o texto em inglês e escrevendo sem parar em um outro arquivo (não uso nenhum programa especial para tradução, só o bom e velho word). Fazer essa pausa para planejar uma frase é algo que não sou acostumada a fazer, e também que me faz gastar um bom tempo em cada capítulo, mesmo que os pequenos. E ainda não costuma sair algo bonito disso. Além disso, o vocabulário usado é cheio de palavras pouco usadas, que obviamente não conheço, e tenho de recorrer ao famoso Google Tradutor com frequência para saber o significado. E várias vezes nem esse programa reconhece a palavra ou expressão, tendo de usar o Urban Dictionary mesmo… Quando chego nesse nível, é porque a palavra é verdadeiramente obscura.
Por tal razão traduzi A Princesa WeiYang antes de pedir a autorização… Dois livros extremamente líricos ao mesmo tempo eu não consigo! Mas Princesa WeiYang, ah… Princesa WeiYang! Só tiro a mão do meu teclado quando esqueço o significado da palavra em português!
Então… isso significa que ficarei com dois projetos ao mesmo tempo. Costumava publicar dois capítulos de Mei Gongqing em média, quando não tinha algum problema, mas agora será só um capítulo, junto com o de A Princesa WeiYang. Contudo, eu NÃO prometo entregar um capítulo inteiro de A Princesa WeiYang todas as semanas. É devido a algo que costuma acontecer com livros de publicação por capítulo chineses, mas que não afetou Mei Gongqing. Em geral os primeiros capítulos são pequenos, mas logo dobram, triplicam de tamanho. O atual grupo que traduz esse livro não publica um capítulo inteiro, geralmente agora está sendo meio capítulo por semana.
E sim, é um grupo de tradução, com mais de um tradutor, só para um livro.

Ainda não tinha feito um post mesmo no blog sobre isso.
Estou pensando e começando a recrutar pessoas para formar um grupo de tradução só de livros asiáticos com protagonistas femininas. Ainda nem está sendo pensado direito, já que não tem nenhum voluntário como tradutor ou revisor. Com isso talvez possa ser entregues os capítulos de Mei Gongqing e A Princesa WeiYang mais rápido, caso seja decidido ter vários tradutores para o mesmo livro, ou então ter mais livros traduzidos. Pessoalmente, eu entregaria um desses projetos para um outro tradutor caso queira… na realidade, peguei a autorização da tradução de A Princesa WeiYang para um tradutor, com a ideia de que começarei e alguém continuará…
Por isso, se tem conhecimento de inglês ou português, interesse em ser tradutor ou revisor, contacte-me. Só para ter uma estimativa do tempo que você gatará por semana dedicado a isso, eu gastei menos de duas horas na tradução desses capítulos de A Princesa WeiYang, e gasto em média de duas as tês horas para traduzir Mei Gongqing.

Mas falando em autorização… O atual grupo de tradução NÃO tem a autorização para a tradução de A Princesa WeiYang, porém eles me autorizaram a usar o seu material produzido. E perderam o contato com o tradutor original, assim não sei se o primeiro grupo de tradução tinha autorização da autora ou da editora, mas eles tem a autorização desses para continuar a tradução que foi feita. Então, basicamente eu tenho a autorização sim de traduzir esse conteúdo produzido pelos dois grupos, que foi expressa, mas eles oficialmente não tem autorização. Assim, ‘oficialmente’ eu tenho em quem jogar a culpa caso aconteça algo, e se por algum motivo o atual grupo tiver algum problema (o que devido ao backlash que a Qidian sofreu no ano passado é improvável de acontecer, ainda mais se tratando de um grupo que NÃO lucra com a tradução), apagarei essa tradução.
E falando em polêmicas, talvez você ouviu falar sobre o escândalo de plágio que esse livro teve, no qual a autora foi acusada de plagiar XYZ livros, tendo só poucos parágrafos que ela mesma escreveu. E esse escândalo já foi solucionado, provado que NÃO houve nenhum plágio. O que aconteceu? Bom… como já chegou até aqui, você deve se lembrar que há pouco tempo mencionei que livros do gênero de reincarnação tem um enredo parecido, assim, é obvio que encontrará muita coisa parecida em outros livros. E a quantidade de livros com os quais ela foi acusada de plagiar é realmente XYZ, se não me engano, eram mais de mil livros. Provavelmente o que ocorreu foi alguém usar um programa pouco calibrado para detectar plágio e encontrado uma semelhança de partes entre A Princesa WeiYang e diversos outros livros, o que é realmente esperado quando tem um gênero com livros parecidos. O problema seria se encontrasse uma semelhança gigantesca com poucos livros, o que significaria que a autora estaria copiando esses livros, mudando algumas palavras.

Então… AQUI ESTÁ O ENDEREÇO DA PÁGINA DE A PRINCESA WEIYANG!
E… como já está pronto… AQUI ESTÁ O PRIMEIRO CAPÍTULO! Sexta feira teremos pelo menos mais um capítulo, e provavelmente só!

Tudo o que você precisa saber sobre o NovelUpdates

(Esse post foi feito com o intuito de facilitar a leitura de ‘novels’ asiáticas. Faz parte de uma série de posts. Acesse a sessão de TRADUÇÕES desse blog para ler os demais posts)

novelupdates.com screenshot

Se você gosta de livros, novels, de origem do leste asiático, você sabe que esse site existe. Se gosta de ler algo japonês, chinês, coreano, tailandês, de algum lugar assim, você já deveria saber sobre o novelupdetes. Se ainda não sabe, diagamos que essa é a prova que você é um novato.

Em primeiro lugar, o endereço do site:

www.novelupdates.com

E o que é esse site? Ao contrário do que alguns possam imaginar, ele não é um site de hospedagem de livros, mas sim um indexador. O que isso significa? Que ele não hospeda nada, mas mostra que existe, e ainda mostra em que lugar na internet isso está. O que esse site indexa? Livros asiáticos traduzidos para o inglês e disponibilizados de forma gratuita.

E como vejo muitos falantes da língua portuguesa no site, mais precisamente no fórum do site, decidi fazer esse guia para quem não conhece ele. Sim, é em inglês, mas se você não se importa com a qualidade, basta colocar qualquer link nesse site, ou ainda nesse site (que está cada vez melhor) que terá o seu texto em português com vários erros!

(Tem algo que me incomoda em chamar esses tipos de livros de webnovel, light novel, novel… Eu chamo tudo isso de livro, por causa da minha concepção do que é um livro!)

o NovelUpdates é o lugar no qual todos os tradutores em inglês de livros asiáticos que disponibilizam a tradução de forma gratuita na internet, seja por blogs, sites de editoras, grandes e pequenos grupos de traduções… a única condição para colocar um link para um site contendo um livro é que seja uma tradução asiática, e que seja gratuito. Quando descoberto que uma dessas duas regras é quebrada, a moderação do site tira o link na hora.

Sim, estamos lidando com o universo maravilhoso do “é de graça”. Todos os livros nesse site tem que ter uma maneira pela qual o leitor possa conseguir ler um livro de graça. Mesmo que uma certa editora e alguns tradutores ofereçam modos de adiantar capítulos e acessar capítulos ainda não publicados através de pagamentos, esse material terá de ser disponibilizado como gratuito depois de algum tempo. Se contrariar isso, some do site!

Saber como a publicação de capítulos nesse site funciona é como saber como a publicação desse tipo de livro nessa parte de mundo funciona. Não é tudo publicado de uma só vez, no formato de livros físicos ou e-books. É cada capítulo por vez, como no wattpad, porém as próprias editoras fazem isso. Assim, costuma ser traduzido um capítulo por vez. Ao menos eu nunca vi um livro sendo traduzido de uma vez sendo colocado nesse site.

E também é por isso mesmo que algo importante ao entrar nesse site e escolher algo para ler é verificar as datas. Ninguém é obrigado a traduzir nada, e a traduzir com frequencia para estar nesse site, só tem que traduzir. Por isso, existem sim os livros que são atualizados mais de uma vez por dia, várias vezes na semana, uma vez por semana… e também aqueles que não randomicamente traduzidos, e traduções abandonadas.

Por esse motivo eles tem a “regra dos 3 meses”. Um  novo tradutor só pode indexar o link da continuação de uma novel abandonada (ou ainda retraduzir) depois de 90 dias sem novos capítulos do antigo tradutor. E isso não significa que depois de 90 dias abandonado, um livro terá um novo tradutor. Terá de ter alguém interessado nisso.

Ainda, acho que falo várias vezes aqui sobre autorização. Autorização do autor e/ou da editora para que o livro seja traduzido, principalmente se o tradutor decidir colocar propagandas na tradução, ou pedir por patronagem. Pessoalmente, acho que isso é o ético a ser feito, considerando que é o trabalho de outras pessoas (e como escritora E tradutora, escrever é sim infinitas vezes mais difícil do que traduzir), e elas devem decidir o que podem ou não ser feito. Contudo, esse não é um critério para a inclusão de uma obra. Em geral, principalmente depois de um certo incidente no ano passado, os tradutores borram de medo de serem processados, por isso boa parte tem autorização para traduzir. Mas não todos.

Mas como devo usar o site? Aconselho seriamente a fazer uma conta no site, já que é a melhor forma de aproveitá-lo por um motivo simples: os User Tools. Que são 3:

  • Reading List: permite que você faça listas de livros, e nessas listas, estará a opção de marcas o último capítulo lido, e aparecem novos capítulos não lidos. Nem preciso mencionar o quão isso é útil para quem acompanha um livro… Ademais, permite a criação de várias listas, e logo no começo da página de cada livro, há a opção para você colocar um livro em uma lista. Eu tenho 4 listas: livros que estou lendo, livros que li e foram finalizados, livros que talvez eu leia, livros abandonados.
  • Release Filtering: dá a opção de filtro para quais tipos de livro você quer nos seus feeds na página inicial. Para mim é importante, já que eu posso me interessar por algum livro por causa do título, mas que não vou gostar por causa de algum conteúdo. Assim eu não recebo nada nos meus feeds que sejam de “harem” e “lolicon”, já que são duas coisas que eu não leio!
  • Series Filtering: não faço a menor ideia para o que isso serve… mas os dois primeiros são úteis!

Bom… como já disse, na página inicial, mesmo para quem não tem uma conta, tem o feed dos últimos capítulos indexados no site. Nada que seja muito útil para quem está procurando algo para ler, já que as únicas informações que mostra é o título e a página do livro no site, o último capítulo e seu link, e o grupo de tradução. No máximo vai encontrar um título interessante… Por isso o que é realmente interessante é a barra de menu lateral (e se você for um usuário, a barra User Tools estará abaixo dessa barra).

Em primeiro lugar tem o link do forum do site, que é… um fórum. Em inglês. Mas é nesse espaço que tem discussões sobre os livros, spoilers do material ainda não traduzido, pedidos de tradução e continuação de tradução…

Então, vem algumas ferramentas úteis para você procurar algo para ler:

  • Novels Listing: uma lista com todos os livros que estão no novelupdates. Não é de maneira alguma a forma mais prática de achar um livro, mas você pode usar os Filters para saber quais são os livros mais lidos, quais são mais atualizados…
  • Random Novel: um livro qualquer vai aparecer quando clicar nessa página. Também nada muito preciso com o seu gosto…
  • Series Finder: é a ferramenta mais útil para descobrir algo para ler. Por isso está destacado. Aparecerá uma série de filtros para selecionar uma tradução que possa interessar você. Você pode escolher a língua de origem (e acreditem em mim: cada país tem uma “escola” e “estilo” literário, por isso é importante), frequência de lançamentos, gêneros, tags, a forma com a qual você quer a lista… É o modo perfeito de encontrar algo para ler sem perguntar por alguma recomendação.
  • Latest Series: é uma ferramenta boa para veteranos, quando quer encontrar algo novo, que não leu ainda. São os livros que são adicionados no site, as novas traduções (mas não a continuação de uma tradução). Minha dica nessa área é a de sempre ir na página 3, 4, já que são novas traduções, mas já estão há mais de uma semana no site. Com isso, você verá se é só um livro que terá só um capítulo traduzido, ou então estão traduzindo de verdade esse livro.

E sim, isso é algo que acontece muito no site: uma pessoa que sabe uma língua asiática gosta de um livro, mas não tem o interesse de verdade de traduzir. Então faz a página do livro e traduz só um capítulo, na esperança que os leitores gostem desse material e peçam para que algum tradutor pegue esse projeto. Nem preciso mencionar a quantidade de livros que só tem um capítulo traduzido. Ou a quantidade de livros que foram abandonados depois de poucos capítulos…

Já falei dos menus, agora vamos falar da página do livro!

Terá o título, abaixo dele a opção de acrescentar em um lista para quem tem uma conta no site. E a capa e a descrição… e depois disso duas coisas extremamente importantes! Genre e Tags! São vários links que não mostrar exatamente o que tem nesse livro. Seja o gênero, um aviso de algo que terá na história, a classificação etária se for algo pesado… Bom, como eu não gosto de livros com “harem”, não vou começar a ler um livro que terá isso durante a história, por mais que eu goste da sinopse.

Também terá algumas recomendações de livros parecidos, feitos por membros do site (e acho que mais pessoas deveriam participar das recomendações, são poucos os que fazem isso… e eu não faço.). Então finalmente chegamos nos links dos capítulos! O indexador! Basta clicar no número do capítulo que você vai ser enviado para o site do tradutor, nesse exato capítulo. Não clique no nome do tradutor, já que não será direcionado para o site dele, e sim para a página do grupo do novelupdates. Caso goste desse grupo, encontrará todas as traduções deles!

Depois disso terão as resenhas, que são poucas pessoas que fazem…

Minha dica pessoal para esse site é que abra a sua mente para novas possibilidades. Tem traduções de todos os tipos de livros. Livros que fans de mangá gostarão por serem parecidos com eles, livros que quem não gosta de “coisas asiáticas” gostarão. Tem tradução de todos os tipos de livros.

Crônicas de uma escritora: tirando o amadora e indo para o internacional

Creio que esse “Crônicas de uma escritora” seja o mais íntimo que farei na vida. O mais pessoal.

Hoje foi o dia em que enviei a primeira parte da tradução de “A vilã da história”, “The story’s villain”, para a publicação. Estará disponível para venda na versão e-book por $1,50 em até 3 meses, segundo a regulação do BabelCube, a editora que estou usando.

babelcube

E também foi hoje que a ficha caiu…

Eu sou uma escritora. Uma p**** de uma escritora que daqui há menos de 3 meses terá sua primeira obra publicada internacionalmente. Uma escritora.

Não uma amadora.

Acho que devo ter sido a única escritora do mundo que publicou uma história em um lugar e ainda usou um “amador” depois de “escritor”. Não importa se é alguém que escreve poemas em um blog que ninguém nem acessa, o nome que vai usar para si mesmo é “escritor”. Mesmo quando escrevia fanfics, há anos atrás (e sim, eu fiz isso – dá uma olhada na minha biografia…), eu não fiz isso.

Coloquei um escritora amadora quando lancei A vilã da história.

Há alguns dias publiquei o texto Porque decidi NÃO publicar em uma editora , o que pode deixar alguns achando que lido bem com não ter uma editora, que decidir publicar livros por mim mesma foi uma decisão fácil… Não foi…

Escrevi esse post para que algumas pessoas NÃO passem pelo que vivi, pelo que senti. Quando envia várias originais para editoras que você conhece e é rejeitado, quando envia para editoras que você não conhece e também é rejeitado. Quando é aceito por editoras indies… Quando descobre por si mesma que o livro que você enviou não é realmente bom (não, o livro que enviei para essas editoras não foi nenhum de Um conto de uma fada, e sim um livro que ainda não publiquei nem por mim mesma: O mundo sob a ótica de uma míope. Que não publiquei porque devo fazer várias modificações, e já dá para perceber que tenho 0 de ânimo para isso. Ainda não sou idiota o suficiente para acreditar que uma editora brasileira vá patrocinar uma escritora desconhecida que faz séries do gênero fantasia, no qual cada livro tem mais de 500 páginas!)… Você duvida de si mesma. Duvida muito!

Sim, eu sei que gramaticamente não sou nem de longe uma das melhores escritoras. E que não estou disposta a pagar por um revisor no momento. E sei que há um motivo pelo qual minha original foi rejeitada, e que provavelmente não receberam, nem leram e tacaram fogo nela como já imaginei diversas veze. Ou pelo menos espero que essa parte do tacar fogo seja verdade, como foi prometido por todas as editoras, já que vai que seja usada de inspiração para outro autor da casa…

Mas você se sente muito mal consigo mesmo. Me senti muito mal no momento que cheguei a conclusão de que iria me publicar, também um bocado de euforia, mas acho que me senti mais mal do que bem… Talvez seja por isso que tomei a decisão de colocar A vilã da história de graça, não totalmente pela minha visão de democratização da leitura…

Ser uma escritora no Brasil de livros digitais não é fácil. Ainda não é algo popular. As pessoas por aqui ainda precisam de sentir o papel, cheirar as folhas… e-books é uma novidade que só está sendo aceita completamente por leitores hardcore que não importam mais tanto assim com prateleiras cheias, e sim na quantidade de livros. E ainda não passei pela fase Watpad para conseguir fans antes de publicar. E ainda por cima, do gênero fantasia, que em geral não é exatamente um gênero que é muito popular.

E tudo isso são só desculpas que necessito.

Por isso, coloquei esse amadora. Não sentia que era uma escritora e pronto, mas uma escritora que precisava dessa designação para publicar. Um “olha, não esperem muito porque não sou profissional ainda!”

Só que coloquei meu livro na editora BabelCube, uma tradutora aceitou traduzir o livro para o inglês. A Diana Brandao. Ela teve problemas pessoais no meio do caminho e assim não pôde completar a tradução, por isso o livro será dividido em duas partes. E agora a primeira parte está pronta, entregue e esperando para ser aprovada para a publicação…

Foi depois de algumas horas depois de receber a mensagem da imagem acima que lembrei que coloco em todos os lugares possíveis que sou uma escritora amadora. Não! Não sou, não posso mais me esconder nesse rótulo de amadora. Não sei como será a vendagem da tradução, não sei se será um fracasso ou sucesso, mas sei que uma escritora com um livro traduzido para outra língua não pode ter a covardia, a pouco valia de se autodenominar de amadora.

Pronto, agora em vez de amadora, tenho outro nome: writer.

Não sou uma tradutora profissional, já que não tenho nenhuma certificação, mesmo que eu faça alguns trabalhos freelancers. Mas escritora profissional… não tenho certeza ainda. Mas escritora sim, isso eu agora tenho certeza que sou.

Se para ser uma escritora eu devo ter uma editora, eu agora tenho, a BabelCube, o apoio da Diana Brandao. Eu sempre tive, a Amazon, a Smashwords e a Clube de Autores (que ninguém nunca comprou um livro – e eu não recomendo, só está lá por estar…).

Desconheço o futuro. Não sei se pararei por aqui. Não sei se esse vai ser só o começo de um lindo caminho… de uma escritora!

Porque decidi NÃO publicar em uma editora

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Em primeiro lugar, vamos fazer um exercício!

Pense nos autores nacionais que trabalham com o mesmo “material”, ou “público” que eu, livros direcionados para adolescente e jovens adultos com uma protagonista feminina. Vamos pensar…

Thalita Rebouças…

Renata Ventura…

Paula Pimenta…

Carina Rissi…

FML Pepper (uau, menina, você conseguiu entrar na lista!)

Um youtuber talvez…

E… talvez se você for realmente um amante da produção de literatura para esse público conheça mais do que esses nomes, acompanhe mais do que esses nomes, mas provavelmente não faz a menor ideia de quem seja uma ou outra dessas autoras. Ou todas elas!

Mas isso não significa que temos uma FALTA de autores nacionais? Que existe um mercado imenso, cheio de oportunidades… e só está esperando para que eu escreva meu livro e entre no hall da fama!

Não é bem assim.

Há muitos, mais muito autores nacionais em ativa na atualidade, ainda mais na era do Wattpad. Autores bons, autores ruins, alguns com um nível de escrita, criatividade, enredo, qualidade melhores do que de algumas desses nomes citados. E boa parte é sim inferior… porque é!

Claro que sim! Não vou negar em momento algum que muitos dos escritores nacionais para um público mais jovem costumem ser piores do que os gringos. Se nós nem temos uma popularização de clubes de leituras, se as aulas de escritas criativas são quase inexistentes, como é que esperam que haja um aperfeiçoamento daqueles que desejam se tornar escritores? Com as aulas de redação, na qual somos preparados durante anos a escrever 30 linhas de dissertação em uma hora?

Mas também tem muitos brasileirinhos que escrevem muito bem! Só que esse não é um post de divulgação da literatura nacional, é de informação para escritores nacionais.

Para desanimá-los de vez… E fazer com que não caiam em uma furada que eu, ainda bem, não caí. Ou talvez não seja uma furada…

Certa vez, conversando sobre o tema com uma blogueira de resenhas, que tem uma parceira com algumas editoras. Ela disse que se não fosse essa parceira, ela nunca conheceria alguns autores, e que eram bom, e que sim, tinha a impressão de que autores nacionais eram ruins.

E essa é a grande praga da literatura nacional: de que somos ruins. Não vou negar em momento algum que não é merecida, já que se esse rótulo existe, é porque algo o motivou a existir. No passado bem passado, todas as vezes que me aventurava em um autor nacional eu me decepcionava, já que encontrava algo ruim, muito ruim mesmo. Sabe-se lá como conseguiu ser publicado, e considerando que boa partes deles eram jornalistas, acho que sei como… E o que vinha de fora era sim muito melhor!

Então, queridos autores nacionais que ainda não publicaram nada, essa é a sua eterna praga!

Mas com certeza você deve acompanhar os influenciadores do instagram, do twitter, os blogueiros, os youtubers, e viram eles falando de vários autores nacionais, várias estreias, vários livros, e deve ter se animado a publicar.

E agora sim vou desanimar vocês: sabem quantos desses livros foram vendidos? Sabe qual a média de vendas de um autor nacional que ainda não tenha alcançado o “grande nome”? Ser um desses que mencionei acima?

Sabe?

Essa não é uma informação que editora alguma vai te passar, mas é de no máximo, no máximo, 100 exemplares.

É. Se ultrapassar os 100, se conseguir os 100, pode se considerar como um campeão! Excedeu todas as expectativas!

Todas essas parceiras, todo esse trabalho de marketing, tudo isso foi resumido a muito trabalho em troca de uma micharia de vendas. O motivo: os leitores sabem que toda essa divulgação é patrocinada, e também livros nacionais de novatos costumam ser mais caros. Contudo, o motivo maior é a tal da síndrome de vira-lata: nem precisa olhar para saber que se é brasileiro, é ruim. Então para o que ler um autor nacional, ainda mais um desconhecido se tem tantos gringos por aí?

Tem algo que nunca, mas nunca vou me esquecer: no dia que comecei a pesquisar os endereços das editoras para mandar minhas originais (para quem não sabe, é o nome que se dá ao manuscrito de um livro que não foi lançado ainda), vi o anúncio da tradução de um livro que ainda nem tinha sido lançado na sua língua nativa ainda, de uma novata que nunca publicou nada antes. Vinda de uma das maiores editoras do Brasil. Era um livro extremamente lido, com ótimas criticas, de uma autora que pelo menos era reconhecida? Não, era um livro estrangeiro. E essa para mim vai ser para sempre o melhor retrato da literatura juvenil, para jovens adultos, do meu país.

Vou contar algo agora que talvez o(a) surpreenda. Esse não é um post de despeito de uma fracassada que não conseguiu ter a publicação aprovada em nenhuma editora. Muito pelo contrário, fui aprovada por mais do que uma editora. Só que no final, decidi que não queria isso para mim, ao menos no momento. Demorei um ano para tomar essa decisão, um péssimo ano aliás. Ser lançada (ainda mais na forma física, que ainda é o modo que os brasileiros mais leem) com um selo editorial.

(Na verdade eu tenho uma editora sim, mas é por demanda. Tenho o cadastro no Clube dos Autores – com o link para comprar do lado – no qual você pode comprar a forma física de A vilã da história. É caro, não recomendo para ninguém e nem eu mesma tenho uma cópia nem para falar se a qualidade é boa… Fiz só por ter. E também caso viva nos EUA, você pode comprar pela Amazon, já que é algo que eles fazem por lá para quem vende e-books. Também caro!)

Na época, enviei “O mundo sob a ótica de uma míope” para várias editoras, e também “A vilã da história” para algumas. “O mundo sob a ótica de uma míope” é aquele livro que falo que vou lançar logo, mas nunca faço isso. É porque quero dar uma boa revisada nele antes de fazer isso, além de mudar o título, mas como tenho 3 livros em andamento, agora traduzindo, uma vida normal e falta de vontade… vai demorar sim alguns anos para sair para vocês!

Claro que fui rejeitada pelas grandes, por aquelas que não publicam quase nada de nacionais, mas mesmo assim dão informações para quem quiser enviar originais para análise. E era até engraçado… a resposta de boa parte delas vinham pontualmente depois de 3 meses. Nem sei se leram a original…

Mas tiveram aquelas editoras, as chamadas indies, e aquelas editoras grandes com um certo selo, que aceitaram a publicação. E um detalhe: eu sei que boa parte desses novos autores nacionais que estão sendo publicados são por esses mesmo selos que me aceitaram… E outra parte por selos que eu nem sabia que existiam.

Só que a “coisa” não funciona como você deve imaginar. De você ser descoberto como um talento e estão dispostos a investir em você. Você foi sim descoberto como um talento, já que nenhuma editora que se preze suja seu próprio nome com algo de péssima qualidade. Só não estão dispostos a investir em você. Muito pelo contrário: elas vivem do seu sonho.

Como funciona a publicação com elas? Antigamente, você iria pagar parte dos gastos e eles publicariam, hoje é diferente. Você compraria parte da produção, 100, 200, já vi a de 500 exemplares, eles enviariam menos que isso para as lojas e lojas virtuais, e você vai recuperar o dinheiro investido só na revenda desses livros que você comprou. E ainda teria o dinheiro dos direitos autorais dos livros vendidos por eles. Tem essas parceiras para divulgar, até mesmo fazem uma sessão de autógrafos no lançamento!

Não parece uma boa ideia?

Bom… eu já tinha visto o que chamo de A Caixa antes.

É como chamo esses livros que o autor compra, de A Caixa. Eu mencionei que sendo um iniciante, sem um grande nome e ainda com esses selos não tão reconhecidos assim pelos leitores, se vender 100 exemplares já está vendendo muito. A Caixa é uma caixa que enviam para o autor desses livros que ele comprou. Mas que não consegue revender, porque ninguém quer. Desculpem-me por usar essas palavras, mas quem passou por essa experiência, deve saber que é isso: ninguém quer esses livros.

Já vi sim um autor com uma caixa enorme do lado, cheia de livros, tentando vender. É por isso que tem tantos giveaways, tantas promoções vindas diretamente desses autores nacionais. Eles estão com A Caixa em casa.

Claro que diversos autores começaram assim e agora estão lá, no alto. A minoria. A maioria termina com A Caixa. E sabem quanto que A Caixa custa? Quando consultei, foi antes da inflação, a mais barata custava R$7.000, a mais cara custava R$10.000. Para poucos, esse vai ser o melhor investimento da sua vida, para outros, muito dinheiro jogado no lixo.

Eu sempre fui pé no chão em relação a minha carreira de escritora. Sempre escrevi por prazer, no meu tempo livre, e nunca imaginei ser exclusivamente escritora. Não aconselho ninguém a planejar uma carreira exclusiva como escritor, isso talvez seja algo que vá acontecer na sua vida. Muito menos imaginava que seria uma grande fonte de renda para mim. E com esse pensamento, não peguei meu dinheirinho ralado da poupança, não fiz um empréstimo, simplesmente desisti de publicar em uma editora.

Tive esse pensamento: o que quero não é ganhar pelo meu trabalho, e sim que as pessoas leiam o que eu escrevo. Talvez um dia eu faça um nome para mim mesma e consiga publicar numa dessas editoras, serei comprada, mas é só uma possibilidade. Foi assim que decidi lançar A vilã da história de graça e colocar depois o preço de A fada desencantada no valor mínimo.

O resultado? Nessa semana fiz as contas. Dentre os livros baixados de graça e os comprados, já distribuí mais de 2.500 exemplares. Algo que nunca, nunca mesmo conseguiria realizar se eu entrasse em uma dessas editoras que me aceitaram. Não ganhei quase nada com isso, mas realizei o meu sonho de ser escritora. Eu publiquei um livro, mesmo que no formato digital, fiz todas as edições, a editoração, as capas, tudo amador. Eu me considero uma amadora.

E tenho mais de 2.500 leitores. No gênero fantasia, que não é tão popular quanto um romance. Logo a primeira parte da tradução em inglês será publicada. Na Amazon, antigamente eu sempre estava entre os 500 mais baixados, agora costumo ficar entre os 1000 mais baixados. Quase nunca saio dos 100 mais baixados da sessão de literatura infanto-juvenil.

Mas nunca tive um grande retorno do meu trabalho. Nunca pedi por resenhas, e também nunca as recebi. Tenho as informações de que meus livros são lidos, mas ninguém fala o que achou.

Missão cumprida. Nenhum arrependimento.

Talvez se eu tivesse publicado em uma editora eu estaria em um lugar diferente. Estaria naquele topo. Mas acho que para mim, ainda não é hora para isso. Talvez nunca seja a hora.

Não tenho nada contra essas editoras, mas só queria que existisse um texto assim para que eu lesse quando decidi que tinha que publicar um livro. Teria evitado o desperdício de dinheiro de imprimir originais o de enviá-las para o correio. A ansiedade de receber uma resposta. De ter de fazer certas reflexões. Queria que tivesse alguém que me falasse que seguir esse caminho sozinho, sem pretensão nenhuma, também era uma possibilidade. Que me alertasse dos riscos.

Para aqueles que querem publicar um livro, o que deixo é um “pare e pense no que está fazendo”. Você escreveu um livro porque tem um sonho de ser um escritor, um sonho. Você deve estar com medo do fracasso, ao mesmo tempo em que está esperançoso pelo sucesso. Pare e pense o que você quer fazer com esse livro. Se o seu desejo é ter ele impresso em suas mãos, se é ser uma grande estrela da literatura, se é como eu, que algumas pessoas leiam o que você escreveu.

Você está lindando com um sonho. O seu próprio sonho. Um sonho que depois de colocado no mundo, depende de outras pessoas para que se concretize.

Só pare e pense no que você quer. Talvez você perceba que quer é um Wattpad. Ou então a Amazon e a Smashwords, como eu. Não uma editora.

Esse não é um post dedicado denunciando editoras, falando para que você não publique seu livro em uma, muito menos contra as editoras. É só uma reflexão sobre a decisão de usar ou não o serviço de uma em um momento. As editoras estão aí para isso: publicar livros e auxiliar escritores!

E como esse é um post dedicado aos escritores novatos, você já cadastrou seu livro na Biblioteca Nacional? Não precisa de advogados (se bem que alguns ganham a vida fazendo isso), basta entrar no site, baixar um formulário de cadastro, emitir uma GRU e pagá-la, imprimir seu livro, rubricar todas as páginas e enviar para a Biblioteca Nacional. Com isso, os seus direitos autorais estão garantidos!

Feliz dia do livro infantil, mas…

para o instagram (1).pngNão, eu não gosto do Monteiro Lobato. Não como pessoa, já que só o conheço pela sua obra, que é o que eu não gosto. Não acho interessante seus livros para adultos, mas não é por isso que ele é famoso.

O que não gosto é de O Sítio do Pica Pau Amarelo.

Sim, não gosto desse livro, acho ruim. Sei que vários leitores tem lembranças boas de terem lido esses livros na sua infância, mas não é o meu caso. Infelizmente, fui apresentada a literatura infantil inglesa desde cedo.

Monteiro Lobato fez uma tentativa de criação de uma literatura infantil nacional, já que na sua época, o que se consumia eram livros estrangeiros. O que concordo sim, sempre concordarei com uma literatura nacional com cara de Brasil. Então escreveu O Sítio do Pica Pau Amarelo e então… digamos que a literatura infantil nacional se resume até hoje a O Sítio do Pica Pau Amarelo. Não que tenhamos bons autores infantis, mas você poderia me citar algum? Alguém que seja conhecido e reconhecido? Até Moacyr Scliar está caindo no esquecimento, e Max e os felinos foi plagiado na dura em As anventuras de Pi (o próprio autor desse livro admitiu isso em uma entrevista, e xingou o Moacyr como “mísero” ou alguma palavra parecida)!

E eu diria que O Sítio do Pica Pau Amarelo foi enfiado goela a baixo no Brasil. Depois desse livro, pouco se fala e, principalmente, se lê os tais livros estrangeiros que estavam dando para nossas crianças. Mas eu li esses tais livros estrangeiros e eles era… muito melhores que O Sítio do Pica Pau Amarelo. MUITO MELHORES.

Imagino que a intenção dele era de dar um pontapé para que novos escritores infantis aparecessem, o que falou miseravelmente.

E para deixar, algumas dicar de livros infantis do final do século XIX e do começo do século XX que recomendo até mesmo para adultos!

Contos de Fadas – Coleção Clássicos Zahar

O Pequeno Lorde

O Jardim Secreto

A Princesinha

Anne de Green Gables – Volume 1