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Crônicas de uma escritora – parte 1

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Qual é a pior parte de ser um escritor?

( ) Conseguir inspiração

( ) Escrever um livro

( ) Ter de passar por um bloqueio criativo

( ) Revisar o que escreveu

(x) Pagar uma fortuna para imprimir uma versão do livro para enviar para ser registrada na Biblioteca Nacional; pagar uma fortuna no correio só porque vive longe do Rio de Janeiro; pagar ainda mais dinheiro pelo serviço (que é só 20 reais, mas esse valor é ainda mais um gasto!); ter de rubricar todas as páginas!!!

É sério, odeio rubricar. E que preço é esse que os xerox estão cobrando pela impressão! Apesar de ter diminuído a fonte, e essa então ser a menor original que registro, é de longe o livro mais caro que já imprimi!

Resenha: Beleza Cruel, de Rosamund Hodge

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Título: Beleza Curel

Série: Não é propriamente uma série, mas há uma novella no universo desse livro

Autor: Rosamund Hodge

Língua em que li: inglês e depois em português

link para compra:Beleza Cruel

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Cá está uma resenha que prometi e demorei a cumprir.

Gostei  desse livro, gostei mesmo desse livro. é uma história que te deixa prezo até o final. Poucas falhas e com uma escrita linda, teria com não gostar? Só tenho algo a discordar: esse livro não é um reconto de A Bela e a Fera, e sim de Barba Azul. Você pode colocar quantas rosas quiser na história, ainda é Barba Azul! Com um pouco de Rumpeltstiltskin… (Só uma observação:  escrever A vilã da história me deu a habilidade de escrever esse nome sem errar nada!)

Nyx é uma garota que foi criada para ser sacrificada, e ela sabe disso. Por um trato com Ignifex para salvar a sua esposa, o pai dela teria de dar uma de suas filhas gêmeas que iriam nascer para se casar com ele. Contudo, todos sabiam que aconteceria uma reviravolta com todos os tratos que não feitos com Ignifex, que é uma espécie de senhor sombrio, e sua esposa morre no parto. Começa aí a razão de Nyx teria para se revoltar, é a oferenda por umt rato que já não daria certo desde o começo. E como sua irmã era mais parecida com a mãe, o pai nem teve dúvidas sobre quem seria a enviada.

Após ter uma vida de rejeitada por ser marcada desde sempre como uma oferenda, Nyx casa-se com Ignifex, sem vê-lo uma única vez, e vai morar com ele. Como interesse amoroso de uma YA, é claro que o moço é bonito e tal! E trata a sua esposa relativamente bem, ao menos melhor do que ela foi tratada sua vida inteira. Contudo, Nyx foi criada desde seu nascimento para matar seu futuro marido, e assim passará seus dias buscando por possíveis fraquezas dele. Também tem uma sombra charmosa na história. E portas trancadas, muitas portas trancadas.

Aos poucos, percebe-se que Ignifex não é de todo mau, e o que faz não é exatamente mau. Se você olhar mesmo que com pouco atenção, perceberá que as pessoas que pedem que o pior aconteça, e se acham superioras a isso. Deve ser uma crítica a humanidade, ou algo parecido.

A minha única reclamação é do que chamo de “síndrome da família unida”, o que muitas famílias desfuncionas na literatura juvenil sofrem. Se continuar lendo, terá um lindo spoiler! Nesse conceito, criam uma situação familiar insustentável, no qual o protagonista sofre e a única solução viável para que haja uma luz no fim do túnel é uma separação, só que não é isso o que acontece. Simplesmente fazem as pazes do nada, literalmente do nada, e fingem que nada aconteceu, porque são uma família! Caso você viva em uma família feliz e acredita não importa o que aconteça, a família sempre supera, saiba que você é um sortudo e deveria se vangloriar mesmo por isso. Nem todas as relações familiares são assim. Temos pais que batem seus filhos só porque estão nervosos, casais que se traem inúmeras vezes, pais de vários que não tem condições emocionais de serem pais e colocam os mais velhos para cuidar dos mais novos, álcool e drogas, pedo-o-que? E nesse livro, temos um lindo exemplo de tráfico humano, que é o nome que dou para vender a filha em troca de um bem. Tráfico sexual, se considerarmos que houve um casamento. Então temos no final disso, a Nyx perdoando a sua família que a maltratou e vendeu… É sem palavras! Não é possível que depois do tempo em que viveu com Ignifex, não descobriu

Não entendi a necessidade de uma nova arte da capa na edição brasileira. É bonita, mas a original é marcante demais para não ser usada.

E, é claro, um spoiler! Portas trancadas e esposas mortas preservadas não é A Bela e a Fera, é Barba Azul

Terminei o segundo volume de Um conto de uma fada

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Antes de tudo, se você ainda não leu A vilã da história, baixe agora ou leia online no smashword clicando aqui!

Terminei! Finalmente terminei de escrever o livro 2 de Um conto de uma fada!

*FAIRY:

Essa imagem é só de referência, não é a capa do livro. E está no meu painel do pinterest!

Para entender esse finalmente, explicarei a verdadeira saga que foi escrever esse livro:

Comecei a escrevê-lo no meio de 2014, o que faz com que eu esteja ocupada com ele por mais de dois anos! Comecei a escrevê-lo empolgadíssima, mas tive uma bloqueio por alguns meses no segundo semestre de 2014, época que escrevi pouquissimo. Consegui retomar no começo de 2015, mas devido a problemas pessoais, tive um novo bloqueio, e também esrevi pouco. Quando melhorei e voltei a escrever, enfrentei um semestre demoníaco no final de 2015. Tinha minha agenda lotada de manhã, tarde e noite e quando me desocupada, estava exausta, tanto meu físico quanto a minha mente. E quando minha rotina voltou ao normal, me dei conta que só faltava um capítulo para começar. Oh, que bom, já vai terminar. Sim, só faltava poucas páginas para terminar de escrever o encerramento de um livro inteiro depois de passar meses sem escrever uma única palavra! Quando retomei, só descobri que tinha coisas importantes que precisavam aparecer e que eu me esqueci! Tenho o enredo do livro inteiro anotada em um caderno, mas tem essas minúcias que são importantes, tem de entrar de novo no clima do livro… Teria que reler a história inteira para dar um fim nela!

O lado bom disso foi que adiantei a publicação de A vilã da história. Pretendia arrumá-lo para a publicação só depois de terminar de escrever o segundo livro, para o caso de ter de colocar uma mudança (o que não aconteceu), mas decidi adiantar essa parte. Quando terminei, comecei a revisar o segundo livro, revisão que terminou na quinta-feira passada. Comecei a escrever o último capítulo nessa sexta-feira, e agora terminei. Sim, sou uma lerdeza para revisar, mas para escrever até que sou rápida 🙂

Agora contarei a parte ruim.

A princípio, pretendia fazer uma trilogia, o que nesse momento corre risco de não acontecer. No momento, será uma duologia, dois livros.

Mas porque decidi isso? Em primeiro lugar, devido ao efeito de afunilamento que acontece com livros de série, com cada volume tendo menos vendas do que o seu antecessor. As vendas de A vilã da história estão até maior do que eu esperava que teria, mas entenda que as minhas expectativas são de uma escritora indie de literatura juvenil do gênero fantasia cujo maior problema é ser brasileira. Minhas expectativas são natalmente baixas em questão de unidades vendidas! Vender um exemplar já é uma conquista! E também tem a questão do tanto que escrevo e do tempo que gasto, que só muitos para ambos. Não vale a pena se dar tanto trabalho para criar uma obra grande que ninguém vai ler.

E também decidi isso devido ao fato de que Um conto de Uma fada não é uma única aspiração. Tenho no momento 3 enredos de outros livros prontinhos para serem escritos. Acho que quem gostou de A vilã da história talvez vá gostar mais de um outro livro do que um terceiro livro na série que talvez em nem estaria tão animada para escrever.

Considerando que a minha ideia de série é a de várias histórias que tem um começo e um fim em si mesma, mas que possuem uma ligação, foi até fácil terminar no segundo volume. Foi mesmo nesse capítulo que acabei de escrever que tiveram grande mudanças, já que muito da história já foi resolvido antes. Só tive que tirar o que seria o começo do próximo volume e colocar vários pontos finais. Na minha opinião, tem até mesmo mais cara de final do que aquele que eu planejava.

Só que… ainda tem a possibilidade de ter mais uma coisinha para terminar… Um epílogo mais detalhado ou uma novella sobre uma história no futuro. É provável que seja o segundo, já que tem personagens que eu já tinha planejado trabalhar mais no terceiro título. O meu problema será enterrar um livro inteiro e criar uma história pequena. Ainda tenho eu luto para viver. E por esse motivo é pelo que ,apesar de pronto, só lançarei esse livro no ano que vem. Ainda podem ter mudanças.

Para você não ficar triste, vou contar sobre o que é o livro que começarei a trabalhar: um casal de ladrões de carros que fazem isso pelos seus princípios!