Um clássico das fadas madrinhas, salvar a donzela indefesa..jpg

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Resenha: Filha das Trevas, de Kiersten White

Título: Filha das Trevas (And I Darken na língua original)

Série: The Conquerors Saga (A saga dos conquistadores, em tradução literal)

Autor: Kiersten White

Língua lida: Inglês

Tem em português: sim

Link para compra: Filha das Trevas
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Talvez esse livro tenha algumas situações que alguns ocidentais podem achar perturbadores, que é um harém. E dramas chineses em haréns é algo que gosto, e com grande vergonha, por isso não me incomoda tanto. O que significa que o par romântico tem um harém, e como eu disse que pode ser perturbador, isso significa que ele usa o harém, você sabe como!

Se você acredita 100% na monogania ou se importa com romances, esse livro não é para você. Caso não, vá fundo! Esse não é um romance.

Já faz algum tempo em que li esse livro e deixei para fazer a resenha depois, já que estava sem tempo (preguiça na verdade), por isso só vou colocar algumas impressões que tive. Minha memória não é das melhores… E como estou com preguiça de pegar o arquivo do livro e abrir, vou chamar a protagonista de protagonista, o irmão dela de irmão, o príncipe de príncipe e o pai da protagonista de senhor Dracul.

Vemos o desenvolvimento da protagonista na história, e isso num sentido literal. Temos seu nascimento no primeiro capítulo, ela com poucos anos nos próximos, e vai ganhando números, até o final, no qual já é uma adolescente. E tudo é muito proporcional, não é uma infância de 2 capítulos, uma pré-adolescencia de 1 e já crescida por 50. Não sou particularmente fã disso, mas tem aqueles que gostam.

Por falar em números e coisas que não gosto, os capítulos são ridiculamente pequenos.

Na época em que fui apresentada a esse livro, há cerca de um ano atrás, devo admitir que não me empolgou. Porém, alguns dias antes do lançamento, fiquei extremamente empolgada. A premissa de uma moça Drácula (não o vampiro, mas a figura histórica) cria expectativas mesmo! E logo na capa prometem empalhamentos… que não tem na história desse livro! E conhecendo a história de Drácula, a narrativa desse livro não chegou no momento em que ele ficou conhecido como o Empalador.

É interessante ler essa adaptação sabendo de como se desenrolou os fatos na realidade, sabendo que o fato de ser mulher vai mudar os fatos.

Só estou falando mal dele, mas o livro é bom, 4 estrelas! Extremamente bem feito, mas tem essas coisas que me irritaram.

A imagem da protagonista foi exagerada há história inteira, o que não a tornou acessível. É uma bruta cabeça dura que vai sempre para o caminho errado, e seria a versão humana do Demônio da Tasmânia. Ao fim, deu a impressão que todos ao seu redor amadureceram, só ela que permanece estacionada no tempo. Ela era uma criança brigona e sádica, e permanece na infantilidade.

A protagonista é filha do meio de Dracul, o “governador” da Valáquia. Ela tem dois irmãos, o mais velho que aparece poucas vezes, filho de um relacionamento dele fora do casamento, e o mais novo, aquele que é o “irmão”. E o livro é sobre os dois, a protagonista e o irmão, com narrativas voltadas para eles. Enquanto já disse como endiabrada ela é, o irmão já é mais calmo, racional e adaptável. Se não fosse as desavenças que eu tive com ele, seria meu personagem favorito. Eles são enviados ao Império Otomano como reféns pelo seu pai. A protagonista não gosta, o irmão gosta.

Logo eles esbarram com o príncipe, e começam uma amizade com ele. E aí cria o triângulo amoroso. Isso mesmo, um triângulo amoroso que não é bem um triângulo amoroso. O irmão se apaixona pelo príncipe, o príncipe se apaixona pela protagonista, e a protagonista só gosta da Valáquia. E harém, harém, harééém! Pronto, terminei de escrever sobre o romance no livro.

Então boa parte da história se passa na vida deles no Império Otomano, cuja política é a peça chave. Diria que essa é uma história de intrigas políticas e militares, além dos jogos de poder. Os dois irmãos passam de reféns para peças principais na política, mesmo que sempre tenham a fragilidade da origem de seus laços. Também tem o desenvolvimento e os desentendimentos constante entre os irmãos.

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Resenha: Air Awakens, por Elise Kova

Título: Air Awakens (despertar do ar, em tradução livre)

Série: Air Awakens

Autor: Elise Kova

Língua em que li: inglês

Tem em português: Não, e duvido que não terá

Link para compra: Air Awakens (Air Awakens Series Book 1) (English Edition)

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Essa é uma autora para quem gosta de Sarah J. Mass acompanhar. Obviamente temos diferenças de enredo e estilo, mas creio que quem gosta de uma, vai gostar da outra. E o mais importante para mim, estou conseguindo ler o segundo livro! Tenho esse problema em acompanhar a Sarah… Estou lendo o segundo livro e ainda não estou entediada.

É uma história de alta fantasia, e rumores dizem que é baseado em Avatar the Last Airbender, o que não posso confirmar por não conhecer essa obra. Também me deu muito a impressão de que é definitivamente uma história contada em série, mesmo que o pequeno enredo foi desenvolvido até se resolver no final da história. Sensação de que esse livro é um prólogo.

Se passa no reino de Solaris, que está em uma guerra, a qual nem é vista nesse volume. Nesse local, os habitantes são ensinados a temer aqueles que conseguem fazer mágica e os feiticeiros são discriminados por isso. Um spoiler: eles têm mesmo motivo para ter medo.

A protagonista Vhalla Yarl é bem indecisa, o que não posso reclamar já que é essas indecisões que fazem a narrativa correr. Um comentário: o sobrenome eu arriscaria dizer, mas o nome dela é infalável! Ela tem um cargo baixo na biblioteca, e por falarmos em baixo, Solaris tem uma sociedade bem hierárquica. Então um dia ela salva um homem que caiu da escada ao tentar pegar um livro em uma prateleira alta, e depois ela descobre que se trata do príncipe herdeiro, Aldrik, que é um feiticeiro. E digamos que para uma mocinha pequena salvar a queda de um rapaz fortão, ela tem de ter certas habilidades. Ela é uma feiticeira.

E como toda protagonista preciosa, é claro que ela nasceu com uma habilidade única (uma observação: olha só quem está falando)! Ela é a única capaz de manipular o ar que nasceu nos últimos 150 anos! Só que Vhalla não gosta muito do que é. E salvar o príncipe fez com que uma espécie de elo fosse criado entre eles.

Então, basicamente a partir daí a história é a decisão de Vhalla sobre ela querer ser ou não uma feiticeira. Tem romance e um talvez futuro triângulo não desenvolvido. Acho que é uma série que vale a pena conferir. Estou difícil de agradar esses dias, e me entreti com esse livro.