Resenha: Destino da fênix (Phoenix Destiny), por Yun Ji

Título: Destino da fênix (Phoenix Destiny em inglês, Thiên mệnh vi hoàng 天命为凰 em mandarim)

Autor: Yun Ji

Língua lida: inglês, pela Gravity Tales

Tem em português: tem em um site extremamente obscuro, que usa tradução mecânica e que não aconselho ninguém a ir para dar dinheiro para os donos. Entre no link da Gravity Tales usando o Google tradutor se quiser ter a mesma experiência de leitura, mas de maneira honesta…

Sinopse traduzida por mim:

Lu Mingsu nunca acreditou em destino.

Ela não acreditou nisso quando seu pai recasou e fez com que a família dela se quebrasse em pedaços, nem acreditou nisso quando ela foi jogada em um vale para perecer.

Ela não acreditou nisso quando ela não tinha nenhum recurso financeiro para que pudesse cultivar, nem acreditou nisso quando ela foi caçoada por todos

She climbed up little by little from dust, while her reign soared into the sky, which caused the world to look on in fear!

Ela subiu de pouquinho em pouquinho da sujeira, quando seu reinado se elevou até os céus, ela fez com que o mundo olhasse para cima com medo.

Se a justiça não viesse, ela iria pessoalmente a obter.

Se o destino me desdenha, eu abrirei meu caminho para sobreviver.

Não importa o que o destino jogue para mim, eu com certeza irei me tornar uma fénix.

(Só para os desavisados: fênix é o simbolo ocidental para uma imperatriz, logo o de uma mulher poderosa)

Esse é o xianxia mais xianxia que acho que lerei na minha vida, e o motivo é muito simples. Caso vocês já conheçam algumas reclamações minhas, não leio livros chineses com personagens masculinos, com raras excussões. E Destino da fênix tem o estilão de um típico xianxia, mas com uma protagonista feminina.

Não é um livro que leio já faz algum tempo, comecei há pouco tempo. Mas já me cativou.

Como mencionei, é aquilo que se espera de um xianxia, mas com uma protagonista feminina. Tem situações semelhantes, histórias parecidas, mas risco algum de encontrar uma objetificação da mulher e nem um harém à caminho. Não fazendo militância feminista aqui, mas eu, como uma fêmea hétera, não tenho estômago para muito do que é publicado nesse gênero. Assim, com Destino da fênix, posso satisfazer minhas necessidades de xianxia! Tem muita luta, muita cultivação (se você sabe o que é xinxia, você sabe do que estou falando, se não sabe, vai pesquisar ou faça como eu: aprenda na marra lendo livros), muitas caçadas, muitas competições, muito tudo.

Nessa onda de transmigração, é refrescante não ter isso no livro. Ao invés de uma jovem inocente ser vitima e vir uma alma no corpo dela para se vingar de todos, a protagonista tem que assumir esse papel por si mesma e se superar para conseguir seus objetivos.

Lu Mingshu é a protagonista. Ela vivia com o pai e com o avô e a mãe doente em uma vida pacata até o dia que chega um papel de divórcio para a sua mãe. O seu pai se casou na família dela, o que para a sociedade, é considerado como se o status dele estivesse abaixo do de sua esposa, o que é humilhante. Mas ele fez isso já que a família tinha recursos para gastar para que ele pudesse cultivar, o que é bem caro. Antes mesmo da filha nascer, ele saiu para se tornar mais forte, e oficialmente melhorar a vida da família.

Só que o pai de Lu Mingshu é um salafrário de primeira, mas também talentoso! Conseguiu entrar em uma grande escola (uso o termo escola, já que não gosto de seita), mentiu para todos e logo se casou com a filha de um dos grandes mestres do local, tendo dois filhos com só um ano de diferença de Lu Mingshu. Quando conseguiu se tornar o chefe do local, mandou o pedido de divórcio para sua antiga esposa, e ainda mandou pessoas caluniarem aquela família, dizendo que eles obrigaram ele a se casar, que o humilhavam… essas coisas. O que fez com que seu avô morresse. E depois de irem para a escola para tentarem falar com o marido, ele mostra a data do divórcio, que foi escrita como se fosse anos atrás, fazendo com que sua mãe fosse ridicularizada, o que agravou o seu estado de saúde e logo faleceu.

Assim, Lu Mingshu estava sozinha no mundo e cheia de dor. Como o pai ainda era pai, ele nos olhos de todos tinha que cuidar dela, então a colocou na sua escola, mas sob a tutela de um dos maiores gênios, que só teve a sua cultivação estragada e agora vivia recluso. Lu Mingshu descobriu assim que o mundo era governado pela lei dos mais fortes: por mais que a sua família estivesse certa, aos olhos de todos, eles eram os errados, já que acreditavam no seu pai, já que era poderoso. Então ela jura vingança, e que se tornará mais forte que o seu pai.

E não é um dramalhão, tudo isso aconteceu em cerca de 5 capítulos.

Gosto da Lu Mingshu. Ela é destemida sim, mas não uma completa psicopata como muitas protagonistas que vi. Ela é esforçada e justa, disposta a se sacrificar por outras pessoas dependendo da ocasião. Passa sim por dificuldades para cultivar devido a sua história, mas também consegue arranjar uma certa maneira de obter algo que traz uma vantagem em comparação com todos.

De forma geral, esse livro tem alguns personagens principais interessantes e de personalidades claras. Só que tenho um problema com a quantidade de personagens “não memoráveis” nesse livro. São muitos personagens que são apresentados do nada, e você acaba perdido na história deles. No momento da tradução estou passando por isso, não me lembro da história de metade dos personagens envolvidos.

E terminando a resenha como sempre com um peonagem injustiçado, esse é o irmão de Lu Mingshu, o por parte de pai. E a mãe dele talvez, mas ela não aparece muito. É um rapaz que é tido como um gênio, que sempre teve tudo do bom e do melhor, o qual ninguém poupa nada para sua cultivação. Então do nada ele descobre que é o filho da segunda esposa (o que significa que é inferior ao da primeira esposa, mesmo que o seu pai não trate Lu Mingshu bem de maneira nenhuma, sendo que nem vê ela e dificulta a sua vida), e todas as vezes que se reencontram, são comparados. E sempre comentam sobre as facilidades de vida dele e das dificuldades dela, o que o faz se sentir como inferior.

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