Resenha: Paper Princess, de Erin Watt

Título: Paper Princess (princesa de papel, em tradução livre)

Série:The royals

Autor: Erin Watt

Língua em que li: inglês

Tem em português: Nenhuma editora ainda publicou uma tradução. Então, sem uma tradução “oficial”. Pessoas espertas entenderam…

Link para compra: Paper Princess: A Novel (The Royals Book 1) (English Edition)

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Sim, esse é o livro que todo mundo que lê em inglês mesmo está falando e você, se não souber essa língua, deve estar morrendo de vontade de conferir. E não é exatamente porque adoraram. Existem dois grande grupos: aqueles que chamam esse de livro do ano, e os que consideram como o pior livro do ano. Qual é o seu lado?

Em primeiro lugar, eu não me importo com o nível de baixeza que um bad boy pode ter em um livro, ele deve ter o mínimo de respeito a dignidade humana do seu par romântico. Em suma, tratar todos como lixo é OK, mas a mocinha é exceção! Porém, como sou compreensiva, acredito que pessoas podem mudar. O mocinho até que pode maltratar a mocinha, mas no final, quando os dois ficam juntos, é porque ele vai criar uma relação decente com ela.

É por isso que vou continuar a ler essa série. Eu tenho fé na mudança!

Hana Yoria Dango e mangás de harém masculinos são a minha referência de comparação para Paper Princess (e graças a uma pesquisadinha, descobri que esse mangá tem continução, fiz até uma resenha sobre ela). Quando comecei a ler, pensei que esse é exatamente o enredo de um mangá desse tipo pensado por alguém que não gosta de toda a fofura kawaii japonesa. A mocinha não é uma colegial inocente e atrapalhada, e sim trabalha como stripper. Ella nunca deu um beijo na vida, mas ainda assim é uma stripper, o que nunca veremos em um mangá desse tipo.

Ella trabalha mesmo como uma stripper, mesmo que tenha só dezessete anos. Começou com quinze, para pagar as contas do hospital da mãe, mas agora que ela morreu, continuou para pagar as próprias contas. Já li uma resenha dizendo que essa parte é fantasiosa demais, uma garota de dezessete trabalhando como uma stripper, mas em um mundo onde prostituição infantil e pedofilia existem, quem pensa assim necessita urgentemente sair de sua zona de conforto!

A garota também falsifica a sua documentação para ir para a escola, e é nesse lugar que é apresentada a Callum, homem que nunca viu na vida e que se apresenta como seu guardião legal. É claro que ela não acredita a princípio, até mesmo foge da escola. Só o que ele a segue em  seu emprego e lá conseguiu convencê-la de ir com ele . Fazem um acordo: Ella ganha dinheiro em troca de ficar na casa dele e ser sua filha. Decidiu procurar ela porque era o melhor amigo do pai da garota, esse que ela nunca conheceu. Assim ela entra numa família rica e na mansão enormemente grande dos Royal. E aparecem os seus novos irmãos.

Começa a parte do harém, o que significa que são cinco rapazes de idade parecida com a dela e lindo e maravilhosos. E que a odeiam. São eles os bad boys, ou como mais convém, rebeldes sem causa. Todos os irmãos tem uma raiva inexplicada vinda de lugar nenhum. E acreditam que Ella está dormindo com o seu pai e que é uma prostituta. Caso são saiba, prostitutas e strippers são profissões diferentes. A prostituta era a namorada do pai, e não estou tentando xingar ela, porque para começar não é um xingamento. Voltemos aos irmãos, eles fazem de tudo para que sua vida seja um inferno, sempre frizando questões relacionadas a sua sexualidade. O segundo mais velho é aquele de maior destaque, e é o interesse amoroso.  Como já mencionei, acredito na mudança, já que ele realmente trata ela mal. Como é um conceito amplo, foi sim abusada sexualmente por ele. ACREDITO NA MUDANÇA, repita comigo!

Ella permanece então naquela casa, com Callum a tratando melhor do que todos da casa, a namorada do pai tendo uma relação que por vezes é de uma irmandade, outras de rivalidade e com os irmãos a odiando. Eles também são os reis da escola numa relação que lembra bem Hana Yori Dango. Ella é uma personagem durona e ao mesmo tempo dotada de sentimentos, o que a torna fácil de se identificar. Tiveram cenas que eu considerei excessivas, mas a autora é boa na arte de manter o leitor vidrado na história, que é o motivo pelo qual continuarei lendo.

E sobre o final que todos comentam, foi mesmo de certo modo inesperado, mas num sentido de “qual é a lógica disso”. Terá que tem uma boa explicação para isso, porque EU ACREDITO NA MUDANÇA!

Edição no dia 25/07/16: para ver a resenha de Broken prince, clique aqui.

Adianto que a mudança aconteceu!

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