Classificação etária para livros & conteúdos impróprios para crianças

Desde que lancei A vilã da história, essa sempre foi uma preocupação minha: não escrevo para crianças. Não acho que os meus livros sejam apropriados para crianças. E olhem que nem escrevo nada erótico, mas acho que os temas e enredos que escrevo não deveriam ser lidos por crianças. E agora que traduzo voluntariamente… o que traduzo definitivamente não é para crianças.

Aconteceu uma coincidência estranha. No mesmo dia que traduzi um capítulo extremamente pesado de A Princesa WeiYang (que coloquei um aviso no começo avisando que é pesado, e que foi desconfortável traduzir), tomei conhecimento de que uma menina lia algo meu. Não sei se são meus livros ou traduções, mas uma menina leu algo que passou pelas minhas mãos.

E nada que tenha meu nome deveria ser lido por uma criança.

Esse é um problema na literatura brasileira: a inexistência de uma indicação etária. Acho que na minha concepção, naquelas ideias perfeitinhas, isso é algo que deveria existir para todos os tipos de publicações escritas. Por mais que não sejam visuais, por mais que várias vezes tenham um vocabulários rebuscado que uma criança não entenderia, mas existem materiais que não são para todas as idades, e isso deve ser avisado. Um responsável deveria saber que aquilo que a criança consome em livros, quadrinhos, não são apropriadas para a sua idade, e a criança deveria saber antes de ler se terá algo que seja forte demais para ela.

Acho que já falei sobre uma reportagem de anos atrás que assisti e me deixou indignada: acho que todos que conhecem um pouco sobre mangás, sabe que Gantz é uma obra famosa pela sua violência exagerada e nudez feminina, nada que uma criança deva ler. E a tal matéria era sobre um festival de mangás e animes, falando dos quadrinhos para a criançada, que era importante ler, para que os pais levem as crianças… E enquanto ela falava isso, passou a filmagem de vários volumes de Gantz, e depois de um menino que parecia ter 8 anos lendo Gantz na frente de uma estande de Gantz…

O quê?

Mas talvez essa preocupação seja hipócrita e nada prática. Temos crianças assistindo novelas das 9, jogando games como GTA, produzindo e ouvindo funks proibidões, vendo vídeos no youtube com conteúdo impróprio, tendo como ídolos pessoas como Anitta, Pabllo Vitar, uma dúzia de ícones pops internacionais. Só conteúdos que apelam para o sexo, sensualidade e violência para vender. Nada que nenhuma criança deva ter acesso. Mas quantos pais e responsáveis se importam em fiscalizar o que seus filhos tem acesso? Pouquíssimos. E o que acho mais importante: como é vista pelos coleguinhas a criança que tem pais com tal discernimento? Definitivamente não tem muitos amigos.

Eu realmente não sou daquelas pessoas que acham errado e pecaminoso a prostituição, a homeafetividade, o sexo, sou sim a favor da liberdade de expressão, mas tem o fator onde. Ler algo pornográfico, ouvir uma música cheia de palavões e conotações sexuais, assistir vídeos de um youtuber ingerindo álcool e xingando, ver a diva pop do momento ser extremamente sexualizada (mas dando a desculpa de que está exercendo a sua liberdade sexual, é claro! mesmo que se comporte e se exponha da mesmíssima maneira que as antigas divas pops faziam, na época que tudo era para sexualizar o corpo feminino)… Tudo isso é sim extremamente excitante para uma criança, algo que ela vai ter interesse, por ser do mundo dos adultos. Mas que não deveria ser acessado por elas. Ou feito para elas!

Às vezes acho que textos como esse fazem com que eu pareça uma pessoa extremamente conservadora, para o que acho que não sou… Só faço algumas vezes perguntas que ninguém costuma fazer, e encontro respostas que ninguém quer admitir. Mas qual é a tamanha diferença entre o escândalo da galeria de artes no ano passado, no qual uma menina tonou um homem nu em uma exibição, e mostrar para uma criança a todo momento coisas sexualizadas?

E mais: é sobre minha birra com o cenário dos movimentos sociais, que me fizeram abandonar a luta há anos. Parece que boa parte dos adultos se esquecerem de como eram crianças, do que sentiam quando eram crianças, seus medos, suas angústias, sua aflição, do pensamento. E o pior é quando tem filhos… É como aqueles casos que aparecem vez ou outra na televisão, de pais veganos dando para seus recém-nascidos comida vegana que são inapropriadas para a idade e fazendo com que a criança seja hospitalizada. Tudo no mundo tem uma idade apropriada para se receber. Falo dos movimentos sociais já que é mais “a minha praia”, o conservadorismo está quase a mesma coisa!

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Atualização dia 25/05/18 no blog de traduções

Atualização! Novos capítulos!

Mas primeiro, as notícias importantes… SOBRE MIM!

A primeira parte da minha série traduzida para o inglês já está disponível para venda em uma plataforma digital (com o nome da série em vez do nome do livro… e foi culpa minha mesmo… e logo será corrigido!). Explicando: a editora já enviou o livro para a aprovação em várias lojas, e também para a impressão, e por isso será publicado aos poucos, e sem pré-venda. Depende de quando aceitarem. Para quem tem coleguinhas internacionais que leem e-books, aqui está o endereço para a compra no KOBO. E está sendo vendido relativamente bem! Meu grande medo era que ninguém comprasse, e tem pessoas comprando (só ainda não tive acesso a vendagem…), e agora o livro está sendo o 231 mais vendido em Science Fiction & Fantasy, Fantasy, o que era muito mais do que eu esperava. E subiu de posição desde a última vez que vi!

Agora, o que deve interessar a você!

Capítulo 22 de A encantadora cortesã: Mei Gongquing

Capítulo 2 de A Princesa Wei Yang (caso não tenha visto, é uma tradução nova no blog)

E QUEM ENTENDER INGLÊS E ESTIVER INTERESSADO EM DOAR ALGUMAS HORAS SEMANAIS PARA A ALEGRIA ALHEIA, GOSTARIA DE ENTRAR COMO TRADUTOR EM UM FUTURO GRUPO DE TRADUÇÃO? E CASO ENTENDA SÓ PORTUGUÊS, QUER VIRAR UM REVISOR?

A Fairy’s Tale – part 1 : “The Story’s Villain” Series in KOBO STORE

Finally the first virtual store put this book to sales. I was waiting for the release from the stores, and now it’s KOBO’s.
Not that I’m expecting the bandage to reach the 100 best sellers overall, but in the morning it was at number 21578 in Science fiction and fantasy, Fantasy, and now it’s 245 in that category!
But still only the sale in digital form, soon will be released in physical format.

Link on picture!

Valetina Linz (1)

Finalmente a primeira loja virtual colocou esse livro para vendas. Estava esperando a liberação pelas lojas, e agora saiu a da KOBO.
Não que eu esteja esperando que a vendagem chegue aos 100 mais vendidos no geral, mas de manhã estava no número X em Ficção científica e fantasia, Fantasia, e agora está 245 nessa categoria!
Mas ainda só está a venda na forma digital, logo será liberada no formato físico.

Link na imagem!

Nova tradução: A Princesa WeiYang, e algumas conversas


Olá, querido leitores, e também potenciais leitores.
Queria começar compartilhando o começo do meu dia com vocês. Geralmente costumo natalmente acordar muito cedo, assim tem um tempo desocupada, o que geralmente gasto lendo alguns novos capítulos de livros asiáticos que acompanho. Assim, a primeira coisa que faço é entrar na internet, pegar esse capítulos, colocá-los num arquivo do word e então passá-los para o meu Kindle.
E a primeira coisa que percebi era que finalmente chegou um dia que estava aguardando ansiosamente: a Qidian finalmente liberou a sua tradução do livro no qual o drama Agentes da Princesa foi baseado.
Para quem não sabe, esse livro estava sendo traduzido, mas a sua tradução parou. Porém, a tradutora que fazia o trabalho fez isso por motivos pessoais, mas ao invés de liberar para que um outro tradutor continuar, ela agarrou o livro e não quis soltar. Falou por meses que estava quase terminando o próximo capítulo, que não tinha abandonado a tradução… e considerando que é um dos meus livros favoritos, não tive uma reação positiva a isso. Só que a Qidian Internacional decidiu fazer a tradução desse livro, e finalmente liberaram os primeiros capítulos! Aqui está a página: The Legend of Chu Qiao: Division 11’s Princess Agent . Considerando o ritmo de tradução deles, logo alcançará onde a primeira tradução parou.
Então, já nessa felicidade, recebi um popup de um novo e-mail.
É só a autorização para a tradução de um dos livros que eu tinha pedido.
A Princesa WeiYang. Aquela Princesa WeiYang. A mesmíssima princesa Wei Young que foi o drama do ano de 2016, que várias pessoas adoram.
E agora será traduzido em português!
E como eu sou eu, já tinha traduzido DOIS capítulos do livro logo depois de enviar esse convite, e fazer a página de um livro é rápido, já vou publicar um capítulo. Já vou mudar de assunto!
Há um motivo pelo qual eu traduzi esses dois capítulos antes de enviar o convite: treinar a tradução, é claro, e Mei Gonqging. Não sei se você me acompanha nas redes sociais, mas nesses dias estou desabafando sobre a frustração de decidir traduzir esse livro. Acho que o escolhi pelos motivos errados, e definitivamente sem pensar muito.
Mei Gongqing é sim um livro espetacular, lindo, bem escrito, e ainda falta muita tradução para você ver como ele é único. E é sério, pode se preparar para coisas que vão surpreender você, que você não imaginava que aconteceria nesse livro. Em questão de reviravolta, Mei Gongqing é quase um Game of Thrones! Contudo…
São pouquissimos os livros chineses com protagonistas femininas traduzidos para o português, e nenhum poderia ser chamado de do mesmo gênero que esse. Falando de livro do gênero de renascimento (fiz um post sobre isso, dá uma olhada no menu), que sempre tem a mesma premissa, ele é o diferente, mesmo que seja parecido. Até quando fiz uma leitura de leve dos primeiros capítulos de A Princesa WeiYang vi um comentário de alguém comparando esse livro com… Mei Gongqing! E só adiantando, não acho que os dois livros se desenvolvam de maneira semelhante, mas é inegável que o começo é parecido, já que todos os livros de renascimento com protagonista feminina são parecidos: a mocinha viveu uma vida miserável, então foi traída pelo marido e geralmente uma parente ou amiga, é assassinada ou obrigada a cometer suicídio, volta no tempo e decide concertar tudo.
Aquilo que sempre para mim se destacou em Mei Gongqing é algo que não mencionei acima. Geralmente a mocinha é alguém com status, nascença, relativamente altos, e era esperado que tivesse uma vida maravilhosa! Mas é usada e feita de boba por todos ao seu redor, confiando nas pessoas erradas, ela perde tudo o que supostamente seria dela e acaba miserável e morta no fim da sua primeira vida. O que não é o caso desse livro. Chen Rong (a protagonista) viveu a sua primeira vida da maneira que supostamente deveria viver, terminando como uma concubina amargurada e rejeitada. A história é a sua busca por uma vida que ela jamais poderia ter sendo quem ela era. Por isso mesmo para mim não há, pelo menos com uma tradução para o inglês, um livro que seja parecido com esse. Assim, tudo o que para mim seria grandes pontos positivos para Mei Gongqing, acabam se perdendo por estar sozinho no mundo do português.
Só para mencionar, tem sim um outro livro muito parecido com A Princesa WeiYang que está sendo traduzido nesse momento, The Rebirth of the Malicious Empress of Military Lineage.
Contudo, o que mais me frustra na tradução desse livro é a linguagem. Já falei o tanto que admiro a tradutora para o inglês por conseguir traduzir isso do mandarim, e uma salva de palmas para mim por também estar fazendo isso com o português. A linguagem do livro por vezes é sim poética, o que torna difícil de traduzir algumas passagens, o que me obriga a ficar algum tempo parada, planejando como traduzirei uma simples frase. Costumo traduzir (e sim, já traduzia como freelancer antes – e quem quiser me contratar, basta entrar em contato) sem pensar muito, olhando fixamente para o texto em inglês e escrevendo sem parar em um outro arquivo (não uso nenhum programa especial para tradução, só o bom e velho word). Fazer essa pausa para planejar uma frase é algo que não sou acostumada a fazer, e também que me faz gastar um bom tempo em cada capítulo, mesmo que os pequenos. E ainda não costuma sair algo bonito disso. Além disso, o vocabulário usado é cheio de palavras pouco usadas, que obviamente não conheço, e tenho de recorrer ao famoso Google Tradutor com frequência para saber o significado. E várias vezes nem esse programa reconhece a palavra ou expressão, tendo de usar o Urban Dictionary mesmo… Quando chego nesse nível, é porque a palavra é verdadeiramente obscura.
Por tal razão traduzi A Princesa WeiYang antes de pedir a autorização… Dois livros extremamente líricos ao mesmo tempo eu não consigo! Mas Princesa WeiYang, ah… Princesa WeiYang! Só tiro a mão do meu teclado quando esqueço o significado da palavra em português!
Então… isso significa que ficarei com dois projetos ao mesmo tempo. Costumava publicar dois capítulos de Mei Gongqing em média, quando não tinha algum problema, mas agora será só um capítulo, junto com o de A Princesa WeiYang. Contudo, eu NÃO prometo entregar um capítulo inteiro de A Princesa WeiYang todas as semanas. É devido a algo que costuma acontecer com livros de publicação por capítulo chineses, mas que não afetou Mei Gongqing. Em geral os primeiros capítulos são pequenos, mas logo dobram, triplicam de tamanho. O atual grupo que traduz esse livro não publica um capítulo inteiro, geralmente agora está sendo meio capítulo por semana.
E sim, é um grupo de tradução, com mais de um tradutor, só para um livro.

Ainda não tinha feito um post mesmo no blog sobre isso.
Estou pensando e começando a recrutar pessoas para formar um grupo de tradução só de livros asiáticos com protagonistas femininas. Ainda nem está sendo pensado direito, já que não tem nenhum voluntário como tradutor ou revisor. Com isso talvez possa ser entregues os capítulos de Mei Gongqing e A Princesa WeiYang mais rápido, caso seja decidido ter vários tradutores para o mesmo livro, ou então ter mais livros traduzidos. Pessoalmente, eu entregaria um desses projetos para um outro tradutor caso queira… na realidade, peguei a autorização da tradução de A Princesa WeiYang para um tradutor, com a ideia de que começarei e alguém continuará…
Por isso, se tem conhecimento de inglês ou português, interesse em ser tradutor ou revisor, contacte-me. Só para ter uma estimativa do tempo que você gatará por semana dedicado a isso, eu gastei menos de duas horas na tradução desses capítulos de A Princesa WeiYang, e gasto em média de duas as tês horas para traduzir Mei Gongqing.

Mas falando em autorização… O atual grupo de tradução NÃO tem a autorização para a tradução de A Princesa WeiYang, porém eles me autorizaram a usar o seu material produzido. E perderam o contato com o tradutor original, assim não sei se o primeiro grupo de tradução tinha autorização da autora ou da editora, mas eles tem a autorização desses para continuar a tradução que foi feita. Então, basicamente eu tenho a autorização sim de traduzir esse conteúdo produzido pelos dois grupos, que foi expressa, mas eles oficialmente não tem autorização. Assim, ‘oficialmente’ eu tenho em quem jogar a culpa caso aconteça algo, e se por algum motivo o atual grupo tiver algum problema (o que devido ao backlash que a Qidian sofreu no ano passado é improvável de acontecer, ainda mais se tratando de um grupo que NÃO lucra com a tradução), apagarei essa tradução.
E falando em polêmicas, talvez você ouviu falar sobre o escândalo de plágio que esse livro teve, no qual a autora foi acusada de plagiar XYZ livros, tendo só poucos parágrafos que ela mesma escreveu. E esse escândalo já foi solucionado, provado que NÃO houve nenhum plágio. O que aconteceu? Bom… como já chegou até aqui, você deve se lembrar que há pouco tempo mencionei que livros do gênero de reincarnação tem um enredo parecido, assim, é obvio que encontrará muita coisa parecida em outros livros. E a quantidade de livros com os quais ela foi acusada de plagiar é realmente XYZ, se não me engano, eram mais de mil livros. Provavelmente o que ocorreu foi alguém usar um programa pouco calibrado para detectar plágio e encontrado uma semelhança de partes entre A Princesa WeiYang e diversos outros livros, o que é realmente esperado quando tem um gênero com livros parecidos. O problema seria se encontrasse uma semelhança gigantesca com poucos livros, o que significaria que a autora estaria copiando esses livros, mudando algumas palavras.

Então… AQUI ESTÁ O ENDEREÇO DA PÁGINA DE A PRINCESA WEIYANG!
E… como já está pronto… AQUI ESTÁ O PRIMEIRO CAPÍTULO! Sexta feira teremos pelo menos mais um capítulo, e provavelmente só!

Tudo o que você precisa saber sobre o NovelUpdates

(Esse post foi feito com o intuito de facilitar a leitura de ‘novels’ asiáticas. Faz parte de uma série de posts. Acesse a sessão de TRADUÇÕES desse blog para ler os demais posts)

novelupdates.com screenshot

Se você gosta de livros, novels, de origem do leste asiático, você sabe que esse site existe. Se gosta de ler algo japonês, chinês, coreano, tailandês, de algum lugar assim, você já deveria saber sobre o novelupdetes. Se ainda não sabe, diagamos que essa é a prova que você é um novato.

Em primeiro lugar, o endereço do site:

www.novelupdates.com

E o que é esse site? Ao contrário do que alguns possam imaginar, ele não é um site de hospedagem de livros, mas sim um indexador. O que isso significa? Que ele não hospeda nada, mas mostra que existe, e ainda mostra em que lugar na internet isso está. O que esse site indexa? Livros asiáticos traduzidos para o inglês e disponibilizados de forma gratuita.

E como vejo muitos falantes da língua portuguesa no site, mais precisamente no fórum do site, decidi fazer esse guia para quem não conhece ele. Sim, é em inglês, mas se você não se importa com a qualidade, basta colocar qualquer link nesse site, ou ainda nesse site (que está cada vez melhor) que terá o seu texto em português com vários erros!

(Tem algo que me incomoda em chamar esses tipos de livros de webnovel, light novel, novel… Eu chamo tudo isso de livro, por causa da minha concepção do que é um livro!)

o NovelUpdates é o lugar no qual todos os tradutores em inglês de livros asiáticos que disponibilizam a tradução de forma gratuita na internet, seja por blogs, sites de editoras, grandes e pequenos grupos de traduções… a única condição para colocar um link para um site contendo um livro é que seja uma tradução asiática, e que seja gratuito. Quando descoberto que uma dessas duas regras é quebrada, a moderação do site tira o link na hora.

Sim, estamos lidando com o universo maravilhoso do “é de graça”. Todos os livros nesse site tem que ter uma maneira pela qual o leitor possa conseguir ler um livro de graça. Mesmo que uma certa editora e alguns tradutores ofereçam modos de adiantar capítulos e acessar capítulos ainda não publicados através de pagamentos, esse material terá de ser disponibilizado como gratuito depois de algum tempo. Se contrariar isso, some do site!

Saber como a publicação de capítulos nesse site funciona é como saber como a publicação desse tipo de livro nessa parte de mundo funciona. Não é tudo publicado de uma só vez, no formato de livros físicos ou e-books. É cada capítulo por vez, como no wattpad, porém as próprias editoras fazem isso. Assim, costuma ser traduzido um capítulo por vez. Ao menos eu nunca vi um livro sendo traduzido de uma vez sendo colocado nesse site.

E também é por isso mesmo que algo importante ao entrar nesse site e escolher algo para ler é verificar as datas. Ninguém é obrigado a traduzir nada, e a traduzir com frequencia para estar nesse site, só tem que traduzir. Por isso, existem sim os livros que são atualizados mais de uma vez por dia, várias vezes na semana, uma vez por semana… e também aqueles que não randomicamente traduzidos, e traduções abandonadas.

Por esse motivo eles tem a “regra dos 3 meses”. Um  novo tradutor só pode indexar o link da continuação de uma novel abandonada (ou ainda retraduzir) depois de 90 dias sem novos capítulos do antigo tradutor. E isso não significa que depois de 90 dias abandonado, um livro terá um novo tradutor. Terá de ter alguém interessado nisso.

Ainda, acho que falo várias vezes aqui sobre autorização. Autorização do autor e/ou da editora para que o livro seja traduzido, principalmente se o tradutor decidir colocar propagandas na tradução, ou pedir por patronagem. Pessoalmente, acho que isso é o ético a ser feito, considerando que é o trabalho de outras pessoas (e como escritora E tradutora, escrever é sim infinitas vezes mais difícil do que traduzir), e elas devem decidir o que podem ou não ser feito. Contudo, esse não é um critério para a inclusão de uma obra. Em geral, principalmente depois de um certo incidente no ano passado, os tradutores borram de medo de serem processados, por isso boa parte tem autorização para traduzir. Mas não todos.

Mas como devo usar o site? Aconselho seriamente a fazer uma conta no site, já que é a melhor forma de aproveitá-lo por um motivo simples: os User Tools. Que são 3:

  • Reading List: permite que você faça listas de livros, e nessas listas, estará a opção de marcas o último capítulo lido, e aparecem novos capítulos não lidos. Nem preciso mencionar o quão isso é útil para quem acompanha um livro… Ademais, permite a criação de várias listas, e logo no começo da página de cada livro, há a opção para você colocar um livro em uma lista. Eu tenho 4 listas: livros que estou lendo, livros que li e foram finalizados, livros que talvez eu leia, livros abandonados.
  • Release Filtering: dá a opção de filtro para quais tipos de livro você quer nos seus feeds na página inicial. Para mim é importante, já que eu posso me interessar por algum livro por causa do título, mas que não vou gostar por causa de algum conteúdo. Assim eu não recebo nada nos meus feeds que sejam de “harem” e “lolicon”, já que são duas coisas que eu não leio!
  • Series Filtering: não faço a menor ideia para o que isso serve… mas os dois primeiros são úteis!

Bom… como já disse, na página inicial, mesmo para quem não tem uma conta, tem o feed dos últimos capítulos indexados no site. Nada que seja muito útil para quem está procurando algo para ler, já que as únicas informações que mostra é o título e a página do livro no site, o último capítulo e seu link, e o grupo de tradução. No máximo vai encontrar um título interessante… Por isso o que é realmente interessante é a barra de menu lateral (e se você for um usuário, a barra User Tools estará abaixo dessa barra).

Em primeiro lugar tem o link do forum do site, que é… um fórum. Em inglês. Mas é nesse espaço que tem discussões sobre os livros, spoilers do material ainda não traduzido, pedidos de tradução e continuação de tradução…

Então, vem algumas ferramentas úteis para você procurar algo para ler:

  • Novels Listing: uma lista com todos os livros que estão no novelupdates. Não é de maneira alguma a forma mais prática de achar um livro, mas você pode usar os Filters para saber quais são os livros mais lidos, quais são mais atualizados…
  • Random Novel: um livro qualquer vai aparecer quando clicar nessa página. Também nada muito preciso com o seu gosto…
  • Series Finder: é a ferramenta mais útil para descobrir algo para ler. Por isso está destacado. Aparecerá uma série de filtros para selecionar uma tradução que possa interessar você. Você pode escolher a língua de origem (e acreditem em mim: cada país tem uma “escola” e “estilo” literário, por isso é importante), frequência de lançamentos, gêneros, tags, a forma com a qual você quer a lista… É o modo perfeito de encontrar algo para ler sem perguntar por alguma recomendação.
  • Latest Series: é uma ferramenta boa para veteranos, quando quer encontrar algo novo, que não leu ainda. São os livros que são adicionados no site, as novas traduções (mas não a continuação de uma tradução). Minha dica nessa área é a de sempre ir na página 3, 4, já que são novas traduções, mas já estão há mais de uma semana no site. Com isso, você verá se é só um livro que terá só um capítulo traduzido, ou então estão traduzindo de verdade esse livro.

E sim, isso é algo que acontece muito no site: uma pessoa que sabe uma língua asiática gosta de um livro, mas não tem o interesse de verdade de traduzir. Então faz a página do livro e traduz só um capítulo, na esperança que os leitores gostem desse material e peçam para que algum tradutor pegue esse projeto. Nem preciso mencionar a quantidade de livros que só tem um capítulo traduzido. Ou a quantidade de livros que foram abandonados depois de poucos capítulos…

Já falei dos menus, agora vamos falar da página do livro!

Terá o título, abaixo dele a opção de acrescentar em um lista para quem tem uma conta no site. E a capa e a descrição… e depois disso duas coisas extremamente importantes! Genre e Tags! São vários links que não mostrar exatamente o que tem nesse livro. Seja o gênero, um aviso de algo que terá na história, a classificação etária se for algo pesado… Bom, como eu não gosto de livros com “harem”, não vou começar a ler um livro que terá isso durante a história, por mais que eu goste da sinopse.

Também terá algumas recomendações de livros parecidos, feitos por membros do site (e acho que mais pessoas deveriam participar das recomendações, são poucos os que fazem isso… e eu não faço.). Então finalmente chegamos nos links dos capítulos! O indexador! Basta clicar no número do capítulo que você vai ser enviado para o site do tradutor, nesse exato capítulo. Não clique no nome do tradutor, já que não será direcionado para o site dele, e sim para a página do grupo do novelupdates. Caso goste desse grupo, encontrará todas as traduções deles!

Depois disso terão as resenhas, que são poucas pessoas que fazem…

Minha dica pessoal para esse site é que abra a sua mente para novas possibilidades. Tem traduções de todos os tipos de livros. Livros que fans de mangá gostarão por serem parecidos com eles, livros que quem não gosta de “coisas asiáticas” gostarão. Tem tradução de todos os tipos de livros.

Resenha: Os Treze Porquês (Thirteen Reasons Why), por Jay Asher

Título: Os Treze Porquês (Thirteen Reasons Why em inglês)

Autor: Jay Asher

Língua lida: por incrível que pareça, foi em português. Para comprar, aqui está o link na Amazon do livro.

Tem em português: ligeira impressão que sim… Mas não tenho certeza, só a impressão, já que li em português e tudo mais…

Série: não vi mais do que 2 capítulos. Procurem na netflix para quem tem conta.

Sinopse:

Thirteen Reasons Why é narrada por Clay Jensen, um rapaz que ao voltar um dia da escola, encontra na porta de sua casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker, uma garota que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Não é que acabei de ler esse livro, e nem que quero aproveitar o momento de divulgação da segunda temporada da série… não, é por isso mesmo que quero fazer essa resenha. Vi que teria uma nova temporada, lembrei do livro e… resenha!

Oh! Vou ter que me expor na internet de novo essa semana… porque esse livro para mim é pessoal. Sim, uma das coisas que aconteceu com a protagonista, aconteceu também comigo. E por isso mesmo que posso falar que esse livro para mim é pessoal, que posso fazer uma resenha do livro sendo que li ele há anos: minha identificação com a protagonista é enorme.

E por não lembrar, não mencionarei o nome de nenhum personagem. Só “a protagonista”, e “o protagonista” e indicações de personagens.

Não me lembro de nada impressionante na proza desse livro. Nada de muito enfeitado, nem nada muito cru, é uma narrativa simples. O que chama e prende a atenção o tempo todo é a história.

Vamos a polêmica! Os Treze Porquês é um livro que incentiva o suicídio? Na minha visão, é um livro sobre suicídio, com uma parte da narrativa mostrando os pensamentos e os raciocínios de uma garota depressiva que no fim se suicidou. Mostra assim como ela chegou a cometer suicídio, que acho que é o resumo do livro: o que faz alguém se suicidar? É pesado, sem dúvida alguma, mas é mais uma explicação do que uma glamurização do suicídio. Claro que para um depressivo que pensa em se matar, qualquer informação sobre alguém que fez isso é um incentivo… E para quem acha que falar de suicídio é incentivar o suicídio, esse livro incentiva sim isso, mas é porque está enviesado.

E é essa a questão que fica para aqueles que vão conviver com o pós suicídio de alguém com quem conviveram: porque essa pessoa fez isso. Os Treze Porquês mostra porque uma certa jovem, em um certo universo fictício, chegou a esse ponto.

A história começa no pós suicídio da protagonista, quando o protagonista não consegue entender o motivo pelo qual ela se matou. Ele gostava dela, mas nunca fez nada a respeito disso. E algum tempo depois, recebeu em casa um pacote cheio de fitas, enumeradas.

E quando ouve a primeira, descobre que foi a protagonista quem gravou, e diz que queria contar o motivo pelo qual ela suicidou, e que haviam 13 pessoas que a levaram a fazer isso, e que era para cada um deles ouvirem e repassarem para o próximo, em segredo. Segundo isso, o protagonista é um dos motivos pelo qual ela se matou. Só que ele não faz a menor ideia do que ele fez.

Li o livro anos antes do seriado, e não acompanhei a polêmica que a série causou. Mas li as resenhas da época. Boa parte dizia que todos os motivos que a protagonista atribuía o seu suicídio não pequenos, insignificantes. Algumas pessoas não fizeram nada que alguns achem que fosse pequeno, outros fizeram algo que várias pessoas já superaram. E concordo, foram muitas coisas pequenas e que poderiam ser resolvidas. Mas todas essas pequenas coisas são sim capazes de levar alguém ao suicídio.

Os Treze Porquês mostra o processo depressivo de uma garota. Cada coisinha que acontece vai destruindo algo nela, encurralando ela, acabando com a sua estima. É a destruição sutil que alguns fizeram com ela, é a retirada de qualquer tipo de suporte para que ela pudesse recorrer. Para a situação dela, o suicídio era sim viável.

Por isso mesmo para mim esse livro não é sobre o incentivo ao suicídio, e sim mostrar o peso que nossas ações tem para as outras pessoas. 13 pessoas fizeram algo que no final deixou a protagonista extremamente fragilizada, ao mesmo tempo que a protagonista antes de morrer fez algo que fez a mesma coisa com aqueles que ela atribuía a culpa dela chegar a essa situação. E em momento nenhum acho que ela atribuiu nada a si mesma. É uma obra contra o suicídio.

E como disse no começo, me identifico com a protagonista por ter acontecido algo comigo parecido com o que ela passou. Sim, peguei alguém me espiando em um momento bem íntimo, como ela também foi. E eu tinha quase que a mesma idade dela. E vocês não sabem o que é perder a noção de privacidade, é horrível! Passei anos na minha vida com as janelas fechadas quando estava sozinha, com medo de que alguém estivesse me olhando, e me sentia muito incomodada quando estava sozinha e com a porta e janela abertas; nessa situação, eu verificava a todo momento se tinha alguém do lado de fora. Banheiro só com tudo trancado… E por mais que superei muito isso, ainda de vez em quando eu ainda olho para a janela. E ser espiado e as consequências disso não é algo que você pode contar para qualquer pessoa, e muito menos algo que alguém vá compreender. Ainda bem que eu consegui superar isso, que não aconteceram coisas posteriores que me destruíssem ainda mais.

E para quem gostou desse livro, uma dica de leitura: A Lista Negra.