Resenha: Vampire Girl, por Karpov Kinrade

Título: Vampire Girl

Série: Vampire Girl

Autor: Karpov Kinrade, o alter ego do casal Dmytry Karpov e Lux Kinrade

Língua em que li: inglês

Tem em português: não, e arrisco afirmar que não terá

link para compra: Vampire Girl (English Edition)

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Não gostei desse livro, o que é uma pena já que tinha muito potencial. Sabem um livro que teria de tudo para dar certo, mas que uma ou outra coisinha conseguem estragar ele por inteiro? Esse! Ao menos foi para mim, já que parece que todos adoraram o livro e sou a única enjoadinha que emburrou com algo. Comecemos a falar da história, que foi a parte que gostei.

Arianna (cuja idade não sei se foi citada, mas parece ter 18 ou 19 anos) é só mais uma dessas moças batalhadores e trabalhadoras sem tempo para nada. Quando sua mãe entra em coma, ela descobre que o sobrenatural existe. Ela morreu na infância, em um acidente de carro que também matou seu pai, porém a mãe fez um pacto com o demônio, o rei do inferno Lucian, para que Arianna pudesse viver e ela a visse crescer. Como já foi concretizado, a mãe deve dar o que prometeu, que seria sua alma. Se acha que está sendo macabro demais, eu também achei que o que disse agora também é e não ilustra bem o clima do livro, que é bem levinho. Essa história foi revelada para nossa protagonista por um homem, que faz um acordo com ela: sua mãe poderia continuar a viver, mas em troca teria de se casar com um dos príncipes vampiros demônios. Sim, príncipes demônios que são vampiros! Assim ela vai para o inferno e descobre que não é nada do que imaginava, e que aquele foi um plano elaborado por Lucian há anos para salvar seu povo.

Enredo legal, não? Foi ai que a coisa começou a desandar para mim…

Gosto quando um autor pega uma ideia antiga, desconstrói e cria algo criativo com isso. Porém, ainda tem aquela essência que nos remete aquilo que era o original. Já deu para perceber que não gostei dos príncipes infernais vampiros, que não mencionei que tem a maldição dos sete pecados capitais, e que o primeiro grande erro é que os pecados capitais não são exatamente os pecados capitais que conhecemos. Não temos o príncipe da ira porque não faria um par romântico interessante, assim temos o príncipe da guerra! Os autores desconstruíram tanto, mas tanto o material de origem que não tem mais sentido, tornando o extremo oposto da ideia que podemos ter. Se gostou da ideia dos príncipes demônios vampiros, governando o inferno e inspirados nos pecados capitais, pode se preparar para não ter o que prometeram. Para mim, faria mais sentido se em vez disso, criassem um reino de fantasia e que tenha esse nome, já que foi isso o que aconteceu!

O tamanho do livro também me desagradou. É curo demais e dá a impressão que finalizou no momento em que seria o começo da história, quando ela começou a desenrolar. O segundo volume foi lançado próximo da publicação do primeiro, mas considerando que terminou com um cliffhanger, não é sobre isso que falo. Poderia ter muito mais história.

E spoiler importante: ainda não descobri o motivo do título do livro…

Ao longo do livro, o desenvolvimento, os personagens e as questões em que tocaram me cativaram, mas tive a sensação que poderia ser mais.

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